Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Banco XP aposta na Swift para tornar operações internacionais mais rápidas

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 9 min de leitura
Banco XP

O Banco XP concluiu a implementação do Swift payments scheme, uma nova solução voltada a tornar as transferências internacionais mais transparentes em relação a custos, prazos e valores recebidos pelos destinatários. A tecnologia já está disponível para clientes da XP e, inicialmente, atende pessoas físicas em operações de até US$ 1 mil.

A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Swift, rede global de comunicação financeira que conecta instituições em mais de 200 países e territórios. A infraestrutura utilizada pelo Banco XP é viabilizada pelo J.P. Morgan Payments.

Na prática, a mudança busca reduzir uma das principais incertezas de uma transferência internacional: saber quanto efetivamente chegará ao destinatário e quando o dinheiro estará disponível.

Leia mais:

Prova de vida da PBH vence nesta quarta; veja quem precisa regularizar a situação

O que muda nas transferências internacionais do Banco XP?

Banco XP
Imagem: Divulgação

Com a implementação do Swift payments scheme, o Banco XP pretende oferecer aos clientes uma experiência com maior previsibilidade durante todo o processo de uma transferência internacional.

Em operações tradicionais, o cliente pode encontrar dificuldades para saber antecipadamente quais tarifas serão descontadas, qual será o valor efetivamente recebido pelo beneficiário e quanto tempo levará até a conclusão da operação.

A nova estrutura busca melhorar justamente esses pontos. Segundo o banco, os clientes passam a contar com mais visibilidade sobre os custos e os prazos estimados, além de maior capacidade de acompanhar a operação.

Outro diferencial está na velocidade. As primeiras transferências realizadas pelo Banco XP por meio da nova solução foram concluídas em aproximadamente um minuto.

Transferência internacional pode ser concluída em poucos minutos

A Swift afirma que a nova estrutura também permite que determinados pagamentos internacionais sejam concluídos em poucos minutos.

Em um dos casos registrados pela rede, uma transferência entre Turquia e Espanha foi concluída em apenas 15 segundos.

Isso não significa, porém, que todas as operações internacionais serão concluídas nesse intervalo. O tempo de uma transferência pode variar de acordo com os bancos envolvidos, os países de origem e destino, os horários de processamento e outros procedimentos necessários para a conclusão da operação.

Segundo os dados apresentados pela Swift, 75% das transações chegam ao banco destinatário em até 10 minutos.

O principal desafio está depois dessa etapa. Cerca de 80% do tempo total de uma transação típica é consumido na chamada “última milha”, período entre a saída da operação da rede Swift e o efetivo crédito na conta do beneficiário.

A proposta do novo sistema é justamente diminuir essa diferença e tornar o processo mais previsível para o cliente.

Quem pode usar o novo sistema do Banco XP?

A solução já começou a ser disponibilizada para clientes da XP, mas a implementação ocorre de forma gradual.

Nesta primeira etapa, o serviço contempla transferências realizadas por pessoas físicas de até US$ 1 mil.

A expectativa é que os limites sejam ampliados posteriormente, assim como o número de clientes e públicos atendidos. Os horários de processamento também devem ser expandidos ao longo da evolução da solução.

Portanto, a implementação atual não significa que todas as transferências internacionais feitas pelo Banco XP já estejam submetidas às mesmas condições.

Por que a Swift payments scheme foi criada?

Um dos problemas enfrentados pelos pagamentos internacionais é a falta de previsibilidade.

Em uma transferência entre países, o dinheiro pode passar por diferentes instituições financeiras antes de chegar ao destinatário. Nesse percurso, podem existir custos, conversões de moeda e etapas operacionais que dificultam para o cliente saber exatamente quanto será recebido e quando isso acontecerá.

O Swift payments scheme foi desenvolvido para estabelecer padrões comuns entre instituições financeiras e melhorar a experiência dos pagamentos transfronteiriços.

A ideia é aumentar a transparência em três pontos principais: custo, velocidade e entrega dos recursos.

Com maior padronização entre os participantes, a expectativa é que o cliente tenha informações mais claras desde a contratação da transferência até o recebimento pelo beneficiário.

Banco XP amplia atuação no mercado de câmbio

A implementação ocorre em um momento de expansão da operação de câmbio do Banco XP.

De acordo com os dados divulgados pela instituição, a área realiza atualmente uma média de 70,5 mil operações por mês, movimentando aproximadamente R$ 12,3 bilhões mensais.

Entre 2023 e 2025, o número de contratos cresceu a uma taxa composta anual de 30%.

Para a XP, a adoção da nova tecnologia representa mais uma etapa na evolução de sua operação de câmbio, que ganhou escala nos últimos anos.

“Nos últimos anos, construímos uma operação de câmbio que ganhou escala e relevância. Agora, damos mais um passo ao trazer para nossos clientes uma experiência que representa o futuro dos pagamentos internacionais”, afirmou Thiago Gama, Head de Câmbio da XP Inc.

Segundo o executivo, a evolução do mercado não depende apenas da velocidade das transferências, mas também da clareza sobre custos, valores e prazos.

O que é a Swift?

A Swift, sigla para Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication, é uma rede utilizada por instituições financeiras para a comunicação de informações relacionadas a transações financeiras internacionais.

A organização conecta instituições em mais de 200 países e territórios.

É importante diferenciar a comunicação financeira da movimentação propriamente dita do dinheiro. A Swift tradicionalmente atua como uma infraestrutura de mensagens padronizadas entre instituições, permitindo que os bancos troquem informações necessárias para processar pagamentos internacionais.

O novo scheme busca avançar justamente na padronização e previsibilidade da experiência de pagamentos transfronteiriços.

O que significa “última milha” em uma transferência internacional?

A expressão “última milha” é utilizada para descrever a etapa final de uma transferência, quando os recursos deixam a infraestrutura internacional e precisam ser processados pelo banco doméstico responsável por disponibilizar o dinheiro ao beneficiário.

Essa etapa pode representar uma parcela significativa do tempo total da operação.

Segundo os dados divulgados pela Swift, aproximadamente 80% do tempo de uma transação internacional típica é gasto justamente nesse período.

Por isso, aumentar a velocidade da comunicação entre instituições não é suficiente, por si só, para garantir que o dinheiro apareça imediatamente na conta do destinatário. É necessário também melhorar os processos que acontecem depois que a operação deixa a rede internacional.

A transferência internacional ficará mais barata?

A implementação do Swift payments scheme não significa, necessariamente, que todas as transferências internacionais ficarão mais baratas.

O principal objetivo anunciado é aumentar a previsibilidade dos custos, permitindo que o cliente tenha maior clareza sobre as despesas envolvidas na operação.

Tarifas e outros custos podem continuar existindo, dependendo da modalidade da transferência, da moeda, dos bancos envolvidos e das condições oferecidas pela instituição financeira.

A diferença está na expectativa de que o cliente consiga visualizar melhor essas informações antes e durante a operação.

O dinheiro chegará sempre em poucos minutos?

Não necessariamente.

Embora a nova solução permita concluir determinados pagamentos em poucos minutos, o tempo efetivo pode variar conforme a operação.

Fatores como bancos envolvidos, país de destino, moeda utilizada, horário de processamento e procedimentos regulatórios podem influenciar o prazo.

Por isso, os tempos de 15 segundos ou aproximadamente um minuto registrados em operações específicas devem ser entendidos como exemplos do potencial da tecnologia, e não como garantia para todas as transferências.

O que muda para quem envia dinheiro para outro país?

Para o cliente, a principal mudança esperada é uma experiência mais previsível.

Em vez de acompanhar uma transferência internacional sem saber exatamente quando ela será concluída ou qual valor será recebido, a proposta é oferecer informações mais claras sobre o andamento da operação.

Nesta fase inicial, porém, o serviço está limitado a determinadas operações de pessoas físicas de até US$ 1 mil. A XP prevê ampliar gradualmente o alcance da solução.

O que acontece agora?

Banco XP
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O Banco XP pretende expandir a utilização do sistema para outros limites, públicos e horários de processamento.

A participação da instituição coloca o banco entre as 100 instituições participantes do Swift payments scheme, segundo as informações divulgadas sobre a iniciativa.

A expectativa é que a ampliação da tecnologia contribua para aproximar as transferências internacionais da experiência já conhecida pelos brasileiros em pagamentos domésticos: operações mais rápidas, acompanhamento mais claro e maior previsibilidade sobre quando o dinheiro estará disponível.

Para o cliente, entretanto, a principal recomendação continua sendo verificar as condições específicas da transferência antes de confirmar a operação, especialmente tarifas, câmbio, valor líquido recebido e prazo estimado.

Conclusão

A chegada do Swift payments scheme ao Banco XP representa um avanço na experiência de quem precisa enviar dinheiro para o exterior. A proposta não se limita a acelerar as operações, mas também busca dar ao cliente maior clareza sobre custos, prazos e o valor que será recebido pelo destinatário.

A implementação ainda está em fase inicial, com transferências de pessoas físicas de até US$ 1 mil, mas a expectativa é de expansão gradual. Se a tecnologia conseguir reduzir os atrasos da chamada “última milha”, o impacto poderá ser percebido não apenas na velocidade dos pagamentos, mas também na previsibilidade de todo o processo.

Para quem utiliza o câmbio internacional, a mudança reforça uma tendência de mercado: transferências entre países cada vez mais próximas da experiência oferecida pelos pagamentos domésticos, com menos incertezas e maior transparência para o consumidor.

Compartilhar