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Apple surpreende Wall Street com lucro de US$ 30,7 bilhões e alta nas vendas do iPhone

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 9 min de leitura
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A Apple encerrou o quarto trimestre fiscal de 2026 com resultados acima das expectativas de Wall Street. A companhia registrou faturamento de US$ 114,48 bilhões e lucro líquido de US$ 30,71 bilhões no período encerrado em 26 de setembro, impulsionada principalmente pelo desempenho da linha iPhone 18 Pro e pelo crescimento da divisão de serviços.

O resultado representa um avanço de 11,72% na receita e de 11,81% no lucro líquido em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números reforçam a capacidade da fabricante de manter o crescimento mesmo diante do aumento dos custos de componentes, especialmente dos chips de memória, e de um mercado de tecnologia cada vez mais competitivo.

O desempenho também marca um momento de transição na liderança da empresa, agora sob o comando de John Ternus. Além dos números trimestrais, o balanço oferece pistas sobre as prioridades da companhia para os próximos meses, incluindo a expansão da inteligência artificial, a estratégia de preços e os desafios para manter as margens de lucro.

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Apple registra lucro de US$ 30,71 bilhões no quarto trimestre

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(Imagem: Unsplash/Laurenz Heymann)

No trimestre encerrado em 26 de setembro de 2026, a Apple alcançou US$ 114,477 bilhões em vendas líquidas, contra US$ 102,466 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2025.

O lucro líquido passou de US$ 27,466 bilhões para US$ 30,711 bilhões. Já o lucro diluído por ação chegou a US$ 2,10, crescimento de aproximadamente 14% em comparação com os US$ 1,85 registrados um ano antes.

Os resultados superaram as projeções dos analistas. Wall Street esperava uma receita de aproximadamente US$ 113,4 bilhões e lucro por ação de US$ 1,99.

A diferença mostra que a empresa conseguiu entregar um desempenho financeiro superior ao previsto pelo mercado, mesmo enfrentando pressões relacionadas aos custos de produção e à cadeia global de fornecimento.

iPhone 18 Pro lidera o crescimento das vendas

O principal destaque do balanço foi a divisão de smartphones. A receita proveniente das vendas de iPhones alcançou US$ 57,583 bilhões, ante US$ 49,025 bilhões no quarto trimestre fiscal de 2025.

O avanço foi de aproximadamente 17,5% em um ano, consolidando o aparelho como a principal fonte individual de faturamento da companhia.

A linha iPhone 18 Pro aparece como um dos motores desse desempenho, beneficiada pela procura inicial pelos novos modelos. O resultado também indica que a estratégia de posicionamento dos aparelhos premium continua tendo peso relevante para os negócios da fabricante.

A força comercial dos smartphones é particularmente importante porque o iPhone funciona como porta de entrada para outros produtos e serviços do ecossistema Apple. Consumidores que utilizam o aparelho também podem contratar armazenamento em nuvem, serviços de música, entretenimento e outros recursos digitais oferecidos pela companhia.

Esse relacionamento ajuda a ampliar a receita gerada por cada cliente ao longo do tempo, reduzindo a dependência exclusiva da venda de novos dispositivos.

Serviços digitais ampliam a receita da companhia

Embora os smartphones tenham concentrado boa parte da atenção dos investidores, a divisão de serviços também apresentou um desempenho expressivo.

A receita desse segmento chegou a US$ 31,573 bilhões, contra US$ 28,750 bilhões no mesmo trimestre do ano anterior, crescimento de aproximadamente 9,8%.

A categoria reúne diferentes atividades comerciais, como assinaturas, armazenamento em nuvem, publicidade e serviços digitais. Por ter uma dinâmica diferente da venda de aparelhos, essa divisão contribui para diversificar as fontes de receita da Apple.

Outras áreas tiveram resultados distintos:

SegmentoReceita no trimestre
iPhoneUS$ 57,58 bilhões
ServiçosUS$ 31,57 bilhões
MacUS$ 10,79 bilhões
iPadUS$ 6,23 bilhões
Vestíveis, casa e acessóriosUS$ 8,30 bilhões

Os computadores Mac também apresentaram crescimento, enquanto as vendas de iPads e de produtos vestíveis, como Apple Watch e acessórios, ficaram abaixo dos números registrados no mesmo período de 2025.

A diferença entre os segmentos demonstra que o desempenho da empresa não depende exclusivamente de uma única categoria. Ainda assim, o iPhone permanece como seu principal produto em termos de faturamento.

Aumento dos preços ajuda a compensar chips de memória mais caros

Um dos desafios enfrentados pela Apple está relacionado ao encarecimento dos componentes utilizados na fabricação de seus dispositivos.

Os chips de memória são fundamentais para o funcionamento de smartphones, computadores e outros equipamentos eletrônicos. Quando seus preços aumentam, os fabricantes precisam encontrar maneiras de absorver o impacto sem comprometer excessivamente suas margens.

Durante a apresentação dos resultados, a administração da Apple reconheceu a pressão sobre os custos de memória e indicou que os aumentos de preços aplicados em diferentes produtos ajudaram a compensar parte dessas despesas.

A empresa reajustou os preços de diversos computadores Mac e tablets iPad no fim de junho e também promoveu alterações nos valores dos iPhones em setembro.

John Ternus afirmou que a companhia já percebeu custos mais elevados de memória no trimestre encerrado em setembro e espera uma pressão ainda maior no período seguinte. A estratégia inclui aproveitar estoques adquiridos anteriormente e buscar economias em outros componentes.

Na prática, essa combinação permite que a fabricante preserve parte de sua rentabilidade sem depender exclusivamente de cortes de despesas. Entretanto, existe um limite para a transferência desses custos ao consumidor.

Preços mais altos podem afetar a decisão de compra, especialmente em mercados nos quais os aparelhos premium já representam um investimento significativo. Por isso, a capacidade de manter a demanda será determinante para os próximos resultados.

Margem de lucro chega a 47,9%, mas empresa prevê pressão

A margem bruta da Apple ficou em 47,9% no quarto trimestre fiscal de 2026. O indicador representa a parcela da receita que permanece depois da dedução dos custos diretamente relacionados aos produtos e serviços vendidos.

O resultado foi favorecido, em aproximadamente um ponto percentual, por reembolsos relacionados a tarifas comerciais. Esse efeito positivo contribuiu para o desempenho do período.

Para o trimestre seguinte, encerrado em dezembro, a Apple projetou uma margem bruta entre 45% e 46%. A expectativa de redução está associada, entre outros fatores, ao encarecimento dos chips de memória e aos gastos relacionados à expansão dos recursos de inteligência artificial da Siri.

A projeção merece atenção porque o trimestre de dezembro costuma concentrar uma demanda importante por produtos eletrônicos, impulsionada pelas festas de fim de ano e pelas compras de Natal.

Assim, a companhia precisará equilibrar o aumento das vendas com os custos adicionais de produção. Um faturamento maior não significa necessariamente uma expansão proporcional do lucro.

Apple fecha o ano fiscal de 2026 com receita de US$ 478,83 bilhões

O desempenho do quarto trimestre também contribuiu para um resultado anual expressivo.

No ano fiscal de 2026, a Apple registrou receita total de US$ 478,834 bilhões, crescimento em relação aos US$ 416,161 bilhões contabilizados no exercício anterior.

O lucro líquido anual alcançou US$ 132,175 bilhões, contra US$ 112,010 bilhões em 2025. O lucro diluído por ação também avançou, passando de US$ 7,46 para US$ 8,98.

Indicador20252026
ReceitaUS$ 416,16 bilhõesUS$ 478,83 bilhões
Lucro líquidoUS$ 112,01 bilhõesUS$ 132,18 bilhões
Lucro por açãoUS$ 7,46US$ 8,98

Os números mostram que o crescimento não ficou restrito ao trimestre mais recente. A empresa ampliou tanto o faturamento quanto a rentabilidade ao longo de todo o exercício fiscal.

Outro dado relevante foi a geração de US$ 28 bilhões em fluxo de caixa operacional durante o trimestre. A companhia informou que devolveu o mesmo montante aos acionistas no período, por meio de dividendos e recompras de ações.

Mudança de comando marca nova fase da companhia

O balanço também representa um momento relevante na estrutura de liderança da Apple.

John Ternus assumiu o cargo de diretor-executivo (CEO) em setembro de 2026, sucedendo Tim Cook. A divulgação dos resultados do quarto trimestre foi a primeira apresentação financeira da empresa sob o comando do novo executivo.

Ternus chega à liderança em um momento de grandes transformações no setor de tecnologia. A inteligência artificial passou a ocupar posição central nas estratégias das principais fabricantes, enquanto a concorrência por participação no mercado de smartphones permanece intensa.

A Apple também trabalha na evolução da Siri, sua assistente virtual, com recursos de inteligência artificial. A empresa busca ampliar as funcionalidades oferecidas aos consumidores e fortalecer a integração entre seus dispositivos e serviços.

A transição de liderança será acompanhada de perto pelos investidores, principalmente pela necessidade de manter o crescimento financeiro e apresentar novidades capazes de sustentar a relevância da marca.

O que os resultados da Apple significam para os próximos meses?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Os números do trimestre mostram que a Apple conseguiu superar as expectativas do mercado, mas também revelam desafios que podem influenciar seu desempenho futuro.

A demanda pelos modelos mais avançados de iPhone, o crescimento dos serviços e a capacidade de reajustar preços foram fatores favoráveis. Por outro lado, a elevação dos custos de memória e a necessidade de investir em inteligência artificial podem pressionar as margens.

O período de compras de fim de ano será um teste importante para a companhia. A resposta dos consumidores aos preços dos novos aparelhos e a capacidade de atender à demanda terão influência sobre os resultados seguintes.

Para os investidores, o principal ponto de atenção será verificar se a Apple conseguirá transformar o crescimento das vendas em expansão sustentável dos lucros.

Para os consumidores, os reajustes de preços indicam que o custo dos componentes pode continuar influenciando o valor dos dispositivos, embora isso não signifique que todos os produtos terão novos aumentos.

A empresa encerra o exercício fiscal com resultados robustos, mas inicia uma nova etapa que exigirá equilíbrio entre inovação, competitividade e controle de custos.

Conclusão

Os resultados da Apple mostram que a empresa mantém uma trajetória de crescimento, impulsionada principalmente pela procura pelo iPhone 18 Pro e pela expansão dos serviços digitais. O lucro de US$ 30,71 bilhões reforça a força do negócio, mesmo diante do aumento dos custos de produção e das mudanças no mercado de tecnologia.

Agora, a atenção dos investidores se volta para os próximos trimestres e para a capacidade da companhia de preservar suas margens de lucro. Com uma nova liderança e investimentos em inteligência artificial, a Apple terá o desafio de continuar inovando sem perder competitividade ou comprometer sua rentabilidade.

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