Banco do Brasil vai distribuir dividendos em junho; veja se vai receber
O Banco do Brasil, um dos maiores e mais tradicionais bancos do país, anunciou novos pagamentos de proventos para seus acionistas em 2025. Os valores envolvem tanto dividendos quanto Juros sobre Capital Próprio (JCP), referentes aos resultados dos trimestres de 2024 e início de 2025. A medida beneficia milhares de investidores e reforça a política da instituição de remunerar seus acionistas com regularidade.
Neste artigo, você confere os valores aprovados, datas de corte e pagamento, detalhes sobre o imposto de renda retido na fonte e como receber os proventos corretamente. Também explicamos como declarar os valores no Imposto de Renda e o que fazer caso seus dados estejam desatualizados junto ao banco.
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Proventos aprovados para junho: o que será pago?
No dia 14 de maio de 2025, o Banco do Brasil aprovou a distribuição de R$ 1,9 bilhão sob a forma de Juros sobre Capital Próprio, relativos ao primeiro trimestre de 2025. Esse montante equivale a R$ 0,33425840109 por ação ordinária (BBAS3).
Os acionistas que tiverem ações até 2 de junho de 2025 terão direito ao pagamento, sendo que os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” a partir do dia 3 do mesmo mês. O crédito será realizado em 12 de junho de 2025.
Histórico de distribuições: dividendos e JCP em 2024
Além do pagamento anunciado para junho, o Banco do Brasil vem mantendo uma sequência de distribuições trimestrais de proventos. Veja o panorama das principais datas e valores:
Março de 2025
Em 18 de fevereiro de 2025, o banco comunicou a aprovação de R$ 776 milhões em dividendos e mais R$ 1,95 bilhão em JCP, ambos referentes ao quarto trimestre de 2024. O pagamento foi agendado para 20 de março de 2025. A base acionária considerada foi a de 11 de março, com ações “ex” a partir de 12 de março. Os valores foram corrigidos pela taxa Selic desde 31 de dezembro de 2024 até a data do pagamento.
Dezembro de 2024
No encerramento do ano, em 27 de dezembro, o Banco do Brasil pagou antecipadamente R$ 1,007 bilhão em JCP. Esse valor já havia sido aprovado em novembro de 2024 e correspondia a R$ 0,17649109403 por ação. Os investidores precisavam estar com as ações em carteira até 11 de dezembro para ter direito.
Setembro de 2024
Também foi realizada, em 27 de setembro de 2024, a distribuição de R$ 1,065 bilhão em JCP, referentes ao terceiro trimestre. Cada ação BBAS3 conferiu direito a R$ 0,18660197784. O direito ao recebimento considerou a base acionária de 11 de setembro.
Como é feito o pagamento dos proventos?
Os acionistas cadastrados no Banco do Brasil recebem os valores diretamente em conta corrente, poupança-ouro ou por atendimento em agência. Aqueles com dados desatualizados devem procurar uma agência para regularização. É necessário apresentar documento de identidade, CPF e comprovante de residência (ou contrato social, no caso de pessoa jurídica).
Para quem possui ações custodiadas na B3, o pagamento é realizado pela Central Depositária, que repassa os valores aos investidores por meio das corretoras.
Tributação: o que incide sobre os valores?
Os Juros sobre Capital Próprio estão sujeitos à retenção de Imposto de Renda na fonte, conforme a legislação vigente.
Já os dividendos são, até o momento, isentos de IR para pessoas físicas. Contudo, quando há atualização monetária (como no caso da Selic aplicada ao valor dos JCP), também pode incidir IR sobre essa diferença.
Como declarar os proventos no Imposto de Renda?
Todos os proventos recebidos, sejam dividendos ou JCP, precisam ser informados na Declaração de Ajuste Anual.
Para facilitar o processo, muitos investidores recorrem a aplicativos especializados que permitem calcular automaticamente os valores recebidos e preencher os campos da declaração com mais rapidez.
Fique atento ao calendário e mantenha seus dados atualizados
É fundamental acompanhar as datas de “data-com” e “data-ex” para garantir o recebimento dos proventos. Além disso, manter seu cadastro atualizado junto ao banco e na corretora é essencial para que os valores não fiquem retidos.
A regularização pode ser feita presencialmente em uma agência do Banco do Brasil, mediante apresentação dos documentos pessoais. No caso de pessoas jurídicas, será necessário apresentar o contrato social e comprovante de representação.