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Bancos digitais necessitam combater crimes financeiros, alerta regulador

Fragilidades no sistema de segurança colocam os clientes em perigo. As normas para os bancos digitais estão sobre nova revisão. Confira!

João CaldasPor João Caldas3 min de leitura
Golpes digitais

Golpes digitais têm se tornado cada vez mais comuns e a fragilidade nos sistemas de segurança das instituições deixam os dados de diversos clientes expostos. Pensando nisso, diversos países estão atualizando as regulações bancárias para trazer mais segurança aos usuários.

Recentemente, a Autoridade de Conduta Financeira (FCA, na sigla em inglês) do Reino Unido, revisou as normas sobre os controles de crimes financeiros para bancos digitais. A análise foi feita para garantir a segurança e a integridade dos clientes.

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Bancos digitais na mira da regulação

De acordo com a emissora CNBC, a análise da FCA se concentrou em seis fintechs, metade das quais eram bancos digitais. O estudo observou a relação de mais de 8 milhões de clientes com essas instituições e foram encontradas diversas fraquezas nos sistemas  de segurança online.

A abertura de novos banco digitais e plataformas de pagamento são frequentes no Reino Unido, mas, por buscar cada vez mais praticidade para o usuário, as empresas tem deixado a segurança de lado. Sarah Pritchard, diretora executiva de mercados da FCA, declarou:

“Não pode haver uma troca entre abertura de conta rápida e fácil e controles robustos de crimes financeiros. Os bancos devem considerar as conclusões desta revisão e continuar aprimorando seus próprios sistemas para evitar danos aos clientes”

Regulamentação dos bancos digitais no Brasil

Os maiores bancos digitais atuando no Brasil, como o Nubank, Banco Inter, C6 Bank, Next e Neon, são todos regulamentados pelo Banco Central. O órgão faz várias exigências antes de liberar o funcionamento, inclusive regras que envolvem proteção digital das transações e dados dos usuários.

Todo banco precisa estar de acordo com as normas determinadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e, no caso de fintechs, o órgão determinou novas regras, na resolução 4658.

Essas regras obrigam as instituições financeiras virtuais a elaborarem uma política de segurança cibernética, com definições de requisitos para a contratação de serviços de armazenamento de dados, de computação em nuvem e de processamento.

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Ou seja, no Brasil, qualquer empresa que decida oferecer serviços financeiros deverá estar de acordo com as normas estabelecidas pelo CMN. As medidas garantem a segurança nas plataformas online para o usuário, porém não impede totalmente os golpes.

Acontece que, no Brasil, grande parte dos golpes financeiros ocorrem não por falha no sistema, mas por um descuido do cliente. Por meio de links falsos e perfis enganosos, a vítima acaba sendo enganada pelos golpistas. 

Pensando nisso, o Banco do Brasil fez um alerta dos principais meios que os criminosos aplicam os golpes; confira aqui.

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Imagem: Pira25 / Shutterstock.com

João Caldas

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João Caldas

Estudante de jornalismo e criador do blog [Re]Cortes Literários. Acredito que o importante não é ver o que ninguém viu, mas pensar diferente o que todo mundo vê.

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