O Banco Central do Brasil e o Comitê de Política Monetária (Copom) já ligaram o sinal de alerta devido ao conflito entre o grupo palestino Hamas e Israel. A principal preocupação é que essa situação acabe prejudicando a economia mundial e brasileira.
Banco Central do Brasil pode se complicar com guerras entre Israel e Hamas; entenda
Banco Central acompanha de perto os combates no Oriente Médio. Saiba o que pode acontecer com a economia brasileira se a guerra continuar.
Num primeiro momento, a principal questão envolve o aumento do preço dos combustíveis, principalmente da gasolina e do diesel. Na manhã desta terça-feira (10), o preço do barril de petróleo estava em US$ 87,75 depois de bater a casa dos R$ US$ 88 na segunda.
A preocupação do Banco Central é que, caso esse aumento continue, haverá um reajuste no preço dos combustíveis no mercado interno, o que levaria a um crescimento da inflação. De acordo com economistas, cada 1% de aumento dos combustíveis leva a um aumento de 0,05% da inflação.
Banco Central não teria como controlar a inflação
A valorização do barril de petróleo poderá levar a um aumento dos insumos industriais que utilizam os seus derivados, como fertilizantes, componentes químicos e materiais plásticos. Dessa forma, o valor dos produtos industrializados sofrerá um aumento.

Com os produtos mais caros, a inflação cresce. Só que, nesse caso, o Banco Central não possui grandes ferramentas de controle. Isso porque o aumento da taxa de juros funciona para controlar a inflação, deixando o crédito mais caro e diminuindo o consumo.
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Ou seja, esse mecanismo não surtiria efeito para controlar a oferta dos produtos. Assim, o Banco Central avalia, caso o conflito permaneça, se será possível manter a política de redução da Selic que começou este ano.
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El Ninõ
Outra preocupação do Banco Central é o efeito do El Ninõ na safra brasileira do ano que vem. Isso porque a redução da produção impacta diretamente nas exportações brasileiras, na balança comercial e no preço dos produtos no mercado interno.
Portanto, a soma de todos esses fatores pode causar um novo processo inflacionário que comprometerá a política monetária atual e que obrigará o Banco Central a tomar decisões mais duras para controlar a economia.
Imagem: Jo Galvao / Shutterstock.com
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