As ações do Banco do Brasil (BB) registraram uma queda de 2,2% na segunda-feira (25), encerrando o pregão a R$ 20,05. O recuo acontece após uma série de medidas legais adotadas pelo banco para conter fake news envolvendo seu nome e seu posicionamento diante da Lei Magnitsky, regulamentação americana voltada à imposição de sanções contra autoridades estrangeiras.
BB vê ação cair 2% após medida contra fake news envolvendo o banco
Ações do Banco do Brasil (BB) caem 2% após medidas legais contra fake news sobre a instituição e a Lei Magnitsky.
O episódio evidencia a crescente preocupação do setor financeiro com informações falsas que circulam em redes sociais e sites, e que podem gerar impactos diretos na confiança dos investidores e clientes.
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Medidas do BB contra notícias falsas

Na última sexta-feira, o Banco do Brasil acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para que fossem adotadas as medidas jurídicas cabíveis contra o que classificou como “publicações inverídicas e maliciosas” envolvendo a instituição.
“O Banco do Brasil, como relevante integrante do Sistema Financeiro Nacional, teve seu nome, de tradição bissecular, envolvido em diversas fake news que propagam a desordem financeira do país nos últimos dias”, afirmou o BB no ofício à AGU, ao qual a Reuters teve acesso.
De acordo com o documento, a partir de 19 de agosto de 2025, diversos perfis em redes sociais começaram a veicular notícias falsas ligando o banco à aplicação da Lei Global Magnitsky, sancionada pelo governo americano.
“Mais precisamente, diversos perfis de redes sociais veicularam notícia falsa envolvendo o Banco do Brasil e seu posicionamento institucional frente às sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América por meio da OFAC (Office of Foreign Assets Control).”
No ofício, o BB solicitou urgência na adoção de medidas legais e destacou que clientes da instituição chegaram a solicitar esclarecimentos devido ao temor de sanções secundárias falsamente propagadas.
Impacto no mercado financeiro
O recuo das ações do banco nesta segunda-feira não é um evento isolado. No dia 19 de agosto, os papéis do BB haviam caído 6% na B3, em meio a ruídos provocados por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro Flávio Dino afirmou que leis e decisões estrangeiras não se aplicam a brasileiros no Brasil até que sejam homologadas pelo STF, o que foi interpretado pelo mercado como uma referência indireta à Lei Magnitsky, que recentemente afetou autoridades como o ministro Alexandre de Moraes.
Analistas da Genial Investimentos ressaltaram:
“Esse cenário intensificou a aversão a risco no mercado financeiro, ao expor o setor bancário a potenciais consequências relevantes”, afirmaram Eduardo Nishio e Nina Mirazon, em relatório divulgado na última sexta-feira.
A preocupação dos investidores foi agravada por notícias que sugeriam que clientes poderiam retirar seus depósitos do BB, ampliando a volatilidade das ações.
Defesa institucional do Banco do Brasil
O BB reiterou estar preparado para lidar com temas complexos e sensíveis, atuando em conformidade com a legislação brasileira, normas internacionais e regulamentos dos mais de 20 países onde está presente.
“O Banco do Brasil está preparado para lidar com temas complexos e sensíveis que envolvem regulamentações globais e atua em plena conformidade à legislação brasileira, às normas dos mais de 20 países onde está presente e aos padrões internacionais que regem o sistema financeiro.”
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A instituição destacou ainda que, segundo a Lei 7.492/1986, que trata de crimes contra o sistema financeiro nacional, quem divulga informações falsas ou incompletas sobre instituições financeiras pode ser penalizado com reclusão de dois a seis anos e multa.
Essa legislação oferece respaldo jurídico para que o BB tome medidas contra a propagação de informações equivocadas e preserve sua reputação.
Papel da AGU e próximos passos

O banco solicitou à Advocacia-Geral da União (AGU) que sejam adotadas ações legais urgentes para conter os efeitos das notícias falsas. Até o momento, a AGU não se manifestou publicamente sobre o pedido.
Entre as medidas possíveis estão notificações judiciais e ações contra perfis e veículos de comunicação que propagaram as fake news, buscando evitar impactos financeiros e reputacionais para o banco e seus clientes.
Contexto financeiro do BB
Além das notícias falsas, a pressão sobre as ações do BB também se relaciona a desempenho financeiro recente. O resultado do segundo trimestre de 2025 apresentou fragilidade, especialmente devido ao aumento da inadimplência no segmento do agronegócio, que comprometeu a margem operacional do banco.
Apesar disso, o BB mantém sua posição como instituição sólida dentro do Sistema Financeiro Nacional, reforçando que está preparado para enfrentar cenários de crise e regulamentações internacionais complexas.
Com informações de: ISTOÉ DINHEIRO
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