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Samsung perde espaço no mercado dos EUA; Apple e Motorola crescem

Apple atinge 69% do mercado de smartphones nos EUA no 4º tri de 2025; Samsung cai e Motorola avança, aponta Counterpoint.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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No quarto trimestre de 2025, a Apple alcançou a maior participação de mercado de sua história nos Estados Unidos, com 69% de todas as vendas de smartphones, segundo dados do relatório Monthly US Channel Share Smartphone Tracker da Counterpoint Research.

Esse número representa um crescimento de 4 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024 — quando a marca já tinha forte presença. A expansão veio mesmo em um ano em que o mercado como um todo cresceu modestamente: as vendas de smartphones nos EUA aumentaram apenas 1% em relação ao ano anterior.

O que impulsionou?

Leia mais: Apple reduz foco em modelos básicos de iPhone em 2026

iPhone 17 e 16e: sucesso nas vendas

O desempenho da Apple no último trimestre de 2025 foi fortemente impulsionado por duas linhas de produtos:

  • iPhone 17 – especialmente o modelo Pro Max liderou as vendas entre as três maiores operadoras americanas (AT&T, T‑Mobile e Verizon).
  • iPhone 16e – modelo mais acessível da linha, que se destacou em ofertas de planos pré‑pago e varejo.

Na AT&T, por exemplo, a participação dos iPhones foi tão dominante que chegou a 89% das vendas feitas pela operadora no período.

Estratégias de mercado e promoções

Especialistas apontam que as promoções das operadoras americanas, com foco em pacotes de serviços e facilidades de financiamento, também foram determinantes para esse desempenho recorde da Apple.

Samsung: queda de participação e desafios

Em contrapartida ao crescimento da Apple, a Samsung viu sua participação no mercado dos EUA cair significativamente. No quarto trimestre de 2024, a empresa sul‑coreana respondia por cerca de 18% do mercado de smartphones no país; no mesmo período de 2025, esse percentual caiu para 13%.

Essa retração reverte uma posição historicamente forte da Samsung nos EUA — até pouco tempo atrás, o fabricante era um dos principais concorrentes da Apple no mercado americano. A queda reflete, em parte, uma menor competitividade em segmentos-chave, especialmente diante do fortalecimento de marcas rivais em faixas de preço mais baixas e médias.

Motorola e o avanço no segmento de entrada

Moto G 2026: destaque no mercado acessível

Enquanto Samsung perde espaço, a Motorola se destacou no segmento de entrada (dispositivos abaixo de US$ 300). Segundo o mesmo relatório da Counterpoint Research, os lançamentos Moto G Play 2026 e Moto G 5G 2026 contribuíram para que a marca assumisse a liderança nessa faixa de preço durante o último trimestre.

Esse crescimento é relevante porque o segmento de aparelhos mais baratos vem sendo pressionado por fatores como o aumento dos custos de memória e a redução da demanda geral nessa faixa, o que amplia o valor da conquista da Motorola.

Mudanças nas preferências do consumidor

Outro dado importante do relatório aponta que as vendas de smartphones abaixo de US$ 300 caíram 7% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto o segmento intermediário (US$ 300 – US$ 600) cresceu 27%. Esse movimento sugere que consumidores estão buscando aparelhos com melhor custo‑benefício e recursos mais avançados, influenciando diretamente o desempenho das marcas no ranking de vendas.

O que esses números significam?

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Embora os dados referidos sejam específicos do mercado dos EUA — um dos maiores e mais competitivos do mundo —, eles também refletem tendências mais amplas:

  • A marca Apple está fortalecendo sua presença não apenas nos EUA, mas em vários mercados, se beneficiando da fidelidade dos consumidores e da força do ecossistema iOS.
  • Fabricantes tradicionais de Android, como Samsung, enfrentam desafios em segmentos de médio e baixo custo, abrindo espaço para concorrentes mais ágeis ou especializados, como Motorola e fabricantes chineses em outros mercados.
  • A mudança nas preferências por faixas de preço intermediárias pode indicar uma nova fase de amadurecimento no comportamento de compra dos consumidores, focada em equilíbrio entre preço e desempenho.

FAQ

1. Qual foi a participação de mercado da Apple no mercado de smartphones dos EUA no quarto trimestre de 2025?
A Apple alcançou 69% de participação de mercado nos Estados Unidos durante o quarto trimestre de 2025, o maior índice registrado na história, segundo dados da Counterpoint Research.

2. Quais modelos de iPhone mais contribuíram para o desempenho da Apple?
Os modelos iPhone 17, especialmente o Pro Max, e o iPhone 16e foram responsáveis por grande parte do sucesso nas vendas no período, impulsionando a liderança da Apple.

3. Por que a participação da Samsung caiu no mercado dos EUA?
A queda da Samsung para 13% de participação no mercado americano reflete forte concorrência de outros fabricantes, dificuldades em segmentos importantes e o aumento da preferência por modelos de custo intermediário e premium oferecidos por concorrentes.

4. Como a Motorola se destacou no período?
A Motorola se destacou no segmento de smartphones de baixo custo, com os modelos Moto G Play 2026 e Moto G 5G 2026 liderando as vendas nessa faixa de preço.

Considerações finais

Especialistas do setor observam que, apesar do domínio atual da Apple, o mercado de smartphones segue dinâmico. Novos lançamentos, estratégias de preço, inovações tecnológicas e condições macroeconômicas podem alterar o cenário ao longo de 2026. Marcas como Samsung planejam respostas com novos modelos e reforço de portfólio premium e dobrável, enquanto a Motorola e outros competidores buscam expandir participação em faixas estratégicas de preço.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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