A oferta de financiamentos de veículos tem sido cada vez mais restrita no Brasil, gerando dificuldades para os consumidores que desejam adquirir um carro por meio de crédito. Diversos fatores contribuem para essa redução, incluindo o temor dos bancos em relação ao aumento da inadimplência, a manutenção da taxa de juros, a instabilidade econômica e a escalada dos preços.
Bancos estão liberando menos financiamentos de carros; entenda o motivo
O menor número de financiamentos de carros concedidos pelos bancos está deixando os consumidores em dificuldades. Confira aqui.
Nesse cenário, entender as razões por trás dessa restrição é essencial para compreender o panorama atual do mercado automotivo.
Aumento da inadimplência e recusa de financiamentos
Segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), a inadimplência no Brasil apresentou um leve avanço. Os contratos com atrasos superiores a 90 dias correspondem a 6,2% de todos os financiamentos em 2023, considerando tanto o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) quanto o leasing. Esse número representa um aumento de 1,3% em relação ao ano anterior.
Dessa forma, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atualmente sete em cada dez financiamentos de carros, novos ou usados, são recusados. Essa recusa está relacionada ao receio dos bancos com o risco de inadimplência e fraudes observadas nesse tipo de operação.
Desafios atuais para a aprovação de novos financiamentos
Outro fator que tem contribuído para a restrição dos financiamentos de carros é a manutenção da taxa Selic em 13,75%. Além disso, a instabilidade econômica e a elevação constante dos preços também têm impactado negativamente a concessão de crédito. Isso porque esses elementos geram um ambiente de incerteza, o que afasta potenciais clientes.
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Segundo a Anef, a maior parte das aquisições de carros novos é realizada à vista, correspondendo a 61% do total. Já os financiamentos representam apenas 34% das compras. Apesar das dificuldades, em 2023 bancos e instituições financeiras liberaram cerca de R$ 47 bilhões para financiamentos, o que representa um aumento de 5,2% em relação ao ano anterior.
Por fim, a expectativa do mercado é que a taxa Selic seja reduzida, o que poderia favorecer a oferta de financiamentos em condições mais favoráveis.
Imagem: PanuShot / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
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