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Santander sofre ataque hacker e serviços online ficam instáveis

O Santander registrou ataque hacker que gerou instabilidade em transações de Pix via QR Code. Banco afirma que não houve desvio de valores.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
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O Santander sofreu um ataque cibernético que provocou instabilidade em seus serviços digitais, afetando principalmente as transações de Pix realizadas por QR Code.

Segundo informações obtidas pelo Poder360, o ataque consistiu em um grande volume de consultas simultâneas que sobrecarregaram os sistemas, caracterizando um ataque de negação de serviço (DoS). Esse tipo de ofensiva é classificado como vandalismo digital, com o objetivo de tornar sistemas online inacessíveis por meio de sobrecarga.

O que aconteceu com o Santander

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Imagem: Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

Na tarde do dia 4 de setembro, usuários do Santander relataram dificuldades para realizar transações via Pix, principalmente utilizando QR Codes. Alguns clientes enfrentaram erros temporários e instabilidade na plataforma digital.

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O banco informou que atuou rapidamente para bloquear acessos indevidos e notificou as autoridades competentes. Nenhum dado pessoal ou financeiro foi comprometido. A ação, portanto, difere de ataques cibernéticos anteriores que resultaram em perdas financeiras.

Diferenças em relação a ataques anteriores

O incidente no Santander é distinto da invasão sofrida pela Sinqia Digital em agosto de 2025. Na ocasião, a empresa de tecnologia teve credenciais legítimas de fornecedores exploradas, permitindo o desvio de R$ 710 milhões, afetando clientes como HSBC Brasil e Artta.

Entenda o ataque de negação de serviço

O ataque registrado contra o Santander é tecnicamente conhecido como DoS (Denial of Service). O objetivo principal é sobrecarregar o sistema de forma a torná-lo temporariamente indisponível.

Como funciona

  1. Sobrecarga do servidor: o sistema não consegue processar todas as solicitações, levando à queda temporária dos serviços.
  2. Interrupção de operações: clientes experimentam dificuldades para acessar aplicativos ou realizar transações.

Comparação com ataques de exploração de credenciais

Enquanto ataques como o da Sinqia exploram credenciais legítimas de fornecedores ou funcionários, o DoS é mais superficial em termos de violação de segurança. Ele não permite acesso a dados sensíveis ou movimentações financeiras não autorizadas, mas pode gerar grande impacto operacional e reputacional.

A resposta do Santander

O Santander comunicou que registrou um volume atípico de acessos em transações de Pix via QR Code, causando uma interrupção temporária nos serviços.

O banco ressaltou que:

  • Bloqueou imediatamente os acessos indevidos;
  • Não houve vazamento de dados;
  • Nenhum valor financeiro foi subtraído;
  • O incidente foi reportado às autoridades competentes.

Essas ações visam garantir que os clientes não sofram prejuízos e que a confiança nos serviços digitais seja mantida.

Impacto para clientes

Durante o período de instabilidade, usuários do Santander relataram dificuldades para concluir pagamentos via QR Code, principal meio afetado pelo ataque.

Apesar da situação, especialistas em cibersegurança reforçam que:

  • Não há risco de perda financeira;
  • Serviços devem ser normalizados rapidamente;

Papel das autoridades e do Banco Central

Até o fechamento desta reportagem, o Banco Central não havia se pronunciado oficialmente sobre o ataque ao Santander. No entanto, autoridades de segurança digital acompanham incidentes de grande escala, especialmente aqueles que envolvem sistemas de pagamento como o Pix.

A comunicação rápida e transparente é considerada essencial para minimizar impactos e orientar usuários sobre medidas preventivas.

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O cenário do Pix e QR Code

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Imagem: Canva – Freepik

A popularidade do Pix também o torna alvo frequente de tentativas de ataque e sobrecarga.

Pontos de atenção:

  • Alta demanda simultânea: QR Codes podem ser explorados para gerar múltiplas solicitações ao sistema;
  • Sistemas de prevenção: bancos implementam mecanismos de filtragem para detectar padrões incomuns;

Perguntas frequentes (FAQ)

1. O que aconteceu com o Santander?
O banco enfrentou um ataque hacker que sobrecarregou o sistema de Pix via QR Code, causando instabilidade temporária nos serviços online.

2. Houve vazamento de dados ou desvio de dinheiro?
Não. Segundo o Santander, não houve acesso a dados pessoais nem subtração de valores financeiros.

3. O que os clientes devem fazer?
Monitorar suas transações e informar ao banco qualquer atividade suspeita. Não há risco imediato de perda financeira.

4. Isso é comum em bancos?
Ataques de negação de serviço acontecem ocasionalmente, principalmente em serviços digitais populares, como Pix. Bancos reforçam sistemas para minimizar impacto.

5. O Banco Central se manifestou?
Até o momento da publicação, o Banco Central não se pronunciou oficialmente sobre o incidente.

Considerações finais

O ataque hacker sofrido pelo Santander na tarde de 4 de setembro de 2025 gerou instabilidade temporária, mas não resultou em vazamento de dados ou perda de dinheiro.

Embora não tenha havido prejuízos financeiros, o episódio evidencia a importância de medidas de cibersegurança cada vez mais robustas e do monitoramento constante de acessos e transações digitais.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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