Na última semana, dois temas dominaram a atenção do mercado financeiro e dos investidores brasileiros: a recuperação das ações do Banco do Brasil (BBAS3) e as apostas da Bradesco Asset para o segundo semestre de 2025.
Banco do Brasil (BBAS3) e 5 ações para o segundo semestre são os temas mais lidos da semana
Entre a recuperação do Banco do Brasil (BBAS3) e 5 ações para o 2º semestre, veja o que movimentou os investidores na semana.
Ambos os assuntos revelam não apenas o humor atual do investidor, mas também sinalizam para onde caminha o mercado de capitais neste momento de incerteza e reavaliações econômicas.
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O retorno do Banco do Brasil: queda exagerada ou oportunidade?

O Banco do Brasil protagonizou uma queda relevante no primeiro trimestre do ano, com seus papéis sofrendo forte desvalorização após a divulgação de um balanço financeiro aquém do esperado. No entanto, analistas começaram a identificar um possível exagero na reação do mercado.
BBAS3: Um gigante adormecido?
As ações do Banco do Brasil figuraram entre as mais recomendadas por casas de análise e corretoras para o mês de junho.
A justificativa é técnica e estratégica: o banco possui fundamentos sólidos, boa gestão de risco e, apesar da interferência política ocasional, segue entregando resultados consistentes ao longo dos anos.
Além disso, com o recente arrefecimento do IPCA e a expectativa de um ciclo de queda na taxa Selic, o setor bancário, especialmente os grandes bancos, tende a se beneficiar com uma recuperação gradual da economia. Nesse cenário, a retomada das ações do BBAS3 pode ser questão de tempo.
Valuation atrativo em meio ao pessimismo
Analistas apontam que o atual preço de mercado das ações do Banco do Brasil já embute boa parte dos riscos. O múltiplo Preço/Lucro (P/L) da ação está abaixo da média histórica do setor, tornando o papel uma opção atrativa para investidores de longo prazo.
As 5 ações favoritas da Bradesco Asset para o segundo semestre
O head de equities do Bradesco BBI, Rodrigo Santoro Geraldes, trouxe uma análise abrangente para o que pode funcionar melhor na bolsa brasileira até o fim de 2025. A gestora destacou cinco ações com potencial de valorização, baseadas em fundamentos, cenário macroeconômico e movimentos setoriais.
1. Petrobras (PETR4)
Apesar das incertezas políticas, a petroleira continua sendo uma das principais fontes de geração de caixa da economia brasileira. Com dividendos robustos e cotação ainda atrativa, a empresa permanece entre as queridinhas dos grandes investidores.
2. Weg (WEGE3)
A multinacional brasileira de equipamentos elétricos segue sua trajetória de crescimento constante. A empresa tem investido fortemente em inovação e expansão global, o que garante espaço para valorização de suas ações, mesmo em períodos de incerteza econômica.
3. Suzano (SUZB3)
Em meio a uma possível retomada da demanda por celulose e com a valorização do dólar frente ao real, a Suzano se destaca como uma aposta defensiva e com potencial de crescimento.
4. Itaú Unibanco (ITUB4)
Outro nome forte no setor bancário, o Itaú apresenta uma gestão eficiente, diversificação de receitas e uma sólida base de clientes. Sua posição é reforçada com a expectativa de redução da Selic, que pode impulsionar o crédito e a rentabilidade do banco.
5. Arezzo (ARZZ3)
No varejo, a Arezzo aparece como a principal aposta. A empresa tem mostrado resiliência mesmo diante do consumo retraído. Sua estratégia de multimarcas e o crescimento do e-commerce sustentam a confiança dos gestores na performance da ação.
A força dos fundos imobiliários: destaque para FIIs de galpões
Outro destaque entre os conteúdos mais lidos da semana é a seleção mensal de fundos imobiliários elaborada pelo portal Seu Dinheiro. Em junho, os analistas destacaram os FIIs de galpões como os mais promissores, colocando um deles no topo da lista.
Galpões logísticos ganham protagonismo
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Com o avanço do comércio eletrônico e a profissionalização da logística no Brasil, os fundos que investem em centros de distribuição e galpões industriais têm atraído cada vez mais atenção dos investidores.
Além disso, os contratos atípicos e de longo prazo presentes nesse tipo de FII garantem previsibilidade de receita, fator altamente valorizado em um ambiente de juros ainda elevados.
Rendimento e segurança em tempos voláteis
Com dividend yields na faixa de 8% a 10% ao ano, os FIIs de galpões se tornaram uma opção de renda passiva interessante. O equilíbrio entre risco e retorno fez com que esse segmento se tornasse o favorito de analistas neste mês.
O pano de fundo macroeconômico: inflação e Selic em foco
A semana também foi marcada pela divulgação do IPCA de maio, que veio abaixo das estimativas do mercado. A desaceleração da inflação reabriu o debate sobre a continuidade ou encerramento do ciclo de aperto monetário do Banco Central.
Fim do ciclo de alta da Selic?
Se confirmado o fim do ciclo de alta da taxa básica de juros, o mercado tende a reagir positivamente, impulsionando não apenas as ações do setor bancário, mas também ativos ligados ao consumo e à construção civil.
GOL ainda fora do radar, apesar da recuperação judicial encerrada

Mesmo com o encerramento da recuperação judicial nos Estados Unidos, o BTG Pactual manteve a recomendação de venda para as ações da GOL (GOLL4). O banco aponta que a companhia aérea ainda enfrenta sérios desafios operacionais e financeiros.
Conclusão: otimismo cauteloso no mercado de ações
O investidor brasileiro entra no segundo semestre de 2025 com uma postura mais cautelosa, mas também mais seletiva. Entre papéis descontados como BBAS3 e ações com fundamentos sólidos como WEGE3 e ITUB4, há boas oportunidades no mercado para quem busca retorno com responsabilidade.
Da mesma forma, fundos imobiliários voltados a logística seguem firmes no radar, especialmente para aqueles que buscam renda passiva de forma mais previsível.
A recuperação do Banco do Brasil, as escolhas da Bradesco Asset e o destaque dos FIIs formam um retrato fiel das preferências do investidor informado neste momento do ano — um cenário que promete fortes emoções e decisões estratégicas até dezembro.
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