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Banco do Brasil e Itaú poderão liberar mais dinheiro em breve; veja quem pode receber

Banco do Brasil e Itaú preparam liberação de recursos. Descubra quem pode se beneficiar em breve. Leia e saiba mais!

No último pronunciamento feito pelo Banco Central (BC) no início desta semana, o órgão apresentou alterações nos procedimentos de cálculo dos requisitos de capital para o risco bancário. Este é um assunto de interesse direto do Banco do Brasil e do Itaú Unibanco, pois a novidade pode abrir caminho para a distribuição de dividendos mais elevados a seus acionistas.

O Banco Central afirmou que essas mudanças somam uma exigência adicional de recurso em torno de R$ 34 bilhões para o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Isto representa 2,6% do Patrimônio de Referência deste sistema, segundo a autarquia financeira.

O que significa esta nova norma?

De acordo com o BC, a norma será efetivamente implantada a partir de 1º de janeiro de 2025. Tendo um cronograma de execução estendido até o ano de 2028. Apesar das variáveis ​​e especificidades de cada instituição bancária, analistas do Citi indicam que este impacto inicial deve ser em torno de 30 a 40 pontos-base no índice CET1.

fachada do Bancos Central do Brasil, com letras e logotopo metálicos na cor cinza sobre uma parede de concreto cinza claro
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Além disso, os analistas Rafael Frade, Brian Flores, José Luis Cuenca e Gabriel Gusan destacam o ‘longo’ prazo de implementação e o menor impacto no capital como informações positivas. Isso deve permitir uma discussão mais amigável sobre uma possível elevação no pagamento de dividendos aos acionistas.

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Qual a visão dos bancos sobre essa mudança?

Ademais, a exigência de mais capital devido ao risco operacional é uma das razões proeminentes nas discussões do Banco do Brasil e do Itaú Unibanco para uma distribuição de dividendos mais cautelosa. No entanto, com esse novo cenário pintado pelo BC, ambos os bancos podem ter um ponto de vista mais otimista quanto a isso.

Nesse contexto, os analistas apontam a combinação de um impacto menor sobre o capital dos bancos e um prazo de implementação mais estendido como notícias positivas. Portanto, os bancos agora têm um panorama de maior solidez para discutir um possível aumento dos dividendos, que consequentemente pode ter um efeito positivo nas suas ações.

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