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Negociação no BB termina sem avanços nas demandas dos trabalhadores

Banco do Brasil e bancários discutem Cassi, Previ, metas, salários e melhorias nas condições de trabalho durante campanha nacional.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Negociação no BB termina sem avanços nas demandas dos trabalhadores

As negociações entre o Banco do Brasil e representantes dos funcionários avançaram para uma nova etapa na Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026. A rodada de debates reuniu dirigentes sindicais e representantes da instituição para tratar de temas como remuneração, plano de saúde, previdência complementar, sistema de metas e condições de trabalho.

A reunião foi conduzida pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), que apresentou uma série de reivindicações relacionadas à valorização profissional e à melhoria da estrutura de atendimento da instituição.

Entre os principais pontos colocados na mesa estão mudanças no custeio da Cassi, revisão do modelo de metas, ampliação da isonomia para funcionários incorporados de outras instituições, melhorias na Previ e aperfeiçoamentos no plano de carreira do banco.

As discussões ocorrem em um cenário de busca por avanços nas relações trabalhistas e de preparação para a renovação das condições coletivas da categoria bancária.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Funcionários cobram mudanças no modelo de metas do Banco do Brasil

Um dos principais temas apresentados pelos representantes dos trabalhadores foi a necessidade de revisão do sistema de metas utilizado pelo Banco do Brasil.

Segundo a CEBB, funcionários de diversas regiões relatam dificuldades para cumprir objetivos estabelecidos pela instituição, principalmente em unidades que enfrentam redução no quadro de pessoal.

A preocupação dos trabalhadores é que o não cumprimento das metas tenha reflexos diretos na remuneração variável, incluindo a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A entidade sindical argumenta que o desempenho das agências depende de fatores que nem sempre estão sob controle dos funcionários, como falta de empregados, aumento da demanda e condições operacionais das unidades.

Para os representantes dos bancários, a cobrança por resultados precisa considerar a realidade de cada agência, evitando que trabalhadores sejam penalizados por problemas estruturais.

Banco promete discutir novo programa de revisão de metas

Durante a negociação, o Banco do Brasil informou que pretende abrir uma mesa específica para apresentar o programa chamado REVISA.

A proposta, segundo a instituição, permitirá que determinadas unidades solicitem uma análise dos indicadores após a divulgação dos resultados.

A iniciativa deverá ser detalhada em uma próxima rodada de conversas entre banco e representantes dos trabalhadores.

A expectativa dos funcionários é que o mecanismo consiga corrigir distorções e leve em consideração fatores regionais e operacionais que influenciam o desempenho das equipes.

Cassi é um dos principais pontos da negociação

A sustentabilidade financeira da Cassi, caixa de assistência dos funcionários do Banco do Brasil, também esteve entre os assuntos prioritários da reunião.

Os representantes dos trabalhadores defenderam mudanças no modelo de custeio, com maior participação do banco na manutenção da assistência à saúde.

O Banco do Brasil reconheceu a importância do tema e afirmou que busca uma solução considerada estruturante para a situação financeira da entidade, mas informou que ainda precisa de mais tempo para avançar em uma proposta definitiva.

A Cassi atende funcionários, aposentados e dependentes vinculados ao Banco do Brasil, sendo considerada uma das principais pautas históricas das negociações coletivas da categoria.

Funcionários incorporados reivindicam igualdade de acesso à Cassi e Previ

Outro ponto debatido foi a situação dos chamados funcionários egressos, trabalhadores que passaram a integrar o Banco do Brasil após processos de incorporação de outras instituições.

A reivindicação apresentada é pela igualdade de acesso aos benefícios da Cassi e da Previ, garantindo as mesmas condições oferecidas aos demais funcionários.

Segundo a representação sindical, ainda existem diferenças no atendimento e nas condições de participação desses trabalhadores nos programas de assistência à saúde e previdência complementar.

O banco informou que segue estudando alternativas para ampliar o acesso desses funcionários aos benefícios, mas não apresentou uma proposta concreta durante a reunião.

Previ também entra na pauta dos trabalhadores

A previdência complementar administrada pela Previ foi outro tema discutido na mesa de negociação.

Os representantes dos funcionários defenderam melhorias na chamada Tabela PIP, mecanismo relacionado ao cálculo e à valorização dos benefícios previdenciários.

A proposta apresentada busca ampliar o alcance das melhorias para mais trabalhadores e fortalecer a previdência complementar oferecida pelo banco.

Apesar da cobrança dos empregados, o Banco do Brasil informou que ainda não apresentou avanços específicos e que pretende retomar discussões em mesas próprias sobre o assunto.

Sindicato cobra atualização do plano de carreira e salários

A revisão do Programa de Cargos e Salários (PCS), também chamado de Programa de Carreira e Remuneração (PCR), esteve entre as principais reivindicações econômicas.

Os trabalhadores defendem mudanças nos critérios de progressão, valorização do mérito, atualização dos salários e revisão dos adicionais relacionados às funções exercidas.

Segundo a CEBB, existe uma estrutura remuneratória que reduz o impacto de aumentos conquistados por evolução na carreira, devido ao funcionamento de verbas complementares.

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Na avaliação dos representantes dos funcionários, esse modelo limita o crescimento real dos salários e transforma mecanismos criados para complementar a remuneração em barreiras para novos reajustes.

O Banco do Brasil, por sua vez, apresentou argumentos sobre oportunidades de crescimento profissional dentro da instituição e contestou alguns pedidos de reajuste apresentados pelos trabalhadores.

Concursos públicos voltam ao centro do debate

A contratação de novos funcionários por meio de concursos públicos também foi defendida durante a negociação.

Os representantes dos bancários afirmaram que diversas unidades enfrentam déficit de pessoal, provocando sobrecarga de trabalho, filas no atendimento e aumento da pressão sobre os empregados.

A categoria argumenta que a recomposição do quadro seria necessária para melhorar o atendimento aos clientes e reduzir problemas relacionados às condições de trabalho.

Além disso, os trabalhadores criticaram a utilização de correspondentes bancários pelo Banco do Brasil, apontando preocupações relacionadas à terceirização de atividades e ao acesso de terceiros a informações de clientes.

Debate sobre papel social do Banco do Brasil

Durante a reunião, os representantes dos funcionários também defenderam a manutenção do papel público do Banco do Brasil.

A crítica apresentada foi relacionada à política de crédito da instituição, especialmente em operações como o crédito consignado destinado ao setor público.

Para os trabalhadores, o banco deve conciliar seus objetivos comerciais com sua função social, considerando sua importância histórica como instituição financeira pública.

O tema faz parte de um debate mais amplo sobre o equilíbrio entre resultados financeiros, atendimento à população e valorização dos empregados.

Próxima rodada de negociações está prevista para agosto

banco do brasil
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

As negociações entre Banco do Brasil e representantes dos funcionários terão continuidade em uma nova reunião marcada para o dia 14 de agosto.

A expectativa da categoria é que o banco apresente propostas mais concretas para os pontos discutidos nas primeiras rodadas.

Com a aproximação da data-base dos bancários, os trabalhadores esperam avanços principalmente nas áreas de remuneração, carreira, saúde, previdência e condições de trabalho.

O andamento das negociações será acompanhado por funcionários e entidades sindicais, que buscam construir um acordo coletivo para o próximo período.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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