Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Banco Central vai excluir 31 empresas do PIX por operar sem autorização

O Banco Central vai excluir 31 empresas do PIX por atuarem sem autorização. Saiba quem será afetado, os prazos e as novas regras.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
banco central do brasil 006

O Banco Central anunciou uma medida que impactará diretamente 31 empresas participantes indiretas do PIX. A decisão tem como objetivo reforçar a segurança do sistema e prevenir fraudes, garantindo que apenas instituições devidamente autorizadas possam operar no programa de pagamentos instantâneos.

Mudanças nas regras do PIX

Leia mais: Banco Central envia recado firme a Lula e Haddad sobre as contas públicas

As novas diretrizes do BC exigem que todas as empresas participantes indiretas possuam vínculo com uma instituição financeira filiada ao Sistema Pix que esteja em conformidade com as normas de segurança. Empresas cujas filiadas não atenderem às exigências não poderão manter contratos de atuação indireta.

Quem são os participantes indiretos

Participantes indiretos do PIX são empresas que não têm autorização direta para operar o sistema, mas realizam transações por meio de instituições financeiras filiadas. Com a atualização das regras, esses participantes precisarão garantir que suas filiadas estejam em total conformidade com as novas normas, caso contrário, serão excluídos.

Formulário de avaliação de risco

A resolução publicada pelo Banco Central estabelece que apenas instituições que entregarem o formulário completo de avaliação de risco poderão ser responsáveis por terceiros no PIX. Além disso, cooperativas de crédito perderam o direito de tutelar outras empresas, uma medida que amplia o controle sobre a segurança das operações.

Prazos para adequação

Os participantes indiretos afetados têm até 4 de março de 2026 para encontrarem novas parceiras financeiras que estejam adequadas às normas. Caso não consigam, as 31 empresas serão formalmente excluídas do sistema.

Consequências da exclusão

A exclusão do PIX impede que essas empresas realizem transações financeiras instantâneas, podendo impactar diretamente seus negócios e a confiança de seus clientes. A medida é vista como necessária pelo Banco Central para proteger o sistema contra fraudes.

Motivo da mudança

As alterações nas regras de atuação indireta do PIX ocorreram após uma série de ataques hackers registrados entre junho e setembro do ano passado. Nesses casos, contas mantidas por participantes indiretos foram utilizadas para repassar recursos obtidos em fraudes e desvios, comprometendo a segurança do sistema.

Impacto das fraudes

Os ataques mostraram vulnerabilidades significativas na atuação indireta das empresas, reforçando a necessidade de normas mais rigorosas. O BC enfatiza que o objetivo não é punir empresas, mas assegurar que apenas instituições com mecanismos adequados de prevenção a fraudes possam operar no PIX.

Como as empresas podem se adequar

Para continuar operando, as empresas participantes indiretas precisam:

  • Identificar novas instituições filiadas ao Sistema PIX que estejam em conformidade com as regras de segurança;
  • Garantir o preenchimento completo do formulário de avaliação de risco;
  • Estabelecer contratos formais com as novas filiadas;
  • Atualizar seus processos internos para atender aos critérios de segurança impostos pelo BC.

Cooperativas de crédito

As cooperativas de crédito, que anteriormente podiam tutelar outras empresas, agora terão suas responsabilidades restritas, sendo obrigadas a operar apenas dentro dos limites legais estabelecidos pelo Banco Central. Essa mudança visa reduzir pontos de vulnerabilidade no sistema.

Expectativa para o mercado

Especialistas em tecnologia financeira avaliam que a medida tende a aumentar a confiabilidade do PIX, mesmo que gere transtornos temporários para as empresas excluídas. Segundo analistas, a exigência de maior rigor na segurança beneficia todo o ecossistema financeiro.

Reações das empresas

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Empresas afetadas devem acelerar o processo de adequação ou buscar alternativas financeiras para continuar operando no PIX. Aquelas que não conseguirem se ajustar dentro do prazo poderão enfrentar dificuldades em manter clientes e parceiros comerciais.

Futuro do PIX

O Banco Central reforça que medidas como essas fazem parte de um esforço contínuo para fortalecer o sistema de pagamentos instantâneos no Brasil. A expectativa é que, com maior fiscalização e critérios mais rígidos, o PIX se torne ainda mais seguro e confiável para consumidores e empresas.

Segurança digital

O reforço das regras de segurança inclui o monitoramento constante das operações, aplicação de controles de prevenção a fraudes e responsabilização das instituições que falharem em garantir a integridade do sistema.

Perguntas frequentes

Por que o Banco Central vai excluir 31 empresas do PIX?
A exclusão ocorre porque essas empresas atuam como participantes indiretos do PIX sem que suas filiadas estejam em conformidade com as novas normas de segurança..

Por que o Banco Central reforçou as regras de segurança?
A medida visa prevenir fraudes e desvios ocorridos entre junho e setembro do ano anterior, garantindo maior segurança para todos os usuários do PIX.

Considerações finais

A decisão do Banco Central de excluir 31 empresas do PIX evidencia o compromisso da autoridade monetária com a segurança digital e a confiabilidade do sistema de pagamentos instantâneos. Empresas participantes indiretas devem agir rapidamente para se adequar às novas normas ou enfrentar a exclusão do programa.

Não perca nenhuma oportunidade de crédito e pagamento: acesse agora nossas últimas notícias no Seu Crédito Digital.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

Topicos relacionados