O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Roberto Barroso, 67 anos, demonstra desânimo diante da crescente divisão que se instalou na Corte. Em público, ele tenta minimizar o protagonismo do ministro Alexandre de Moraes, que lidera investigações cruciais, incluindo a apuração sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Barroso pensa em sair do Supremo e Lula já avalia quatro possíveis substitutos
Roberto Barroso considera deixar STF; Lula avalia quatro nomes para eventual substituição no Supremo Tribunal Federal.
Contudo, nos bastidores, o clima é outro. Barroso aparenta impotência para mudar o quadro e sinaliza a possibilidade de deixar o STF após o fim de seu mandato na presidência, previsto para o final de setembro, quando passará o comando para Edson Fachin.
De acordo com fontes próximas, “quem conversa com o presidente do Supremo fica com a impressão de que ele pode sair do Tribunal depois de deixar o cargo”.
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Desafios internos: atuação de Moraes e clima entre ministros

A volta de Barroso ao cargo de ministro integrante da 2ª Turma do STF também não parece promissora. Esse grupo, composto por Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça, apresenta um ambiente pouco alinhado com Barroso, agravando seu isolamento.
O ambiente dentro do STF está bastante tenso. Embora nenhum ministro exponha publicamente sua discordância, o Poder360 apurou críticas internas à forma como Alexandre de Moraes conduz seus processos. A decisão de Moraes de impor tornozeleira eletrônica ao ex-presidente Jair Bolsonaro gerou desconforto na Corte. A prisão domiciliar, decretada antes do julgamento final previsto para setembro, ampliou ainda mais as divergências.
Ministros descontentes esperam que Moraes reveja a medida contra Bolsonaro — pedido já apresentado pelos advogados do ex-presidente. Contudo, a possibilidade de reversão é mínima, especialmente diante da composição da 1ª Turma do STF, que inclui Moraes, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Lula já prepara lista com quatro nomes para possível vaga no STF
Caso Barroso decida realmente deixar o Supremo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá a missão de indicar um novo ministro para a vaga. Lula já nomeou dois ministros no seu terceiro mandato: Cristiano Zanin e Flávio Dino. Agora, quatro nomes são cotados para assumir a cadeira deixada por Barroso.
Os potenciais candidatos são:
- Bruno Dantas – atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU);
- Jorge Messias – ministro da Advocacia-Geral da União (AGU);
- Rodrigo Pacheco – senador por Minas Gerais pelo PSD;
- Vinícius Carvalho – ministro da Controladoria-Geral da União (CGU).
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Essa lista representa diferentes perfis e áreas do governo federal, sinalizando um processo de escolha que deverá considerar não apenas a expertise jurídica, mas também as articulações políticas necessárias para aprovação no Senado.
O temor da Lei Magnitsky no Supremo

Além das tensões internas, cresce o receio entre ministros do STF sobre sanções internacionais. Muitos magistrados temem ser alvos da Lei Magnitsky, que pode impor bloqueios financeiros severos e um impacto quase irreversível na vida econômica daqueles enquadrados.
Segundo fontes, “magistrados do Supremo agora imputam a Moraes esse quadro irreversível”. A decisão administrativa da lei, vinculada ao Departamento do Tesouro dos EUA, dificilmente será revertida durante o governo de Donald Trump, que permanece no cargo por mais três anos e meio.
Com informações de: Poder360
