O tradicional banco britânico Standard Chartered deu um passo significativo em direção à adoção institucional de criptoativos ao anunciar, nesta terça-feira (15), a liberação da negociação direta de Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) para clientes institucionais.
Standard Chartered inaugura era institucional das criptomoedas com negociação de Bitcoin e Ethereum
O banco britânico Standard Chartered se torna o primeiro banco global a oferecer negociação direta de Bitcoin e Ethereum para clientes institucionais.
A novidade posiciona a instituição como o primeiro banco global sistemicamente importante a disponibilizar negociação spot de criptomoedas com liquidação segura para empresas, gestores de ativos e investidores qualificados.
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Uma aposta antiga que se confirma
O anúncio reforça a reputação do Standard Chartered como uma instituição progressista no universo das finanças digitais. Analistas do banco já haviam feito previsões ousadas sobre o futuro do Bitcoin.
Em julho de 2023, previram que o BTC atingiria US$ 120.000 até o fim de 2025. No entanto, em maio de 2025, essa projeção foi revisada para um patamar ainda mais elevado: US$ 200.000.
Essas estimativas parecem cada vez mais realistas à medida que o Bitcoin atinge marcas históricas, como a ultrapassagem da faixa dos US$ 123.000, verificada nesta semana. A valorização mostra que o otimismo do banco estava bem fundamentado.
Criptomoedas ganham legitimidade institucional

Primeiro banco global com negociação spot
Ao abrir a negociação direta de BTC e ETH, o Standard Chartered se torna o primeiro banco global sistemicamente importante a oferecer esse serviço.
A instituição britânica se destaca não apenas pela iniciativa pioneira, mas também por seu compromisso com os padrões regulatórios e a segurança dos clientes.
Em nota oficial, o CEO do banco, Bill Winters, declarou:
“Ativos digitais são um elemento fundamental da evolução dos serviços financeiros. Eles são essenciais para possibilitar novos caminhos de inovação, maior inclusão e crescimento em todo o setor. À medida que a demanda dos clientes continua crescendo, queremos oferecer a eles uma forma segura e eficiente de transacionar, negociar e gerenciar o risco de ativos digitais dentro dos requisitos regulatórios.”
Volume de mercado justifica interesse
Dados do CoinMarketCap revelam que Bitcoin e Ethereum juntos movimentaram cerca de US$ 114 bilhões em volume de negociação em corretoras nas últimas 24 horas.
Já os ETFs de criptomoedas negociaram mais de US$ 3 bilhões apenas na terça-feira (15), o que ajuda a justificar o interesse do Standard Chartered nesse mercado.
Estratégia global: Zodia, Libeara e infraestrutura cripto

Presença consolidada no ecossistema cripto
O Standard Chartered já não é um estranho no setor cripto. Antes mesmo da oferta de negociação, o banco havia lançado a Zodia Custody, empresa especializada na guarda segura de ativos digitais, que se tornou parceira da corretora Bybit após esta sofrer um ataque bilionário.
Outro braço da instituição, a Libeara, atua na tokenização de ativos, oferecendo serviços voltados à digitalização de instrumentos financeiros tradicionais.
Infraestrutura robusta para segurança e compliance
O banco britânico tem investido pesadamente na construção de uma infraestrutura cripto que respeite normas internacionais de segurança e conformidade. Esse cuidado busca atrair clientes institucionais, muitas vezes receosos de operar no mercado cripto sem garantias adequadas.
O movimento dos bancos rumo ao universo cripto
Stablecoins próprias: o novo foco
Enquanto o Standard Chartered se concentra em negociação e custódia, outros bancos apostam em stablecoins próprias como meio de entrar no setor. O JPMorgan, por exemplo, já registrou o nome JPMD (JPMorgan Dollar), apesar das críticas públicas feitas por seu CEO, Jamie Dimon, às criptomoedas.
Outras instituições como o Bank of America também demonstram interesse crescente no segmento, motivadas tanto pelo potencial de lucro quanto pela mudança de postura dos órgãos reguladores.
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Regulação mais clara impulsiona inovação
Nos últimos anos, a clareza regulatória tem sido um fator limitante para a entrada de grandes instituições no mercado de criptoativos. Contudo, avanços em marcos legais, especialmente em regiões como Reino Unido, União Europeia e Singapura, estão criando um ambiente mais propício à inovação.
Esse novo ambiente regulatório tem sido fundamental para a decisão de bancos como o Standard Chartered de oferecerem serviços diretamente ligados a criptoativos.
A crescente integração entre bancos e cripto
Da marginalização à integração financeira
As criptomoedas, que por muito tempo foram marginalizadas pelos bancos tradicionais, agora ganham espaço nas estratégias centrais de instituições financeiras globais. A busca por inovação, lucro e competitividade tem forçado os bancos a repensarem sua relação com o setor.
O Standard Chartered é um exemplo claro dessa transformação, que pode ser vista como um divisor de águas na relação entre o sistema bancário tradicional e o universo cripto.
O futuro da banca digital
Ao oferecer negociação spot de Bitcoin e Ethereum, o Standard Chartered antecipa tendências do setor financeiro. Mais do que uma iniciativa isolada, o movimento é parte de uma ampla transição para uma nova arquitetura financeira, baseada em tecnologia blockchain, descentralização e inclusão.
Essa tendência tende a se consolidar à medida que a demanda por criptoativos cresce entre investidores institucionais, fundos de pensão, seguradoras e até governos.
Considerações finais: uma nova era para as criptomoedas

A decisão do Standard Chartered de oferecer negociação direta de Bitcoin e Ethereum representa um passo importante para a institucionalização das criptomoedas. A medida não apenas valida o mercado cripto como uma classe de ativos legítima, mas também amplia o acesso seguro e regulado a esse universo financeiro disruptivo.
Diante desse cenário, é provável que mais bancos sigam o exemplo do Standard Chartered, criando um ambiente em que as criptomoedas não sejam apenas toleradas, mas integradas ao coração do sistema financeiro global.
