De janeiro de 2017 a março de 2022, 325 mil venezuelanos chegaram ao Brasil em busca de novas oportunidades. Assim, segundo a Plataforma de Coordenação Interagencial para Refugiados e Migrantes da Venezuela (R4V), entre 2021 e 2022, o total de venezuelanos que recebem o Auxílio Brasil teve alta de 142%.
Auxílio Brasil: mais de 100 mil venezuelanos recebem o benefício
Entre 2021 e 2022, o total de venezuelanos que recebem o Auxílio Brasil teve alta de 142%, mas muitos ainda não têm o benefício. Confira!
Os dados mostram que, em novembro de 2021, 50 mil pessoas naturais do país vizinho eram contempladas com o benefício. Já em novembro de 2022, o número chegou a 131 mil cadastros, sendo que a maioria, 30 mil, está no estado de Roraima.
Informe sobre o Auxílio Brasil
Com o intuito de ajudar aqueles que têm direito ao benefício, mas não sabem como solicitá-lo, em 2022, foi lançado um informe com dados acerca do Auxílio Brasil.
A iniciativa foi uma parceria entre o extinto Ministério da Cidadania, a Agência da ONU para as Migrações (OIM), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a ONU Mulheres.
Dificuldades
Vale destacar que os venezuelanos não são imigrantes comuns, pois são refugiados. Isso significa que os cidadãos saem de seu país de origem por alguma das seguintes situações:
- Perseguições (políticas ou religiosas);
- Desastres naturais;
- Guerras;
- Violações de direitos humanos;
- Situação de extrema pobreza.
No entanto, por mais que o Brasil seja reconhecido como um dos países mais abertos para refugiados e tenha programas como o Auxílio Brasil, a recepção não tem sido tão calorosa. Ao chegar ao nosso país, eles têm enfrentado situações como:
- Desemprego;
- Insegurança alimentar;
- Dificuldade de acesso à saúde;
- Falta de acesso à educação.
Pedidos de refúgio
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Em síntese, a migração da Venezuela acontece devido a uma grande crise econômica que teve seu ápice entre 2013 e 2021, reduzindo o Produto Interno Bruto (PIB) em 75%. Isso fez com que 7 milhões de pessoas deixassem o país.
De acordo com o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), neste mês de fevereiro, 134 mil pessoas estão na fila para serem refugiadas no Brasil. A maioria são venezuelanos, porém há também haitianos e cidadãos de outras nacionalidades.
Além disso, a enorme fila, a maior desde a criação do órgão, se deve ao corte de 20% no efetivo que atua nas entrevistas, durante a gestão Bolsonaro.
Imagem: rafapress/shutterstock.com
Pode ser do seu interesse:
