O Banco Central do Brasil está avançando na implementação do Drex, a versão digital do real, com o início da 2ª fase de testes. Anunciado oficialmente na quarta-feira, 4 de agosto de 2024, esta fase crucial visa avaliar a aplicação da moeda digital em diversas transações financeiras.
Banco Central vai testar Drex com transações de créditos e de automóveis
O Banco Central divulga detalhes da 2ª fase de testes do Drex, real digital. Novas categorias de transações financeiras serão testadas
O foco está em otimizar o uso do Drex em transações que vão desde créditos e financiamentos até a compra e venda de automóveis. Com 13 categorias específicas sendo testadas, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esperam obter insights valiosos para o lançamento definitivo da moeda.
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O Que é o Drex?
O Drex é a versão digital do real, desenvolvida para modernizar e agilizar as transações financeiras no Brasil. Diferente do Pix e da moeda física, o Drex não substitui esses métodos, mas se propõe a facilitar operações financeiras complexas e interações entre instituições e clientes através de contratos inteligentes e outras inovações tecnológicas.

Estrutura da 2ª Fase de Testes
Categorias Selecionadas para Testes
A 2ª fase de testes do Drex envolverá 13 categorias distintas, agrupadas em duas principais áreas de foco: créditos e automóveis, e outras transações financeiras. As atividades a serem avaliadas incluem:
- Cessão de Recebíveis: Testado pelos bancos ABC e Inter;
- Crédito Colateralizado em CDB: Com participação do Banco do Brasil, Bradesco e Itaú;
- Crédito Colateralizado em Títulos Públicos: Acompanhado pela Associação Brasileira de Bancos, ABC e Mercado Bitcoin;
- Financiamento de Operações de Comércio Internacional: Coordenado pelo Banco Inter.
- Otimização do Mercado de Câmbio: Envolvendo XP-Visa e Nubank;
- Piscina de Liquidez para Negociação de Títulos Públicos: Implementado pelos bancos ABC, Inter e MB;
- Transações com Cédulas de Crédito Bancário: Monitorado pela Associação Brasileira de Bancos;
- Transações com Ativos do Agronegócio (sob a tutela da CVM): Com participação de TecBan, MB e XP-Visa;
- Transações com Ativos em Redes Públicas: Testado pelo Mercado Bitcoin;
- Transações com Automóveis: Realizado pela B3, BV e Santander;
- Transações com Créditos e Descarbonização: Envolvendo Cbio e Santander;
- Transações com Debêntures (sob a CVM): Com B3, BTG e Santander;
- Transações com Imóveis: Coordenado pelo Banco do Brasil, Caixa e SFCoop.
Empresas e Parcerias
As empresas selecionadas para participar da 2ª fase foram escolhidas após a análise de 42 propostas apresentadas. A diversidade de participantes reflete o objetivo do Banco Central de testar o Drex em uma ampla gama de operações e setores. As novas chamadas para candidaturas de entidades ocorrerão ao longo do 3º trimestre de 2024.
Objetivos e Benefícios do Drex
Facilitação das Transações
O principal objetivo do Drex é simplificar e acelerar as transações financeiras. Ao incorporar contratos inteligentes, o Drex permitirá a automação de processos, como a compra e venda de ativos, redução de intermediários e aumento da transparência.
Impacto no Mercado de Automóveis
Uma das áreas de teste do Drex é a transação de automóveis. Este segmento visa demonstrar como o Drex pode facilitar operações entre diferentes instituições financeiras, otimizando o processo de compra e venda de veículos. O fluxo típico de uma transação será o seguinte:
- Emissão de Contrato de DVP: O banco do vendedor cria um contrato de Delivery Versus Payment (DVP), garantindo que o veículo seja entregue apenas após o pagamento ser confirmado;
- Tokenização do Automóvel: O banco do vendedor tokeniza o veículo e emite um contrato inteligente;
- Negociação e Confirmação de Pagamento: O banco parceiro do comprador negocia o valor e emite um contrato inteligente adicional;
- Troca e Finalização: O valor é trocado por Drex no Banco Central e é transferido para a carteira digital do vendedor.
Cronograma e Próximos Passos
Início das Operações
O desenvolvimento das atividades para a 2ª fase de testes começará nas próximas semanas. O Banco Central estabeleceu que os testes devem ser concluídos até o final do primeiro semestre de 2025. Esta fase é crucial para identificar possíveis desafios e refinar a implementação da moeda digital.
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Encerramento da Fase de Testes
A fase atual de testes concluirá no início de 2025. Após essa etapa, o Banco Central planeja abrir uma nova chamada para que outros bancos possam iniciar os testes, visando preparar o mercado para a adoção oficial do Drex.
Breve Histórico do Drex
O Drex é a versão digital do real, criada pelo Banco Central do Brasil. Anunciado em 2023, o Drex visa modernizar e agilizar o sistema financeiro do país, facilitando transações por meio de contratos inteligentes e aumentando a eficiência na movimentação de ativos financeiros.
A primeira fase de testes começou em 2024, com foco na integração da moeda digital em diversas transações, como créditos e operações de comércio internacional. A implementação total está prevista para meados de 2025.

Considerações Finais
A introdução do Drex marca um avanço significativo na modernização das finanças no Brasil. Ao testar a moeda digital em uma variedade de transações e setores, o Banco Central busca garantir que o Drex ofereça benefícios reais e eficazes para o sistema financeiro e para a população em geral.
A 2ª fase de testes será uma oportunidade crucial para avaliar a funcionalidade e a eficiência do Drex, e seu sucesso poderá definir a forma como o mercado financeiro brasileiro opera no futuro.
Imagem: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
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