Após receber críticas de Michelle Bolsonaro, da Federação Nacional de Educação dos Surdos (Feneis), de pessoas com deficiência e de diversas outras instituições, o Ministérios da Educação (MEC) voltou atrás.
Após críticas de Michelle Bolsonaro, Governo Lula desiste de ideia polêmica
Após críticas de Michelle Bolsonaro, Governo Lula desiste de ideia polêmica sobre a nova estrutura do Ministério da Educação.
O decreto de 1º de janeiro desse ano determinou como seria a estrutura do MEC. Entretanto, a Diretoria de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos (Dipesb) não fazia parte da lista de integrantes da pasta.
Consequentemente, diversas organizações e indivíduos ligados à educação de pessoas surdas começaram a mostrar seu descontentamento com a decisão.
Em nota, a Feneis disse que o MEC está ignorando as metas do Plano Nacional de Educação, pois uma delas garante o ensino bilíngue em Libras em escolas inclusivas para crianças e jovens surdos de 0 a 17 anos.
Assim, também houveram críticas de Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, que defende a causa e levantou a bandeira dos surdos durante os quatro anos de governo do seu marido. Ela expôs suas críticas na publicação de uma parlamentar sobre o assunto.
Após críticas de Michelle Bolsonaro, MEC mantém o Dipesb
Diante da chuva de opiniões negativas sobre a nova estrutura do MEC, o ministro responsável pela pasta, Camilo Santana, resolveu manter a diretoria em questão.
Dessa forma, em nota enviada ao blog Vencer Limites, o MEC confirmou que a Dipesb não seria encerrada. Ao invés disso, ela será colocada dentro de uma secretaria subordinada ao ministério.
“A Diretoria de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos permanece na estrutura do Ministério, e passará a funcionar dentro da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão”
Diálogo aberto
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
O presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB-CE e da Comissão Nacional da Pessoa Autista do Conselho Federal da OAB, Emerson Damasceno, diz que o governo passou por um desgaste desnecessário.
Isso porque precisou receber críticas de Michelle Bolsonaro e de outras instituições para perceber um erro. Entretanto, ele admite que a resposta rápida do MEC é um ponto positivo.
De acordo com ele, agora a comunidade surda tem mais espaço para comunicação. Além disso, ele espera que a Dipesb promova esse diálogo entre a comunidade e o governo.
Imagem: Alf Ribeiro/shutterstock.com
