Nos últimos dias, os estados brasileiros anunciaram um aumento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre compras internacionais. A medida, que entra em vigor a partir de 1º de abril de 2025, tem gerado repercussões no comércio e pode afetar o bolso do consumidor, principalmente em produtos como as blusinhas e outras roupas importadas.
Taxa das blusinhas sobe com aumento de imposto sobre compras internacionais; Veja o impacto!
A elevação do ICMS sobre compras internacionais vai impactar os preços de produtos importados, como as blusinhas. Entenda!
A decisão, tomada durante a 47ª Reunião Ordinária do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), prevê a elevação da alíquota do ICMS de 17% para 20%.
O impacto imediato no comércio e nas importações

A alíquota do ICMS sobre compras realizadas no âmbito do Regime de Tributação Simplificada (RTS) será reajustada, o que afetará diretamente o preço dos produtos importados que entram no Brasil. No caso das blusinhas e outros artigos de vestuário que chegam de fora, os consumidores podem esperar um aumento no preço dessas mercadorias, especialmente aquelas compradas por meio de e-commerces internacionais.
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Como o aumento do ICMS afeta o consumidor?
O aumento do ICMS pode ter um impacto imediato sobre os preços no mercado interno. Quando o imposto sobre produtos importados sobe, o custo de aquisição desses produtos também tende a aumentar. No caso das blusinhas e roupas vindas de outros países, o consumidor final poderá sentir o reflexo dessa elevação diretamente no valor pago ao fazer compras online. A medida visa desincentivar as compras internacionais e incentivar o consumo de produtos fabricados no Brasil, estimulando o mercado local e o setor produtivo nacional.
ICMS: O que é e como ele afeta o preço final das mercadorias?
O ICMS é um imposto estadual que incide sobre a circulação de mercadorias e serviços no Brasil. Ele é um dos principais impostos que impactam o comércio, tanto para produtos nacionais quanto importados. Quando a alíquota do ICMS é elevada, os comerciantes precisam repassar o aumento de custos ao consumidor final, resultando em preços mais altos.
Em relação às compras internacionais, o aumento do ICMS pode tornar mais caro o processo de importação, o que se reflete no preço dos produtos quando chegam ao mercado brasileiro. Com isso, as blusinhas e outros itens adquiridos em sites de comércio eletrônico podem sofrer um aumento significativo, tornando-os menos acessíveis para os consumidores.
A justificativa para o aumento do ICMS
De acordo com o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), o objetivo do aumento da alíquota é criar um ambiente mais equilibrado para a produção e o comércio local. A medida busca garantir isonomia competitiva entre os produtos nacionais e os importados, estimulando o consumo de bens produzidos no Brasil. A expectativa é que essa mudança favoreça o fortalecimento da indústria nacional e contribua para a geração de empregos no país.
Além disso, em um contexto de crescimento do comércio eletrônico transfronteiriço, onde os consumidores compram diretamente de sites internacionais, a medida também visa nivelar a competição entre os produtos estrangeiros e os produzidos internamente.
O impacto no setor de moda
A indústria da moda é uma das mais afetadas pelas compras internacionais. Blusinhas, vestidos, calças e outros itens de vestuário frequentemente chegam ao Brasil por meio de plataformas de comércio eletrônico e, com a elevação do ICMS, os preços desses produtos podem aumentar consideravelmente. As lojas de moda no Brasil, especialmente as que dependem de produtos importados, podem repassar esse aumento aos consumidores, fazendo com que a diferença de preço entre os itens nacionais e importados se estreite.
O que esperar do comércio eletrônico após o aumento do ICMS?
O comércio eletrônico transfronteiriço, onde os consumidores compram diretamente de lojas online internacionais, tem sido um dos setores mais beneficiados com a globalização. No entanto, com o aumento do ICMS, os consumidores podem ser mais inclinados a comprar produtos nacionais, que não estão sujeitos à mesma tributação, oferecendo uma opção mais competitiva em termos de preço.
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As empresas que atuam no comércio eletrônico podem precisar se adaptar a esse novo cenário, oferecendo promoções e produtos que atendam à demanda interna de maneira mais vantajosa. Isso pode levar a mudanças na forma como as lojas internacionais se posicionam no mercado brasileiro, com ajustes de preços e estratégias de marketing mais agressivas.
Como os estados brasileiros implementam o aumento do ICMS

O aumento da alíquota do ICMS para as compras internacionais não será automático em todos os estados. Cada unidade federativa tem sua própria legislação e, em alguns casos, será necessário que o aumento seja aprovado pelas Assembleias Legislativas estaduais. Os estados que já aplicam uma alíquota inferior a 20% precisarão de uma aprovação adicional para adotar a medida.
O objetivo é uniformizar a tributação entre os estados e criar um padrão para as compras internacionais, facilitando o controle e a fiscalização das importações. O Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda informou que o aumento do ICMS visa garantir uma maior competitividade para os produtos nacionais e evitar a evasão de impostos por meio de compras externas.
Considerações finais
O aumento do ICMS sobre compras internacionais, que passará a vigorar em abril de 2025, terá um impacto considerável no preço de diversos produtos importados, incluindo as blusinhas e outras peças de vestuário. A medida busca equilibrar a competição entre os produtos nacionais e os importados, estimulando a economia local e criando condições mais favoráveis para o mercado interno.
Porém, o consumidor precisa estar preparado para a alta nos preços, principalmente nas compras realizadas em plataformas internacionais. A adaptação a essa nova realidade será um desafio tanto para os consumidores quanto para as empresas do comércio eletrônico, que precisarão se ajustar ao novo cenário tributário.
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