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Sem Auxílio Emergencial, 3,4 milhões de pessoas irão para a extrema pobreza

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Com o fim do Auxílio Emergencial em 2020, se nenhum programa social for colocado no lugar para amparar pessoas mais vulneráveis, até 3,4 milhões de brasileiros podem cair na extrema pobreza em 2021. Isso significa sobreviver com menos de US$ 1,90 por dia (algo em torno de R$ 10), conforme linha de corte definida pelo Banco Mundial. Os dados foram obtidos em uma pesquisa realizada pelo especialista em política social Vinícius Botelho, e publicada pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas.

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Dessa forma, após o fim do Auxílio Emergencial, o país deve ver sua pobreza extrema ainda maior do que antes da pandemia. Com isso, o número de pessoas que se encontram na extrema pobreza chegaria a 17,3 milhões em 2021. Além disso, esse aumento levaria o país ao seu pior patamar desde 2012.

Sem Auxílio Emergencial, 3,4 milhões de pessoas irão para a extrema pobreza

Em entrevista ao Estadão, o autor da pesquisa, Botelho, ex-secretário dos ministérios da Cidadania e do Desenvolvimento Social, afirmou que, durante a pandemia, as pessoas perderam a renda do trabalho. Ou seja, com o auxílio, essa queda foi compensada, mas, como não há alternativa para 2021, é possível voltar a uma situação ainda pior do que antes: “É como se o Brasil tivesse feito um ‘voo de galinha’ na redução da pobreza”, explica.

Além disso, de 2012 a 2019, a variação da taxa de pobreza também se deu à dinâmica econômica. Já no ano passado, o Auxílio Emergencial foi o que serviu para que a potência da política social aumentasse muito.

O País já tinha muita gente na extrema pobreza, mas 2020 no s fez lembrar que esse problema precisava ser equacionado urgentemente. Só que o mesmo Brasil que fez um auxílio emergencial gigantesco virou o ano sem garantir o reajuste do Bolsa Família. Na verdade, pouca gente acreditava na criação de um programa novo”

Vinícius Botelho, especialista em política social.

Desigualdade também deve aumentar

Por fim, outro levantamento feito pelo pesquisador Daniel Duque, do Ibre/FGV, aponta que a desigualdade deve aumentar quase 10%, tudo devido ao fim do Auxílio Emergencial. Além disso, o pesquisador diz que 2020 deve ser um ano perdido na redução das diferenças sociais. Isso porque o Índice de Gini (medidor da desigualdade, em que quanto mais próximo de 1, pior é a distribuição de renda) estava em 0,494 em novembro passado. Assim, sem o auxílio, o indicador iria a 0,542 nas mesmas condições daquele mês.

Enfim, com o fim do Auxílio Emergencial, o governo começa a discutir outras medidas, como a ampliação do Bolsa Família. Mas, de acordo com os economistas, a avaliação é de que algo já deveria ter sido proposto. Pressionado para retomar o pagamento do auxílio, o presidente Jair Bolsonaro chegou a ironizar a possibilidade de estender o benefício. “Se pagar R$ 5 mil por mês, ninguém trabalha mais”, disse o presidente.

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Imagem: panitanphoto / Shutterstock.com

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