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BB vê ação cair 2% após medida contra fake news envolvendo o banco

Ações do Banco do Brasil (BB) caem 2% após medidas legais contra fake news sobre a instituição e a Lei Magnitsky.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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As ações do Banco do Brasil (BB) registraram uma queda de 2,2% na segunda-feira (25), encerrando o pregão a R$ 20,05. O recuo acontece após uma série de medidas legais adotadas pelo banco para conter fake news envolvendo seu nome e seu posicionamento diante da Lei Magnitsky, regulamentação americana voltada à imposição de sanções contra autoridades estrangeiras.

O episódio evidencia a crescente preocupação do setor financeiro com informações falsas que circulam em redes sociais e sites, e que podem gerar impactos diretos na confiança dos investidores e clientes.

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Medidas do BB contra notícias falsas

Banco do Brasil BB
Imagem: Freepik e Canva

Na última sexta-feira, o Banco do Brasil acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para que fossem adotadas as medidas jurídicas cabíveis contra o que classificou como “publicações inverídicas e maliciosas” envolvendo a instituição.

“O Banco do Brasil, como relevante integrante do Sistema Financeiro Nacional, teve seu nome, de tradição bissecular, envolvido em diversas fake news que propagam a desordem financeira do país nos últimos dias”, afirmou o BB no ofício à AGU, ao qual a Reuters teve acesso.

De acordo com o documento, a partir de 19 de agosto de 2025, diversos perfis em redes sociais começaram a veicular notícias falsas ligando o banco à aplicação da Lei Global Magnitsky, sancionada pelo governo americano.

“Mais precisamente, diversos perfis de redes sociais veicularam notícia falsa envolvendo o Banco do Brasil e seu posicionamento institucional frente às sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos da América por meio da OFAC (Office of Foreign Assets Control).”

No ofício, o BB solicitou urgência na adoção de medidas legais e destacou que clientes da instituição chegaram a solicitar esclarecimentos devido ao temor de sanções secundárias falsamente propagadas.

Impacto no mercado financeiro

O recuo das ações do banco nesta segunda-feira não é um evento isolado. No dia 19 de agosto, os papéis do BB haviam caído 6% na B3, em meio a ruídos provocados por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro Flávio Dino afirmou que leis e decisões estrangeiras não se aplicam a brasileiros no Brasil até que sejam homologadas pelo STF, o que foi interpretado pelo mercado como uma referência indireta à Lei Magnitsky, que recentemente afetou autoridades como o ministro Alexandre de Moraes.

Analistas da Genial Investimentos ressaltaram:

“Esse cenário intensificou a aversão a risco no mercado financeiro, ao expor o setor bancário a potenciais consequências relevantes”, afirmaram Eduardo Nishio e Nina Mirazon, em relatório divulgado na última sexta-feira.

A preocupação dos investidores foi agravada por notícias que sugeriam que clientes poderiam retirar seus depósitos do BB, ampliando a volatilidade das ações.

Defesa institucional do Banco do Brasil

O BB reiterou estar preparado para lidar com temas complexos e sensíveis, atuando em conformidade com a legislação brasileira, normas internacionais e regulamentos dos mais de 20 países onde está presente.

“O Banco do Brasil está preparado para lidar com temas complexos e sensíveis que envolvem regulamentações globais e atua em plena conformidade à legislação brasileira, às normas dos mais de 20 países onde está presente e aos padrões internacionais que regem o sistema financeiro.”

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A instituição destacou ainda que, segundo a Lei 7.492/1986, que trata de crimes contra o sistema financeiro nacional, quem divulga informações falsas ou incompletas sobre instituições financeiras pode ser penalizado com reclusão de dois a seis anos e multa.

Essa legislação oferece respaldo jurídico para que o BB tome medidas contra a propagação de informações equivocadas e preserve sua reputação.

Papel da AGU e próximos passos

Banco do Brasil BB
Imagem: Freepik e Canva

O banco solicitou à Advocacia-Geral da União (AGU) que sejam adotadas ações legais urgentes para conter os efeitos das notícias falsas. Até o momento, a AGU não se manifestou publicamente sobre o pedido.

Entre as medidas possíveis estão notificações judiciais e ações contra perfis e veículos de comunicação que propagaram as fake news, buscando evitar impactos financeiros e reputacionais para o banco e seus clientes.

Contexto financeiro do BB

Além das notícias falsas, a pressão sobre as ações do BB também se relaciona a desempenho financeiro recente. O resultado do segundo trimestre de 2025 apresentou fragilidade, especialmente devido ao aumento da inadimplência no segmento do agronegócio, que comprometeu a margem operacional do banco.

Apesar disso, o BB mantém sua posição como instituição sólida dentro do Sistema Financeiro Nacional, reforçando que está preparado para enfrentar cenários de crise e regulamentações internacionais complexas.

Com informações de: ISTOÉ DINHEIRO

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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