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Sinalização do Copom reduz prêmios na curva de juros

Ata do Copom sinaliza corte da Selic, derruba DIs e anima Bolsa. Entenda impactos nos investimentos e no crédito no Brasil.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
SELIC

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro, os DIs, fecharam em queda mesmo com a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos ao longo de boa parte do dia. O principal fator foi a leitura da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária, ligado ao Banco Central do Brasil, que reforçou a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic em março.

No fim da tarde, o DI para janeiro de 2028 estava em 12,655%, enquanto o DI para janeiro de 2035 marcava 13,355%, ambos com recuo de 6 pontos-base. Esse movimento indica que o mercado passou a projetar um cenário de juros menores no médio e longo prazo.

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O que a ata do Copom sinalizou

A ata mostrou um Banco Central mais confiante na trajetória da inflação, embora ainda cauteloso. O documento destacou:

Melhora da inflação corrente

O BC reconheceu que os dados recentes de inflação apresentaram melhora. Além disso, as expectativas de mercado estão menos distantes da meta oficial de 3%, o que abre espaço técnico para flexibilização da política monetária.

Sinais mistos na atividade econômica

O Copom apontou que ainda há dificuldade para identificar tendências claras na economia. Há sinais de desaceleração, mas o mercado de trabalho segue relativamente resiliente. Esse equilíbrio exige cautela na calibragem dos juros.

Corte de juros não será automático

O BC reforçou que a magnitude e a duração do ciclo de cortes dependerão dos dados. Na prática, isso significa que cada reunião poderá trazer decisões diferentes, conforme inflação, atividade e cenário externo evoluam.

Selic em 15% e a aposta no primeiro corte

Na última reunião, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano, mas indicou que pretende iniciar o ciclo de cortes em março. A principal dúvida do mercado é o tamanho do primeiro movimento:

  • Corte de 25 pontos-base
  • Corte de 50 pontos-base
  • Possibilidade menor de corte de 75 pontos-base

Essas probabilidades são formadas a partir dos preços de contratos e opções negociados na B3, que refletem as apostas dos investidores institucionais.

Por que as taxas dos DIs caem quando há expectativa de corte da Selic

Os DIs são contratos que refletem a expectativa de juros futuros. Quando o mercado acredita que a Selic vai cair, os investidores passam a aceitar remuneração menor nos prazos mais longos. Isso puxa as taxas para baixo.

Exemplo prático

Se uma empresa planejava captar recursos para investir em expansão em 2025, a perspectiva de juros menores reduz o custo do financiamento. Isso melhora a viabilidade de projetos e tende a estimular a economia.

Influência da política e nomes para o Banco Central

Declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também impactaram o mercado. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não definiu os dois novos diretores do Banco Central.

O tema é sensível porque a diretoria do BC influencia a condução da política monetária. Parte do mercado teme nomes mais “dovish”, ou seja, mais inclinados a juros baixos. Por outro lado, a ata mostrou preocupação com o fiscal e com a credibilidade, o que ajudou a reduzir receios de cortes excessivos.

Bolsa sobe e dólar cai: o combo que ajuda os juros

No mesmo dia, o Ibovespa avançou com força, e o dólar recuou. Esse ambiente favorece a queda dos juros futuros por alguns motivos:

  • Entrada de capital estrangeiro
  • Redução da pressão cambial
  • Menor risco inflacionário via câmbio

Com o real mais forte, o custo de importações cai, ajudando no controle da inflação, o que dá mais espaço para o BC cortar juros.

E o cenário externo? Treasuries e EUA

Apesar da alta dos rendimentos dos Treasuries em parte do dia, o Brasil conseguiu se descolar. Normalmente, juros mais altos nos EUA pressionam emergentes, mas o fator local, a ata do Copom, falou mais alto.

O rendimento do Treasury de dez anos, referência global, girava perto de 4,26% no fim da tarde. Ainda assim, o mercado brasileiro priorizou o sinal doméstico de flexibilização monetária.

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O que isso muda na vida do brasileiro

A expectativa de corte da Selic não fica restrita ao mercado financeiro. Ela afeta diretamente:

Crédito

Com a Selic em queda, bancos tendem a reduzir, ainda que gradualmente, taxas de:

  • Empréstimo pessoal
  • Financiamento de veículos
  • Crédito imobiliário
  • Rotativo do cartão, no médio prazo

Investimentos

Produtos atrelados ao CDI, como CDBs, LCIs e fundos DI, podem passar a render menos no futuro. Em contrapartida:

  • Títulos prefixados ganham atratividade
  • Fundos de ações e multimercados podem se beneficiar
  • Bolsa tende a reagir positivamente

Empresas e emprego

Juros menores reduzem o custo de capital das empresas, estimulam investimentos e podem favorecer geração de empregos ao longo do tempo.

Conclusão

A ata do Copom funcionou como um sinal verde para o mercado iniciar a reprecificação de juros para baixo. Mesmo em um ambiente externo desafiador, o fator doméstico, com melhora da inflação e comunicação mais clara do Banco Central, foi decisivo para a queda das taxas dos DIs.

Se o cenário de inflação comportada e atividade moderada se mantiver, o ciclo de cortes da Selic pode marcar uma virada importante para crédito, investimentos e crescimento no Brasil em 2026.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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