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BC sofre críticas após manter a taxa Selic em 13,75%

O Banco Central (BC) passou a ser amplamente criticado após ter decidido manter a taxa em 13,75%; entenda melhor.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Fachada do BC (Banco Central do Brasil) com um fundo em granito bege

O Banco Central (BC) foi amplamente criticado por diversas entidades e políticos nesta quarta-feira (22), após ter decidido manter a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, em 13,75%. 

Nesta quarta os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) se reuniram para definir o patamar em que a taxa Selic ficaria. Indo ao encontro da expectativa do mercado, eles decidiram manter o mesmo valor pelo quinto encontro seguido.

Embora o mercado já esperasse que os 13,75% se mantivessem, já que a expectativa é que o ciclo de queda passe a ter início somente após a reunião de maio, a decisão não foi bem vista por membros do governo.

Críticas ao Banco Central

Foi o caso do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que se pronunciou sobre a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, e classificou a decisão do Copom como “preocupante”.

O político destacou que o relatório divulgado pelo governo anteriormente já demonstrava que haveria uma diminuição no déficit em 2023, o que seria uma justificativa para o BC passar a diminuir a taxa de juros no Brasil.

Haddad ainda destacou que considera a decisão preocupante, considerando não só a retração da economia, mas também o fato de que o setor de crédito está com problemas. O BC, em relatório divulgado, dá a entender que pode aumentar a taxa de juros.

CNI se manifesta

Outra entidade que também se manifestou em tom de crítica foi a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Após a divulgação do Copom nesta quarta-feira (22), a instituição se manifestou destacando que manter a taxa em 13,75% é “equivocado”.

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Ainda no seu comunicado, a instituição destacou que espera que o ciclo de redução da Selic passe a acontecer já na próxima reunião, afirmando que a manutenção da taxa é desnecessária neste momento para combater a inflação.

A CNI ainda destaca que manter a taxa básica de juros no patamar em que está traz apenas custos adicionais para a economia do Brasil.

Imagem: rafastockbr/shutterstock.com

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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