Sendo assim, a alta é um bom indicativo, mas está muito longe de solucionar o problema do prejuízo bilionário.
Queda de quinta-feira (12) foi a maior da história da B3 em 15 anos
A última vez que a Bolsa de Valores teve uma desvalorização tão grande quanto a da Americanas foi em 2008, quando a Agro Incorporadora (AGIN3), teve queda de 81,5%. Além disso, estes ativos sequer existem atualmente.
Para os analistas, a alta de hoje é reflexo de um movimento de especulação do mercado, uma vez que os números da empresa ainda não estão totalmente claros.
De acordo com o responsável de renda variável da SVN Investimentos, André Luzbel, “a maior parte do movimento que vemos agora é de gente querendo especular e tentar algum ganho, tentando comprar um ativo que caiu quase 80% para vender nessa alta de 20%. Isso não deve se sustentar”.
Ex CEO da Americanas fala em comprometimento dos acionistas
Em conferência que aconteceu nesta manhã (13), o ex-CEO da Americanas, Sérgio Rial, que deixou o cargo após apurar o rombo de R$ 20 bilhões, declarou sobre a viabilidade da empresa de continuar existindo. Para ele, “os acionistas de referência devem permanecer comprometidos com o futuro” da Americanas.
Além disso, Rial reforçou a necessidade de uma capitalização na compangia, a fim de prosseguir com as operações de maneira equilibrada. Por fim, um comitê independente continua na apuração para identificar os responsáveis e principais erros que ocasionaram o rombo histórico na Americanas.
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