Um estudo recente realizado pelo Datafolha indicou que 17% dos beneficiários do programa de transferência de renda do governo federal, o Bolsa Família, afirmaram já ter feito apostas esportivas online. Este número chega a ser similar ao da população em geral que aposta nestes jogos, totalizando 15%.
Cerca de um terço dos apostadores beneficiários deste programa relatam gastar mais de R$ 100 por mês nestes sites. Além disso, 60% destes indivíduos confirmam fazer apostas mensais com valores superiores a R$ 50. Entre aqueles que não recebem o benefício da bolsa, a proporção é de 4 em cada 10.
Popularidade das apostas online no país
A pesquisa do Datafolha revelou que as apostas online são disseminadas em todo o país, com maior adesão entre os jovens e homens. Em dezembro de 2023, o Bolsa Família repassou uma média de R$ 680,61 para mais de 21 milhões de famílias. O Datafolha realizou a pesquisa em 135 municípios, entrevistando 2.004 pessoas com 16 anos ou mais de todas as regiões.
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Há quatro anos, o governo de Jair Bolsonaro (PL) teve a oportunidade de regulamentar o mercado de apostas, mas não o fez. Isso resultou em um grande boom de casas de apostas voltadas para o público brasileiro, sem que houvesse regras claras para atuar neste setor. O governo Lula (PT) iniciou os esforços de regulamentação no ano passado, visando a conclusão total da regulamentação até o primeiro semestre de 2023.
Impactos da prática
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Dessa forma, as histórias como a de Dalton da Silva Gomes, 28, um motoboy e ex-beneficiário do Bolsa Família que gasta centenas de reais por mês em apostas destacam a necessidade de regulamentação e precauções em relação a este mercado em crescimento.
Com 15% da população geral e 16% daqueles desempregados ou autônomos afirmam já ter feito apostas. Assim, é crucial que regulamentemos adequadamente esse segmento para proteger os consumidores.
Imagem: Rafapress / Shutterstock.com
