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Contas ativas no BB entram em novo comunicado ao cliente

Banco do Brasil emite comunicado sobre golpes da falsa central e do motoboy. Veja como funcionam as fraudes e como se proteger.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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Se você é dono de uma conta no Banco do Brasil, este aviso é essencial. O banco reforçou alertas de segurança diante do aumento de golpes que combinam engenharia social, tecnologia e pressão emocional. As fraudes mais recorrentes hoje envolvem a falsa central telefônica e o conhecido golpe do motoboy, que continuam fazendo vítimas em todo o país.

Esses crimes exploram a confiança do cliente na instituição e usam informações reais, como números oficiais e dados básicos, para parecerem legítimos. Entender como funcionam é o passo mais importante para evitar prejuízos.

Por que o novo alerta?

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O avanço dos golpes bancários acompanha a digitalização dos serviços financeiros. Segundo dados do próprio setor bancário e de órgãos como a Febraban, as fraudes por engenharia social seguem entre as principais causas de prejuízo financeiro para pessoas físicas, especialmente idosos e clientes com conta ativa há muitos anos.

No caso do Banco do Brasil, os criminosos estão se passando por funcionários, usando linguagem técnica, criando situações de urgência e até mascarando números de telefone para enganar a vítima.

Como funciona o golpe do motoboy?

O golpe do motoboy é um dos mais perigosos porque envolve contato direto com a vítima e costuma ocorrer em várias etapas cuidadosamente planejadas.

A falsa orientação de segurança

Durante a ligação, o golpista pede que a vítima confirme dados pessoais e, em muitos casos, que digite senhas no telefone. Em seguida, orienta a cortar o cartão ao meio, dizendo que isso o tornaria inutilizável.

A coleta do cartão

Mesmo cortado, o chip do cartão continua funcionando. Um suposto motoboy, que também faz parte do golpe, vai até a casa da vítima para recolher o cartão. Com o chip e as informações obtidas na ligação, os criminosos realizam saques, compras e transferências.

O golpe da falsa central telefônica e o número 4004-0001

Outra fraude muito comum é a falsa central telefônica. Nesse caso, os criminosos utilizam uma técnica chamada spoofing, que mascara o número de origem da ligação. No visor do telefone da vítima aparece o número oficial do Banco do Brasil, o 4004-0001.

Isso faz com que muitas pessoas atendam acreditando se tratar de um contato legítimo.

SMS sobre pontos Livelo ou Dotz é confiável?

Mensagens de texto alertando sobre vencimento de pontos Livelo ou Dotz também estão entre as principais iscas usadas por golpistas. O SMS geralmente contém um link e uma mensagem urgente, incentivando o resgate imediato.

O Banco do Brasil não envia links clicáveis por SMS para resgate de pontos ou benefícios. Todas as informações legítimas ficam disponíveis exclusivamente no aplicativo oficial. Qualquer mensagem alarmista com link deve ser ignorada.

Diferenças claras entre o banco e o golpista

Reconhecer o padrão de comportamento ajuda a identificar a fraude no momento do contato.

Como o Banco do Brasil age

O banco nunca pede a entrega do cartão, não solicita senhas por telefone, não orienta transferências de teste e não liga para clientes a partir do número 4004-0001. Toda comunicação sensível é feita pelo aplicativo oficial ou mediante contato iniciado pelo próprio cliente.

Como o golpista atua

O criminoso pede o cartão, solicita senhas, orienta Pix para supostas contas seguras e cria um clima de urgência para impedir que a vítima confirme a informação por outros canais.

Caí no golpe, o que fazer imediatamente?

Se você percebeu que foi vítima de um golpe, agir rápido é fundamental para aumentar as chances de bloqueio e recuperação dos valores.

Bloqueio imediato

Acesse o aplicativo do banco, se ainda tiver acesso, e bloqueie o cartão e a conta. Caso contrário, ligue para a central oficial de outro telefone.

Solicitação do MED no Pix

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Se houve transferência via Pix, solicite imediatamente a abertura de um chamado no Mecanismo Especial de Devolução. Esse sistema permite tentar o bloqueio dos valores na conta de destino.

Registro de boletim de ocorrência

Faça um boletim de ocorrência, preferencialmente online, informando horários, valores, números de telefone e contas envolvidas.

FAQ

O Banco do Brasil liga para o cliente pedindo confirmação de dados ou senha?

Não. O Banco do Brasil nunca solicita senhas, códigos, números de cartão ou confirmação de dados pessoais por telefone, SMS ou WhatsApp.

O número 4004-0001 pode ligar para o cliente?

Não. O número 4004-0001 é exclusivo para chamadas feitas pelo cliente ao banco. Se esse número aparecer como origem de uma ligação, trata-se de golpe.

O Banco do Brasil pede para cortar o cartão e entregar a um funcionário?

Nunca. O banco não solicita a entrega de cartões, mesmo cortados, e não envia motoboy ou representante à residência do cliente.

Mensagens SMS sobre pontos Livelo ou Dotz são confiáveis?

Não quando contêm links. O Banco do Brasil não envia links por SMS para resgate de pontos. Todas as informações legítimas ficam disponíveis apenas no aplicativo oficial.

Considerações finais

O novo comunicado do Banco do Brasil reforça um ponto essencial: o banco não pede dados, senhas, cartões ou transferências fora de seus canais oficiais. Golpistas se aproveitam da pressa, do medo e da aparência de legitimidade para aplicar fraudes cada vez mais sofisticadas. Informação, desconfiança saudável e uso correto dos aplicativos oficiais são as melhores defesas do cliente.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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