Nesta segunda-feira, 13 de março de 2023, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), informou que o Banco Central (BC) deve reagir à falência do Silicon Valley Bank (SVB), nos Estados Unidos. Haddad informou que o Banco Central deve tomar “alguma providência” sobre o assunto.
Banco Central deve reagir à falência do Silicon Valley Bank, diz Haddad
Fernando Haddad anunciou que o Banco Central deve tomar uma atitude sobre a falência do Silicon Valley Bank, nos Estados Unidos. Saiba mais.
O Silicon Valley Bank era o principal banco do mundo para investimentos em startups. Contudo, na última segunda-feira (6), a empresa faliu. Dessa forma, impactou diretamente em todo o setor financeiro americano, além de mercados internacionais, como o Brasil.
Ademais, Haddad também informou que o Governo Federal está em contato com os bancos brasileiros e com o Banco Central para tratar sobre o assunto. Dessa forma, eles buscam saber quais são os riscos da quebra do SVB para a economia brasileira.
Banco Central deve reagir à quebra do SVB
Segundo o ministro, a falência do SVB “é grave”. Além disso, Haddad ainda falou sobre a intervenção do governo americano neste caso:
“O Fed [Banco Central dos Estados Unidos] agiu no fim de semana e a autoridade monetária do Brasil vai ter que tomar alguma providência em virtude dos efeitos sobre as economias periféricas”.
Ademais, Haddad também falou que as ações do Banco Central sobre o caso ainda não estão definidas. Isso porque, ao longo do dia, ele deve acompanhar as informações junto ao Banco Central e demais bancos brasileiros para entender o que deve ser feito.
Entenda o caso do Silicon Valley Bank
Em suma, no dia 8 de março de 2023, o SVB informou ao mercado que liquidou cerca de US$ 21 bilhões em títulos. Além disso, teve prejuízo de US$ 1,8 bilhão no 1º trimestre de 2023. Dessa forma, os correntistas do banco correram para sacar o dinheiro que tinham em suas contas.
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No entanto, o Silicon Valley Bank não tinha dinheiro suficiente para os saques dos correntistas. Assim, o governo americano teve que intervir no caso para evitar uma crise como a de 2008.
Por fim, os efeitos no mercado interno e externo ainda não foram totalmente estimados, como é o caso do Banco Central do Brasil.
Imagem: Jo Galvao/ shutterstock.com
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