Uma campanha maliciosa está chamando a atenção de especialistas em cibersegurança no Brasil. Um novo trojan bancário, chamado Eternidade Stealer, está circulando principalmente pelo WhatsApp e já tem clientes do Itaú, Caixa e Santander entre os principais alvos. A análise mais recente da Trustwave SpiderLabs revela que o malware foi desenvolvido para se espalhar com rapidez e furtar dados financeiros de forma silenciosa.
Alerta sobre Itaú, Caixa e Santander; entenda a situação agora!
Malware Eternidade Stealer se espalha pelo WhatsApp e mira clientes do Itaú, Caixa e Santander; veja como funciona e como se proteger.
O golpe reforça o momento crítico para a segurança digital no país. O WhatsApp, amplamente utilizado para comunicação pessoal e profissional, tornou-se terreno fértil para ataques automatizados que exploram a confiança dos usuários — especialmente quando mensagens falsas simulam contatos conhecidos.
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Como funciona o novo malware que usa o WhatsApp para se replicar
A operação do Eternidade Stealer combina diferentes módulos maliciosos para invadir dispositivos e extrair informações sensíveis. Segundo os analistas, a campanha usa dois pilares principais:
- Um worm em Python, responsável por se autorreplicar dentro do WhatsApp, enviando mensagens falsas para contatos do usuário.
- Um dropper MSI, que instala um trojan bancário escrito em Delphi — tecnologia usada há muitos anos em golpes financeiros.
Assim que o arquivo malicioso é executado, o dropper instala múltiplos componentes que fazem uma varredura completa do dispositivo. Ele identifica antivírus, descriptografa payloads e abre caminho para que o trojan atue com liberdade.
A partir daí, o malware se dedica a roubar dados bancários, incluindo credenciais de acesso, lista de contatos e informações sobre o sistema da vítima.
Entre os alvos confirmados pelos especialistas estão:
- Itaú
- Santander
- Bradesco
- Caixa Econômica Federal
- MercadoPago
- Binance
O uso de instituições populares, como o Itaú, aumenta o impacto da campanha e amplia o número potencial de vítimas.
Por que o ataque preocupa especialistas
O que torna o Eternidade Stealer mais perigoso do que outros trojans bancários comuns são suas características de adaptação e persistência.
1. Automação via WhatsApp
O malware consegue enviar mensagens automáticas pelo WhatsApp como se fosse o próprio usuário. Essa automação inclui:
- personalização do texto,
- replicação da foto do contato,
- alteração do nome conforme o destinatário,
- adaptação do horário,
- mensagens que parecem legítimas.
Isso amplia o alcance da campanha rapidamente, pois a vítima costuma confiar em contatos salvos na agenda.
2. Ativação exclusiva em português do Brasil
O código foi programado para funcionar apenas em sistemas configurados em português brasileiro, o que reforça que se trata de um ataque direcionado especificamente ao público nacional — e, portanto, às instituições financeiras mais conhecidas, como o Itaú.
3. Dificuldade de remoção
Ao contrário de malwares bancários tradicionais, este trojan usa módulos redundantes e técnicas que dificultam sua exclusão mesmo após reiniciar o dispositivo.
Em muitos casos, somente ferramentas especializadas conseguem eliminar completamente os processos maliciosos.
Como identificar sinais de infecção
Os especialistas recomendam que usuários fiquem atentos a qualquer comportamento anormal no celular ou no WhatsApp.
Possíveis sinais incluem:
- mensagens enviadas automaticamente sem seu conhecimento;
- notificações estranhas do sistema;
- queda brusca de desempenho;
- solicitações de login inesperadas em apps bancários como o Itaú;
- instalação de arquivos desconhecidos;
- pop-ups relacionados a permissões ou executáveis MSI.
Como o malware atua de forma silenciosa, muitas vítimas só percebem tarde demais — geralmente após movimentações suspeitas na conta bancária.
O que fazer para se proteger do Eternidade Stealer
Especialistas recomendam as seguintes medidas para reduzir o risco de ataque:
1. Não abrir arquivos recebidos pelo WhatsApp de pessoas que não sejam altamente confiáveis.
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O worm depende exatamente desse comportamento para se espalhar.
2. Manter o celular sempre atualizado.
Atualizações corrigem brechas de segurança que o malware tenta explorar.
3. Usar antivírus confiável e atualizado.
Eles podem identificar comportamentos anômalos antes que o trojan se instale.
4. Ativar verificações adicionais em apps bancários
Instituições como o Itaú oferecem camadas extras de autenticação, como reconhecimento facial e tokens dinâmicos.
5. Evitar instalar apps fora da loja oficial
Muitos malwares disfarçados chegam ao usuário por meio de arquivos APK baixados externamente.
Alerta final dos especialistas
A Trustwave SpiderLabs reforça que o Brasil segue como um dos países mais visados por trojans bancários devido ao amplo uso de aplicativos de mensagens e à popularidade de instituições financeiras digitais. O fato de o novo malware focar em bancos como Itaú, Caixa e Santander indica uma campanha planejada e alinhada ao comportamento do consumidor brasileiro.
O alerta é claro: qualquer atividade suspeita no WhatsApp deve ser tratada como risco real, pois o ataque pode resultar em prejuízos financeiros significativos e exposição de dados pessoais.
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Com informações de: Canaltech
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