Neste caso, o ataque partiu do Paraguai, e o conflito tornou-se mais intenso após o regime ditatorial do paraguaio Francisco Solano López. Assim, a princípio, o objetivo do banco era modernizar a monetização naquele momento imperial. Contudo, ao longo do conflito, a instituição repensou suas estratégias.
O banco passou a emitir muitas cédulas para o financiamento da guerra, e por volta de 1866, essa função foi destinada ao Tesouro. Com isso, os juros dos empréstimos ficaram menores. Isso aconteceu graças a uma proposta legislativa do então senador Silveira da Motta.
Em seu texto, ele previa que o banco mudasse seus principais objetivos. Deste modo, pediu para que o banco se atentasse a outros investimentos, sobretudo os industriais. Neste ponto, é importante destacar que, naquela época, o mundo já estava na terceira revolução industrial.
Resumidamente, seu texto previa que o Banco do Brasil focasse mais nas hipotecas do que na guerra. O texto foi aprovado, mas, como consequência, a instituição financeira perdeu seu poder político e passou a ficar no mesmo patamar dos outros bancos, se restringindo apenas ao setor comercial.
Exemplos de conflitos financiados
A exemplo dos conflitos financiados, podemos citar a Batalha Naval de Riachuelo, que aconteceu um ano antes da apresentação do projeto de lei em questão. Nessa ocasião, a Marinha do Brasil venceu a marinha do Paraguai e passou a ter controle das navegações dos rios da Bacia Platina.
A guerra teve fim cerca de dez anos depois e, como consequência, além das vítimas fatais, o governo brasileiro ficou altamente endividado. Além disso, o fim dessa guerra veio acompanhada do declínio do sistema monárquico no Brasil.
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