Nos últimos dias, a Argentina tem enfrentado uma robusta crise cambial, e isso tem chamado muita atenção no cenário econômico mundial. Isso porque se trata de país que já possui uma das maiores taxas de inflação globais, que ultrapassa 115% ao ano, e tem sofrido notavelmente com a desvalorização cambial
Argentina possui 6 tipos de dólar; descubra o motivo
Entenda os diferentes tipos de dólar na crise cambial da Argentina e como isso afeta a economia do país. Saiba mais!
No início da semana, o Banco Central da República Argentina (BCRA) anunciou que aumentou a taxa de juros para 118% e que a cotação oficial do dólar subiu para 350 pesos no mercado “oficial”. A iniciativa de dar esse salto drástico parece ser um esforço do governo argentino para equalizar o câmbio praticado pelo Estado com os outros tipos de dólar presentes no país, principalmente com o dólar “blue”.
Os “tipos” de dólar na economia argentina
1. Dólar Poupança: essa é a cotação a qual o poupador argentino tem acesso a moeda norte-americana, sofrendo com uma sobretaxa de 75% e tendo um limite de compra de $200 por mês – se atenderem uma lista de requisitos.
2. Dólar Blue: dólar comprado fora dos meios oficiais; utilizada pela população para obtenção da moeda sem a limitação imposta pelo governo.
3. Dólar Cartão: cotação usada para pagar serviços em dólares, como assinaturas de serviços de streaming e pequenos gastos no exterior, contendo taxação de 75%.
4. Dólar turista ou ‘Catar: imposto de 100% aplicado para gastos superiores a $300 em viagens internacionais.
5. Dólar Bolsa: adquirido por meio da compra e venda de títulos financeiros e ações, necessitando a intermediação de uma corretora de valores.
6. Dólar CCL: ferramenta financeira que permite a troca de pesos por dólares fora do país; utilizada principalmente por empresas e investidores.
Por que a Argentina possui tantos tipos de dólar?
Independente do partido político no poder, seja kirchnerista ou macrista, uma pratica recorrente dos governos argentinos é a instalação de medidas restritivas à compra de moedas estrangeiras, popularmente chamadas de “cepos”.
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Esses cepos surgem como uma tentativa de regular a saída de divisas e preservar as reservas do Banco Central. Contudo, esse controle gerou um fenômeno muito peculiar: a criação de várias categorias de preços para a moeda americana na Argentina, responsável por uma variação de cotação que pode alcançar mais de 100%.
Imagem: Salov Evgeniy e Umair Zia Khan / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
