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ATENÇÃO: Estas coisas são crimes no Brasil e você nem sabia

Muitas pessoas cometem crimes no Brasil sem saber. Descubra atitudes cotidianas que são consideradas crimes pela legislação.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Homem sendo preso com algemas vestindo blusa vermelha e calça jeans. Projeto de lei envolvendo presidiários.

Em um país com uma vasta legislação, muitas atitudes que parecem inofensivas podem, na verdade, ser crimes no Brasil. A falta de conhecimento sobre o que é considerado ilícito pode resultar em consequências inesperadas, inclusive a prisão.

A seguir, você vai conhecer cinco comportamentos comuns que são crime no Brasil, mas que muitos ainda desconhecem.

1. Comprar Produtos de Origem Duvidosa: O Crime da Receptação

homem de camisa social algemado
Imagem: wirestock / freepik.com

Muitas vezes, ao adquirir produtos abaixo do preço de mercado ou com um histórico obscuro, a pessoa pode ser acusada de receptação. Este crime ocorre quando alguém compra ou recebe produtos de origem ilícita, ou seja, sabendo que o bem é produto de crime.

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Esse tipo de crime pode levar a penas de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Por isso, é essencial que o consumidor sempre questione a origem de produtos que adquirirá, principalmente quando o valor parece muito abaixo do mercado.

2. Abrir Correspondências de Outras Pessoas

Embora muitas pessoas considerem inofensivo abrir cartas de terceiros, essa prática pode ser considerada um crime de violação de correspondência. O Código Penal Brasileiro é claro sobre isso no artigo 151, que pune “devassar indevidamente o conteúdo de correspondência fechada, dirigida a outrem”.

As consequências para quem comete esse crime incluem uma pena de detenção de um a seis meses, ou multa. Essa violação não depende do conteúdo da carta, ou seja, mesmo que a correspondência seja considerada trivial ou sem importância, a pessoa que a abrir sem autorização poderá ser punida.

Danificar Plantas de Terceiros: O Crime Ambiental

Muitas pessoas não sabem, mas danificar plantas de propriedade alheia, seja no jardim de uma residência ou em espaço público, também pode ser considerado um crime. Segundo a Lei 9.605/98, que trata dos crimes ambientais, destruir, danificar ou maltratar plantas pode levar a sanções legais.

A legislação é específica e proíbe a destruição de plantas ornamentais, tanto em espaços públicos quanto privados. A pena para quem cometer esse tipo de crime pode ser de detenção de três meses a um ano, ou multa. Portanto, quem destrói plantas alheias pode ser responsabilizado legalmente, além de prejudicar o meio ambiente.

Entregar o Veículo a Quem Não Está Habilitado

No Brasil, é comum ver motoristas que, por diversos motivos, entregam a direção de seus veículos a pessoas que não estão habilitadas ou que não têm condições de dirigir com segurança. Essa prática é um crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro, artigo 310.

A legislação estabelece que entregar a direção do veículo a alguém sem habilitação, com a habilitação cassada, ou que esteja em condições de saúde comprometidas, seja por embriaguez ou outro fator, é punido com detenção de seis meses a um ano, ou multa. Além disso, quem permite que alguém sem habilitação ou com a habilitação suspensa conduza o veículo pode ser responsabilizado por danos e acidentes.

Esse é um exemplo claro de que muitas infrações de trânsito vão além das simples infrações, configurando crimes com consequências legais severas.

Fornecer Bebida Alcoólica a Crianças ou Adolescentes

Outra atitude comum, mas criminosa, é o fornecimento de bebidas alcoólicas a menores de idade. Muitas vezes, em festas e eventos familiares, é comum ver adultos oferecendo álcool para crianças ou adolescentes, o que é uma infração grave conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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O artigo 243 do ECA afirma que “vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, de qualquer forma, bebida alcoólica ou outros produtos que possam causar dependência física ou psíquica” a crianças e adolescentes é um crime. A pena para quem cometer esse ato é de detenção de dois a quatro anos, além de multa, caso o ato não configure crime mais grave.

Esse tipo de crime é particularmente perigoso, pois contribui para a exposição de jovens a substâncias prejudiciais à saúde, além de ser uma infração com consequências legais severas para os responsáveis.

Como Evitar Cometer Crimes Involuntários

Imagem de um malhete e de uma algema em cima de cadernos ou documentos.
Imagem: Proxima Studio/Shutterstock.com

É fácil cair na tentação de agir sem pensar nas consequências, especialmente em uma sociedade cheia de pressões e comportamentos comuns, mas que violam a lei. No entanto, estar bem informado sobre a legislação brasileira é o primeiro passo para evitar problemas jurídicos.

É fundamental que as pessoas estejam cientes dos atos que, por mais comuns que pareçam, podem ser classificados como crimes. Para evitar essas situações, é importante:

  • Sempre questionar a origem dos produtos que está adquirindo, evitando ser conivente com práticas ilícitas.
  • Não abrir correspondências que não são suas, respeitando a privacidade dos outros.
  • Cuidar do meio ambiente e das plantas ao seu redor, não destruindo ou danificando o patrimônio alheio.
  • Garantir que somente pessoas habilitadas e em condições de saúde adequadas dirijam veículos, para prevenir acidentes e problemas legais.
  • Nunca fornecer bebidas alcoólicas ou substâncias prejudiciais a menores de idade, respeitando os direitos das crianças e adolescentes.

Considerações finais

O desconhecimento da lei não é desculpa para a prática de crimes no Brasil. Muitas atitudes do cotidiano podem ser consideradas crimes, e as consequências para quem os pratica podem ser graves. Portanto, é essencial estar bem informado e agir com responsabilidade para evitar problemas legais. Se você se deparar com situações que envolvem esses comportamentos, pense duas vezes antes de agir para garantir que não esteja cometendo um crime sem saber.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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