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Alerta sobre Itaú, Caixa e Santander; entenda a situação agora!

Malware Eternidade Stealer se espalha pelo WhatsApp e mira clientes do Itaú, Caixa e Santander; veja como funciona e como se proteger.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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Uma campanha maliciosa está chamando a atenção de especialistas em cibersegurança no Brasil. Um novo trojan bancário, chamado Eternidade Stealer, está circulando principalmente pelo WhatsApp e já tem clientes do Itaú, Caixa e Santander entre os principais alvos. A análise mais recente da Trustwave SpiderLabs revela que o malware foi desenvolvido para se espalhar com rapidez e furtar dados financeiros de forma silenciosa.

O golpe reforça o momento crítico para a segurança digital no país. O WhatsApp, amplamente utilizado para comunicação pessoal e profissional, tornou-se terreno fértil para ataques automatizados que exploram a confiança dos usuários — especialmente quando mensagens falsas simulam contatos conhecidos.

Leia mais: Fim do Unibanco e fusão histórica com o Itaú

Como funciona o novo malware que usa o WhatsApp para se replicar

A operação do Eternidade Stealer combina diferentes módulos maliciosos para invadir dispositivos e extrair informações sensíveis. Segundo os analistas, a campanha usa dois pilares principais:

  1. Um worm em Python, responsável por se autorreplicar dentro do WhatsApp, enviando mensagens falsas para contatos do usuário.
  2. Um dropper MSI, que instala um trojan bancário escrito em Delphi — tecnologia usada há muitos anos em golpes financeiros.

Assim que o arquivo malicioso é executado, o dropper instala múltiplos componentes que fazem uma varredura completa do dispositivo. Ele identifica antivírus, descriptografa payloads e abre caminho para que o trojan atue com liberdade.

A partir daí, o malware se dedica a roubar dados bancários, incluindo credenciais de acesso, lista de contatos e informações sobre o sistema da vítima.

Entre os alvos confirmados pelos especialistas estão:

  • Itaú
  • Santander
  • Bradesco
  • Caixa Econômica Federal
  • MercadoPago
  • Binance

O uso de instituições populares, como o Itaú, aumenta o impacto da campanha e amplia o número potencial de vítimas.

Por que o ataque preocupa especialistas

O que torna o Eternidade Stealer mais perigoso do que outros trojans bancários comuns são suas características de adaptação e persistência.

1. Automação via WhatsApp

O malware consegue enviar mensagens automáticas pelo WhatsApp como se fosse o próprio usuário. Essa automação inclui:

  • personalização do texto,
  • replicação da foto do contato,
  • alteração do nome conforme o destinatário,
  • adaptação do horário,
  • mensagens que parecem legítimas.

Isso amplia o alcance da campanha rapidamente, pois a vítima costuma confiar em contatos salvos na agenda.

2. Ativação exclusiva em português do Brasil

O código foi programado para funcionar apenas em sistemas configurados em português brasileiro, o que reforça que se trata de um ataque direcionado especificamente ao público nacional — e, portanto, às instituições financeiras mais conhecidas, como o Itaú.

3. Dificuldade de remoção

Ao contrário de malwares bancários tradicionais, este trojan usa módulos redundantes e técnicas que dificultam sua exclusão mesmo após reiniciar o dispositivo.
Em muitos casos, somente ferramentas especializadas conseguem eliminar completamente os processos maliciosos.

Como identificar sinais de infecção

Os especialistas recomendam que usuários fiquem atentos a qualquer comportamento anormal no celular ou no WhatsApp.

Possíveis sinais incluem:

  • mensagens enviadas automaticamente sem seu conhecimento;
  • notificações estranhas do sistema;
  • queda brusca de desempenho;
  • solicitações de login inesperadas em apps bancários como o Itaú;
  • instalação de arquivos desconhecidos;
  • pop-ups relacionados a permissões ou executáveis MSI.

Como o malware atua de forma silenciosa, muitas vítimas só percebem tarde demais — geralmente após movimentações suspeitas na conta bancária.

O que fazer para se proteger do Eternidade Stealer

Especialistas recomendam as seguintes medidas para reduzir o risco de ataque:

1. Não abrir arquivos recebidos pelo WhatsApp de pessoas que não sejam altamente confiáveis.

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O worm depende exatamente desse comportamento para se espalhar.

2. Manter o celular sempre atualizado.

Atualizações corrigem brechas de segurança que o malware tenta explorar.

3. Usar antivírus confiável e atualizado.

Eles podem identificar comportamentos anômalos antes que o trojan se instale.

4. Ativar verificações adicionais em apps bancários

Instituições como o Itaú oferecem camadas extras de autenticação, como reconhecimento facial e tokens dinâmicos.

5. Evitar instalar apps fora da loja oficial

Muitos malwares disfarçados chegam ao usuário por meio de arquivos APK baixados externamente.

Alerta final dos especialistas

A Trustwave SpiderLabs reforça que o Brasil segue como um dos países mais visados por trojans bancários devido ao amplo uso de aplicativos de mensagens e à popularidade de instituições financeiras digitais. O fato de o novo malware focar em bancos como Itaú, Caixa e Santander indica uma campanha planejada e alinhada ao comportamento do consumidor brasileiro.

O alerta é claro: qualquer atividade suspeita no WhatsApp deve ser tratada como risco real, pois o ataque pode resultar em prejuízos financeiros significativos e exposição de dados pessoais.

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Com informações de: Canaltech

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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