Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Banco Central vai testar Drex com transações de créditos e de automóveis

O Banco Central divulga detalhes da 2ª fase de testes do Drex, real digital. Novas categorias de transações financeiras serão testadas

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins5 min de leitura
Drex Banco do Brasil

O Banco Central do Brasil está avançando na implementação do Drex, a versão digital do real, com o início da 2ª fase de testes. Anunciado oficialmente na quarta-feira, 4 de agosto de 2024, esta fase crucial visa avaliar a aplicação da moeda digital em diversas transações financeiras. 

O foco está em otimizar o uso do Drex em transações que vão desde créditos e financiamentos até a compra e venda de automóveis. Com 13 categorias específicas sendo testadas, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esperam obter insights valiosos para o lançamento definitivo da moeda.

Leia mais: Drex: Mais de 30% das empresas já se preparam para o real digital

O Que é o Drex?

O Drex é a versão digital do real, desenvolvida para modernizar e agilizar as transações financeiras no Brasil. Diferente do Pix e da moeda física, o Drex não substitui esses métodos, mas se propõe a facilitar operações financeiras complexas e interações entre instituições e clientes através de contratos inteligentes e outras inovações tecnológicas.

pessoa usando celular com Drex
Imagem: rafapress/ Shutterstock.com

Estrutura da 2ª Fase de Testes

Categorias Selecionadas para Testes

A 2ª fase de testes do Drex envolverá 13 categorias distintas, agrupadas em duas principais áreas de foco: créditos e automóveis, e outras transações financeiras. As atividades a serem avaliadas incluem:

  • Cessão de Recebíveis: Testado pelos bancos ABC e Inter;
  • Crédito Colateralizado em CDB: Com participação do Banco do Brasil, Bradesco e Itaú;
  • Crédito Colateralizado em Títulos Públicos: Acompanhado pela Associação Brasileira de Bancos, ABC e Mercado Bitcoin;
  • Financiamento de Operações de Comércio Internacional: Coordenado pelo Banco Inter.
  • Otimização do Mercado de Câmbio: Envolvendo XP-Visa e Nubank;
  • Piscina de Liquidez para Negociação de Títulos Públicos: Implementado pelos bancos ABC, Inter e MB;
  • Transações com Cédulas de Crédito Bancário: Monitorado pela Associação Brasileira de Bancos;
  • Transações com Ativos do Agronegócio (sob a tutela da CVM): Com participação de TecBan, MB e XP-Visa;
  • Transações com Ativos em Redes Públicas: Testado pelo Mercado Bitcoin;
  • Transações com Automóveis: Realizado pela B3, BV e Santander;
  • Transações com Créditos e Descarbonização: Envolvendo Cbio e Santander;
  • Transações com Debêntures (sob a CVM): Com B3, BTG e Santander;
  • Transações com Imóveis: Coordenado pelo Banco do Brasil, Caixa e SFCoop.

Empresas e Parcerias

As empresas selecionadas para participar da 2ª fase foram escolhidas após a análise de 42 propostas apresentadas. A diversidade de participantes reflete o objetivo do Banco Central de testar o Drex em uma ampla gama de operações e setores. As novas chamadas para candidaturas de entidades ocorrerão ao longo do 3º trimestre de 2024.

Objetivos e Benefícios do Drex

Facilitação das Transações

O principal objetivo do Drex é simplificar e acelerar as transações financeiras. Ao incorporar contratos inteligentes, o Drex permitirá a automação de processos, como a compra e venda de ativos, redução de intermediários e aumento da transparência.

Impacto no Mercado de Automóveis

Uma das áreas de teste do Drex é a transação de automóveis. Este segmento visa demonstrar como o Drex pode facilitar operações entre diferentes instituições financeiras, otimizando o processo de compra e venda de veículos. O fluxo típico de uma transação será o seguinte:

  • Emissão de Contrato de DVP: O banco do vendedor cria um contrato de Delivery Versus Payment (DVP), garantindo que o veículo seja entregue apenas após o pagamento ser confirmado;
  • Tokenização do Automóvel: O banco do vendedor tokeniza o veículo e emite um contrato inteligente;
  • Negociação e Confirmação de Pagamento: O banco parceiro do comprador negocia o valor e emite um contrato inteligente adicional;
  • Troca e Finalização: O valor é trocado por Drex no Banco Central e é transferido para a carteira digital do vendedor.

Cronograma e Próximos Passos

Início das Operações

O desenvolvimento das atividades para a 2ª fase de testes começará nas próximas semanas. O Banco Central estabeleceu que os testes devem ser concluídos até o final do primeiro semestre de 2025. Esta fase é crucial para identificar possíveis desafios e refinar a implementação da moeda digital.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Encerramento da Fase de Testes

A fase atual de testes concluirá no início de 2025. Após essa etapa, o Banco Central planeja abrir uma nova chamada para que outros bancos possam iniciar os testes, visando preparar o mercado para a adoção oficial do Drex.

Breve Histórico do Drex

O Drex é a versão digital do real, criada pelo Banco Central do Brasil. Anunciado em 2023, o Drex visa modernizar e agilizar o sistema financeiro do país, facilitando transações por meio de contratos inteligentes e aumentando a eficiência na movimentação de ativos financeiros. 

A primeira fase de testes começou em 2024, com foco na integração da moeda digital em diversas transações, como créditos e operações de comércio internacional. A implementação total está prevista para meados de 2025.

notas de plástico, banco central
Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Considerações Finais

A introdução do Drex marca um avanço significativo na modernização das finanças no Brasil. Ao testar a moeda digital em uma variedade de transações e setores, o Banco Central busca garantir que o Drex ofereça benefícios reais e eficazes para o sistema financeiro e para a população em geral. 

A 2ª fase de testes será uma oportunidade crucial para avaliar a funcionalidade e a eficiência do Drex, e seu sucesso poderá definir a forma como o mercado financeiro brasileiro opera no futuro.

Imagem: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

Topicos relacionados