Nesta terça-feira (21), 5 banqueiros e empresários poderosos de Israel exigiram ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que suspendesse de modo imediato o seu projeto de reforma judicial que pode minar os alicerces da democracia, assim como prejudicar a economia.
Bancos e empresas fazem apelo desesperado ao governo pedindo a suspensão da reforma
Banqueiros e empresários pediam a suspensão imediata da reforma judicial. Eles alegam que pode transformar país em uma ditadura.
Eles também acrescentaram que isto “fará do país uma ditadura” e que “[…] esta medida causará graves danos à economia de Israel e, além disso, prejudicará a sociedade israelita no seu conjunto, a sua resistência, a sua segurança e os seus valores”.
A polêmica reforma judicial
Essa não é a primeira vez que isso acontece. O setor bancário e empresarial já havia alertado sobre os problemas e perigos da reforma, principalmente aqueles sociais e econômicos, já que seu objetivo é abolir a capacidade do Supremo Tribunal Israelita para extinguir as leis anticonstitucionais a obter o controle sobre a nomeação dos juízes.
A lista de pessoas que assinaram a carta é dirigida pelo líder do fórum Harel Wiesel, diretor geral do grupo Fox e também os diretores do Bank Mizhari Tefahot, do First International Bank Of Israel, do Bank Hapoalim e, por último, do Bank Leumi e Israel Discount Bank.
Também se juntaram a eles os agentes da seguradora Phoenix e Harel – do grupo Azrieli e Delloite -, Dan Fattal – dos grupos de hotéis Isrotel -, assim como Shufersal, Strauss e Super-Pharm.
Um grande movimento de constatação social
Pode-se dizer que a iniciativa de reformar o poder judicial de Israel causou um dos maiores movimentos de contestação no país. Multidões se reuniram para marchar pela cidade, com a participação de milhões de diferentes setores.
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Devido à pressão da oposição, o Presidente da República precisou propor uma reforma alternativa e menos radical para consenso de todos. Sendo assim, as autoridades de extrema-direita aceitaram suavizar alguns aspectos polêmicos da reforma.
Porém, a lei sobre a nomeação dos juízes continuará de pé previsto no parlamento. A comissão irá passar de 9 para 11 membros.
Imagem: WhiteMocca / Shutterstock
