Após a redução do limite da taxa de juros do empréstimo consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de 2,14% para 1,7%, os bancos Bradesco, Itaú, Santander, além do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal interromperam a concessão dessa linha de crédito, alegando que a diminuição “causaria prejuízos ao setor”.
No entanto, para os bancos, o setor público é o mais vantajoso, pois enquanto o teto do INSS é de R$ 7.507,49, os salários do funcionalismo público chegam a ser superiores a R$ 30 mil. Além disso, o setor tem pessoas mais jovens, o que possibilita um maior prazo de pagamento, chegando a 96 meses, já no INSS o prazo limite é de 84 meses.
Baixo risco
Contudo, o empréstimo consignado destinado a aposentados e pensionistas do INSS também é vantajoso, pois é descontado diretamente na folha do benefício, o que faz com que o risco dessa linha de crédito seja baixo, eliminando casos de inadimplência, que ocorre somente na morte do beneficiário, quando não há seguro prestamista (que garante o pagamento do débito).
À vista disso, Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda, e Rui Costa (PT), ministro-chefe da Casa Civil, irão se reunir nesta semana para analisarem uma alternativa para a retomada do consignado do INSS pelos bancos que interromperam a opção.
Menores taxas para servidores públicos
Via de regra, os servidores públicos pagam menos que os beneficiários do INSS pelo empréstimo consignado. De acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), o tíquete médio dos servidores públicos chega a R$ 4,5 mil, já dos aposentados e pensionistas do INSS é de R$ 1,5 mil. Assim, quanto maior o valor da remuneração menor a taxa de juros.
De acordo com os dados do Banco Central, o C6 Bank, por exemplo, cobra juros mensais de 1,95% para servidor público e de 2,10% para beneficiários do INSS. Já o Banco Pan cobra juros de 2,04% ao mês para o funcionalismo e 2,14% para os beneficiários da Previdência Social.
*As informações são do jornal EXTRA.
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