Nesta quinta-feira, 30 de março de 2023, o presidente do Banco Central afirmou que ainda precisa avaliar qual o impacto do arcabouço fiscal. Isso porque Roberto Campos Neto disse que não tem acesso ao texto do novo teto de gastos há algum tempo.
Banco Central informa que precisa analisar o impacto do novo arcabouço fiscal
O Banco Central informou que o novo arcabouço fiscal ainda precisa ser avaliado, principalmente em relação à inflação e juros. Entenda.
A declaração aconteceu na apresentação do ‘Relatório Trimestral da Inflação’, em conjunto com o diretor de política econômica da autoridade monetária, Diogo Abry Guillen.
Na ocasião, o BC anunciou que a projeção do Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) deve ser de 1,2%, ao invés do original 1% para 2023.
Sobre o novo teto de gastos, o presidente do Banco Central afirmou que da última vez que teve acesso ao projeto faltava que o Ministério da Fazenda calibrasse alguns parâmetros.
Banco Central ainda vai avaliar o impacto do novo teto de gastos
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou a relação da autoridade monetária com o novo teto de gastos.
“O importante para a gente é como a gente incorpora isso [novo teto] nas nossas projeções. Nós não fazemos [política] fiscal, mas nós incorporamos o fiscal nas nossas expectativas, na função-reação que o Banco Central tem”, afirmou o presidente.
Além disso, Campos Neto elogiou o trabalho do Ministério da Fazenda, liderado por Haddad, e ainda falou sobre o texto do projeto que teve acesso — que não era ainda o projeto finalizado.
Contudo, afirmou que o texto era “bastante razoável” e que denotava claramente “uma preocupação com a trajetória da dívida [da União]”.
Novo arcabouço fiscal
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Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, detalhou publicamente o novo teto de gastos nesta quinta-feira (30). Dessa forma, o novo arcabouço fiscal apresentará um limite para o crescimento dos gastos da União com uma meta de superávit primário.
Por fim, na ocasião, Haddad também afirmou que:
“se o governo cumprir essa trajetória, com esses mecanismos de controle, vamos chegar em 2026 em uma situação de bastante estabilidade […] As trajetórias de inflação, juro real, dívida pública vão se acomodar em uma situação muito mais favorável do que a que encaramos hoje”.
Imagem: rafastockbr / Shutterstock
