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Banco Central revela alta no juro do rotativo do cartão; confira os valores

Banco Central anuncia alta nas taxas de juros do rotativo do cartão de crédito. Veja os novos valores e entenda as consequências.

Gabriela Ferraz CamargoPor Gabriela Ferraz Camargo3 min de leitura
Diversos cartões de crédito empilhados sobre um teclado.

Recentes dados divulgados pelo Banco Central do Brasil revelaram mudanças importantes nas taxas de juros cobradas nas operações feitas com cartão de crédito. Este relatório vem em um momento crítico, onde a legislação brasileira se ajusta para impor limites nesses juros, visando uma economia mais equilibrada e justa para os consumidores.

A nova lei tem como objetivo reduzir o custo do crédito rotativo, que historicamente tem sido um dos mais altos do mercado. Essas alterações nas taxas de juros são significativas para todos os usuários de cartões de crédito, impactando diretamente o orçamento das famílias e a gestão financeira pessoal.

Impacto da nova legislação nos juros do cartão de crédito

Símbolo de juros vermelho
Imagem: Andrey_Popov / Shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital

De acordo com a atualização mais recente, a média total dos juros cobrados pela utilização do rotativo do cartão de crédito apresentou um leve aumento de 2,2 pontos percentuais de março para abril de 2024. Na prática, isso representa uma elevação de 421,3% para 423,5% ao ano.

Por outro lado, houve uma diminuição significativa nos juros do parcelamento, que saíram de 190,7% para 182,0% ao ano no mesmo período. O impacto da nova lei, que estabelece um teto de 100% nos juros cobrados sobre o principal da dívida em operações de rotativo e parcelado, já começa a ser sentido.

A intenção do legislativo, ao criar essa regra, foi de proteger os consumidores dos juros exorbitantes que vinham sendo aplicados. Entretanto, como o Conselho Monetário Nacional (CMN) não chegou a um consenso, o teto se tornou aplicável automaticamente a partir de janeiro de 2024.

Estatísticas do Banco Central e o novo indicador

Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, esclareceu que, apesar das alterações, não haverá descontinuação das séries históricas de juros. Estas são essenciais para análises de longo prazo e entendimento de tendências do mercado.

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Além disso, destacou-se que, para se adaptar às demandas da nova lei, está sendo desenvolvido um novo indicador. Este deverá fornecer uma visão mais detalhada e precisa do comportamento das taxas de juros, tendo como base uma amostra expandida a partir do meio do ano.

  • Taxa de juros no rotativo em abril: 423,5% ao ano;
  • Taxa de juros no parcelado em abril: 182,0% ao ano;
  • Juros totais com ajuste ao teto legal: De 87,1% para 85,6%.

Imagem: Suradech Prapairat / shutterstock.com

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Gabriela Ferraz Camargo

Autor

Gabriela Ferraz Camargo

Gabriela Ferraz Camargo é bacharel em Direito pela Universidade Paulista (UNIP) e atualmente cursa Publicidade e Propaganda na ESAMC (Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação). No portal Seu Crédito Digital, atua como redatora com foco em temas de interesse público, programas sociais, consumo e cotidiano. Sua formação multidisciplinar contribui para a criação de conteúdos claros, úteis e bem estruturados, que ajudam os leitores a tomar decisões mais conscientes no dia a dia.

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