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Auxílio Emergencial perde 80% do poder de compra da cesta básica

Inflação e redução no valor do benefício reduziram o seu poder de compra.

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Os cortes no valor e a inflação fizeram com que o auxílio emergencial perdesse até 78,7% do poder de compra da cesta básica na região de São Paulo desde que o programa foi criado, em abril de 2020. Nessa época, os beneficiários recebiam R$ 600 ou R$ 1.200, dependendo do caso. Com o valor mínimo (de R$ 600), era possível comprar uma cesta completa de itens essenciais para a alimentação alimentar (R$ 556,25). No entanto, agora o auxílio perdeu quase 80% do valor de compra. Confira a seguir.

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Auxílio Emergencial perde quase 80% do poder de compra da cesta básica

Neste ano, o auxílio emergencial sofreu cortes importantes e, atualmente, o governo paga R$ 150, R$ 250 ou R$ 375. Além disso, a cesta básica subiu 16,9%. Sendo assim, com o valor mínimo de R$ 150, dá para comprar apenas 23% de uma cesta básica (R$ 650,50).

O valor de R$ 1.200 era pago em 2020 para as mulheres que sustentam o lar sozinhas. Em suma, era possível bancar duas cestas básicas, e ainda restavam R$ 87,50. Agora, as mulheres recebem R$ 375, o que compra só 58% de uma cesta básica.

Para manter o poder de compra, o auxílio deveria ser de R$ 701,66

Além dos cortes do valor do auxílio emergencial, pesou na perda de poder de compra a alta da inflação, a qual deixou os alimentos e demais produtos mais caros. Entre abril de 2020 e agosto de 2021, a inflação ficou em 11,1%.

Para compensar o aumento da cesta básica em São Paulo, o auxílio deveria ter sido de R$ 701,66 (contra os R$ 600 anteriormente). Ou ainda, para as mulheres que sustentam a casa sozinhas, R$ 1.403,33 (contra os R$ 1.200 anteriormente).

Além de cortar o valor do auxílio, o governo restringiu o acesso ao benefício. De acordo com os dados do Ministério da Cidadania, o auxílio foi pago, em julho, para 39,4 milhões de pessoas. Dessas, 18,4 milhões ganharam R$ 150, 12,4 milhões receberam R$ 250, e 8,6 milhões ganharam R$ 375. Por outro lado, em 2020, o número de beneficiários chegou a 68,2 milhões.

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Imagem: Miguel Lagoa / shutterstock.com

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