O Twitter tem sido alvo de holofotes já há alguns meses, tendo em vista que, após Elon Musk comprar a plataforma, algumas coisas mudaram. Dessa vez, o Procon-SP notificou a rede social, na última segunda-feira (9), a respeito de um vazamento de informações de mais de 235 milhões de usuários.
Vale destacar que as informações vazaram devido a um ataque hacker que expôs os e-mails de diversas pessoas, o que deixou suas contas vulneráveis. Logo, o órgão de defesa do consumidor exige que a empresa reveja se de fato o ataque foi realizado e pense em futuras providências para conter os danos.
Além disso, a rede social deverá explicar por que esse incidente aconteceu e o que desencadeou o vazamento. Será necessário, ainda, propor medidas para mitigar a situação.
Exigências do Procon ao Twitter
Veja a seguir o pronunciamento do Procon-SP. Vale destacar que o Twitter tem até 13 de janeiro para responder ao órgão.
“O Procon-SP quer que a empresa explique quais medidas técnicas e organizacionais adota para atender aos dispostos na Lei 13.709/2018 – a Lei Geral de Proteção de Dados – e esclareça qual a finalidade e a base legal para o tratamento de dados pessoais, como foi obtido o consentimento do usuário, por quanto tempo os dados ficam armazenados, com qual finalidade, e qual a política de descarte.”
Qual foi o prejuízo?
Segundo o Cybernews, um site focado em segurança, os dados vazados somam 63 GB de várias informações dos usuários, como:
- Nome;
- E-mail;
- Data em que a conta foi criada;
- Número de seguidores que cada usuário tem.
Os hackers teriam conseguido essas informações no fim de 2021, por meio de uma falha de segurança que possibilitou a invasão das contas. Essa falha passou por uma correção no início de 2022, mas chegou a expor dados de cerca de 400 milhões de pessoas.
Os criminosos pediram um resgate de US$ 200 mil para que o CEO do Twitter, Elon Musk, recuperasse os dados. Além disso, segundo publicação em um fórum de hackers, as informações pertenciam a mais de 37 figuras públicas, como políticos, empresas e jornalistas.
Essa não é a primeira vez que isso acontece. Isso porque, em julho do ano passado, criminosos tentaram vender 5,4 milhões de informações de contas do Twitter.
Imagem: XanderSt/shutterstock.com
