O Banco Central do Brasil (BC) anunciou uma importante atualização em relação ao acesso aos sistemas financeiros de consulta de valores a receber, como o Sistema de Valores a Receber (SVR) e o Registrato.
Banco Central vai deixar acesso ao Sistema de Valores a Receber e Registrato mais seguro
O Banco Central do Brasil anuncia a implementação de verificação em duas etapas para acessar o Sistema de Valores a Receber e Registrato.
A partir do dia 13 de fevereiro, os usuários dessas plataformas terão que passar por uma verificação em duas etapas para garantir maior segurança no processo de login. A medida visa proteger os cidadãos contra possíveis invasões e vazamentos de dados pessoais sensíveis.
O que muda no acesso ao SVR e ao Registrato?

Até o momento, o processo de acesso ao Sistema de Valores a Receber e ao Registrato era feito utilizando apenas o CPF e a senha associada à conta Gov.br. No entanto, com a nova política de segurança, será necessário um segundo fator de verificação. Ou seja, além de inserir o CPF e a senha, o usuário precisará fornecer um código gerado aleatoriamente pelo aplicativo Gov.br.
Leia mais: Pix pode abrir portas para pagamentos internacionais, afirma Banco Central
Este código de seis dígitos será enviado para o aparelho vinculado à conta Gov.br, geralmente o celular pessoal do usuário. Isso cria uma camada adicional de proteção contra acessos não autorizados, já que o invasor precisaria, além das credenciais, também do aparelho da pessoa para conseguir realizar o login.
Como funciona a verificação em duas etapas?
A verificação em duas etapas, conhecida como 2FA (Two-Factor Authentication), exige que o usuário forneça duas formas de identidade: algo que ele sabe (a senha) e algo que ele tem (o código gerado no celular). Esse processo reforça a segurança, dificultando a ação de hackers ou de indivíduos mal-intencionados que possam ter obtido a senha do usuário.
Com a implementação dessa tecnologia, a verificação em duas etapas será obrigatória para acessar serviços como o SVR e o Registrato. O código gerado pelo app Gov.br expira após um curto período, o que torna ainda mais difícil a ação de qualquer pessoa que tenha tentado acessar a conta sem autorização. Dessa forma, o processo de login precisa ser realizado rapidamente, minimizando as chances de invasão.
Aumento da segurança
O principal benefício da verificação em duas etapas é a proteção contra o acesso indevido. Com a tecnologia atual, qualquer pessoa que tenha acesso ao CPF e à senha do usuário poderia facilmente consultar os valores a receber no Sistema de Valores a Receber ou acessar informações financeiras sensíveis no Registrato. Isso deixa os dados expostos a golpes e fraudes.
Agora, com a exigência do código gerado pelo aplicativo Gov.br, até mesmo quem obtiver as credenciais de login precisará do celular do usuário para conseguir realizar o acesso. O código gerado é temporário e único, o que significa que ele não pode ser reutilizado para acessar a conta em outra ocasião, tornando o processo ainda mais seguro.
Além disso, a camada extra de segurança dificulta as ações de phishing, já que o invasor precisaria não apenas capturar os dados pessoais do usuário, mas também ter acesso ao seu aparelho para conseguir completar o processo de login.
Quais serviços exigem verificação em duas etapas?
Atualmente, a verificação em duas etapas já é adotada por outros serviços públicos que utilizam a conta Gov.br. Exemplos incluem a Carteira de Trabalho Digital e a Carteira Digital de Trânsito, ambos com acesso restrito por meio da verificação de dois fatores. Essa medida já demonstrou ser eficaz na proteção de dados sensíveis e na redução de fraudes e invasões.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Além disso, o Banco Central se junta a outros órgãos públicos e privados que implementaram sistemas de segurança semelhantes, como bancos e plataformas de pagamento, que exigem o uso de verificação em duas etapas para a realização de transações financeiras. Com a implementação no SVR e no Registrato, espera-se que mais serviços sigam a mesma tendência de fortalecer as camadas de segurança.
Vantagens da verificação em duas etapas

A implementação da verificação em duas etapas traz diversas vantagens, especialmente no que se refere à segurança dos dados dos cidadãos. Além de proteger as informações financeiras, como os valores a receber, a verificação em duas etapas pode ser aplicada a outros serviços que exigem login, tornando a navegação digital mais segura em diversos contextos.
- Aumento da proteção contra fraudes: Com a exigência de um segundo fator de verificação, a probabilidade de fraudes e invasões diminui consideravelmente.
- Redução de riscos de roubo de dados: Mesmo que alguém consiga obter a senha do usuário, o acesso só será possível se também tiver o aparelho do titular da conta.
- Maior confiabilidade nas plataformas: A verificação em duas etapas contribui para a credibilidade dos serviços digitais do governo, gerando mais confiança nos cidadãos.
Considerações finais
A medida adotada pelo Banco Central do Brasil de implementar a verificação em duas etapas para acessar o Sistema de Valores a Receber e o Registrato é um avanço significativo para a segurança dos dados dos cidadãos. Com essa mudança, o BC está se alinhando a uma tendência global de adotar sistemas mais robustos para evitar fraudes e garantir a proteção das informações pessoais.
Portanto, é essencial que todos os usuários desses sistemas estejam atentos à atualização e ativem a verificação em duas etapas, garantindo maior proteção e contribuindo para um ambiente digital mais seguro.
