O Banco do Brasil (BBAS3) teve queda no lucro líquido ajustado no 1º trimestre de 2025, devido ao aumento da inadimplência no crédito ao agronegócio, que passou de 2,45% para 3,4%. Esse avanço preocupou o mercado, já que o agronegócio é importante na carteira do banco. Além disso, a margem financeira bruta caiu e o ROE ficou em 16,7%. Apesar disso, o banco mantém fundamentos sólidos que garantem a confiança de alguns analistas e investidores.
Investimento no Banco do Brasil para ganhar r$ 500 mensais em dividendos: saiba como calcular
Banco do Brasil registra queda no lucro, mas mantém dividendos robustos e valuation atrativo. Veja se BBAS3 continua sendo uma boa opção de investimento.
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Fundamentos seguem robustos

Lucro ainda elevado
Mesmo com a retração, o banco teve um lucro relevante, demonstrando capacidade de gerar resultados mesmo em cenários adversos.
Dividendos atrativos
A instituição prevê distribuir cerca de 40% do lucro líquido aos acionistas em 2025. Com isso, o dividend yield (DY) está em 10,16%, um dos maiores entre os bancos listados na B3.
Valuation abaixo da média
O preço-lucro (P/L) do BBAS3 está em apenas 4 vezes, o que sugere que a ação pode estar subvalorizada frente ao seu histórico e aos pares do setor.
Mercado dividido sobre o futuro de BBAS3
A queda nos resultados gerou reações divergentes entre os analistas. O BTG Pactual, por exemplo, rebaixou a recomendação para o papel, afirmando que “as coisas ainda podem piorar”.
Já outras casas de análise seguem otimistas e mantêm o preço-alvo em R$ 32,90 — valor que representa um potencial de valorização superior a 32% em relação à cotação atual.
A oportunidade na queda: ação mais barata e dividendos em alta
Com os últimos movimentos de mercado, as ações do Banco do Brasil caíram cerca de 15% em apenas uma semana, passando de R$ 29,76, em 14 de maio, para cerca de R$ 25,50.
Esse recuo reduziu o preço da ação e aumentou o dividend yield, o que pode atrair investidores focados em renda passiva e longo prazo. A queda nos preços, por si só, não representa deterioração nos fundamentos da empresa.
Perspectiva de manutenção da solidez
Analistas ressaltam que o Banco do Brasil continua sólido, com boa governança, alto grau de eficiência e uma cultura enraizada de distribuição de lucros, o que sustenta a atratividade da ação mesmo em tempos turbulentos.
Como gerar R$ 500 por mês com ações do Banco do Brasil

Um dos principais atrativos do BBAS3 está na possibilidade de gerar renda passiva. Utilizando o dividend yield atual de 10,16% ao ano, é possível planejar uma estratégia que vise o recebimento médio de R$ 500 mensais.
Parâmetros considerados
- Preço atual da ação: R$ 25,50
- Dividend yield anual: 10,16%
- Renda desejada: R$ 500 por mês (R$ 6.000 por ano)
Valor necessário para atingir a meta
Para alcançar essa renda, o investidor precisaria aplicar cerca de R$ 59.100 em ações do Banco do Brasil, o que representaria a aquisição de aproximadamente 2.318 papéis.
Cálculo simples
- R$ 1.000 investidos → Renda média de R$ 8,47/mês
- R$ 59.100 investidos → Renda média de R$ 500/mês
Reinvestir os dividendos é essencial
O cálculo acima considera apenas o rendimento direto, sem incluir o efeito do reinvestimento dos proventos. Ao reinvestir, o investidor acelera a formação de patrimônio e amplia a renda passiva no futuro — um ponto crucial para alcançar a independência financeira.
Mesmo quem começa pequeno pode atingir bons resultados com disciplina e constância. Comprar uma ação por mês e reinvestir os dividendos é uma estratégia acessível e eficaz.
Banco do Brasil paga dividendos com frequência
Outro fator que diferencia o BBAS3 de muitas ações é a regularidade no pagamento dos proventos. O banco distribui dividendos e juros sobre capital próprio em diversos meses do ano: fevereiro, março, maio, junho, agosto, setembro, novembro e dezembro.
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Semelhante a um fundo imobiliário
Essa regularidade torna o Banco do Brasil uma opção atrativa para quem busca renda recorrente, característica mais comum em fundos imobiliários (FIIs).
Além disso, segundo o método do preço teto de Décio Bazin, utilizado por investidores de perfil conservador, o preço justo para BBAS3 seria R$ 31,53 (considerando um yield de 6%), o que representaria um upside de mais de 23% sobre a cotação atual.
Vale a pena investir no Banco do Brasil em 2025?
Apesar da queda no lucro, o Banco do Brasil continua sendo uma empresa robusta, com boa geração de caixa e cultura consolidada de distribuição de dividendos.
Investidores de longo prazo podem enxergar o momento como uma oportunidade, desde que tenham clareza dos riscos e paciência para atravessar períodos de maior volatilidade.
Pontos positivos
- Lucro consistente, mesmo com retração
- Dividendos elevados e frequentes
- Valuation atrativo, com preço descontado
Pontos de atenção
- Aumento da inadimplência no agronegócio
- Redução das margens financeiras
- Reações negativas do mercado e revisões de recomendação
O papel da mentalidade e da diversificação

O cenário atual reforça uma mensagem importante: o sucesso nos investimentos vai além dos números. A mentalidade do investidor, aliada a uma estratégia diversificada, é determinante para alcançar os objetivos.
Não se trata de escolher entre ações ou FIIs, mas de equilibrar a carteira. Mesmo uma ação tradicional como BBAS3 pode ter um papel relevante, seja como geradora de renda passiva, seja como oportunidade de valorização.
Conclusão
Mesmo diante de um cenário desafiador, com aumento da inadimplência e pressão nas margens, o Banco do Brasil segue como uma das instituições financeiras mais sólidas do país. O preço atual das ações, aliado ao alto dividend yield e à frequência de pagamentos, torna o BBAS3 uma opção interessante para investidores focados em renda passiva e longo prazo. Com disciplina, reinvestimento e visão estratégica, é possível transformar momentos de queda em oportunidades reais de crescimento patrimonial.
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