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Velocidade atualizada na Via Expressa de BH entra em vigor

Velocidade máxima na Via Expressa, em BH, agora é de 60 km/h. Medida visa aumentar a segurança no trânsito.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
velocidade

A Via Expressa, uma das principais avenidas de Belo Horizonte, teve seu limite de velocidade reduzido para 60 km/h em toda a extensão. A nova regra, que entrou em vigor nesta terça-feira, 17 de junho, integra um conjunto de medidas da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para promover mais segurança no trânsito urbano.

Antes da mudança, alguns trechos da via — especialmente entre o bairro Coração Eucarístico e a divisa com Contagem — permitiam velocidade de até 80 km/h. A PBH justifica a alteração com base em estudos que apontam a redução da velocidade como fator crucial para minimizar a gravidade de acidentes e salvar vidas.

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Sinalização reforçada e radares ajustados

via expressa
Imagem: Freepik

Para garantir que os motoristas estejam informados da nova regulamentação, a via já recebeu 20 novas placas de sinalização e faixas informativas foram instaladas ao longo do trajeto. A BHTrans, responsável pelo trânsito da capital, também iniciou o processo de ajuste dos radares eletrônicos, que passarão a registrar infrações com base no novo limite de 60 km/h.

A ação não foi surpresa: a mudança havia sido anunciada oficialmente pela prefeitura na última quinta-feira (12 de junho), o que deu tempo para a divulgação e preparação do novo sistema de controle.

Via com histórico de acidentes

De acordo com levantamento do jornal O TEMPO, a Via Expressa ocupa a 20ª posição no ranking de vias com mais acidentes registrados na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Diante desse cenário, a medida surge como resposta a um histórico preocupante e visa reverter as estatísticas negativas.

Ao longo dos anos, a via ganhou fama por sua extensão e facilidade de deslocamento, mas também pelos números significativos de colisões e atropelamentos.

Especialistas apoiam a medida

A mudança foi bem recebida por especialistas da área. O diretor da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (AMMETRA), Alysson Coimbra, avalia que a redução de velocidade é uma das ferramentas mais eficazes para prevenir mortes no trânsito, independentemente do tipo de via.

“A velocidade é cientificamente comprovada como um fator que potencializa o agravamento das lesões decorrentes de acidentes de trânsito, inclusive com aumento do risco de morte instantânea no local”, explicou Coimbra.

Para o especialista, o controle rigoroso da velocidade — por meio de radares, limites bem definidos e fiscalização constante — deve ser uma prioridade nas políticas públicas de mobilidade urbana.

Trânsito mais seguro não significa trânsito mais lento

Um dos argumentos mais comuns contra a redução de velocidade é a possível perda de fluidez no tráfego. No entanto, Coimbra rebate essa visão. Para ele, a ideia de que “correr garante mais agilidade” é um mito perigoso.

“É uma ilusão achar que, quanto mais se corre, mais rápido se chega. O excesso de velocidade só nos leva mais depressa para onde não queremos estar: um pronto-socorro”, alertou o diretor da AMMETRA.

Ele defende que, com planejamento e respeito às regras, é possível chegar com segurança e pontualidade aos compromissos diários.

Impacto direto na segurança viária

Estudos internacionais e dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçam que a redução da velocidade nas cidades salva vidas. Segundo estimativas da entidade, uma redução de apenas 5% na velocidade média dos veículos pode diminuir em até 30% o número de acidentes fatais.

A experiência de grandes centros urbanos, como Paris e Bogotá, que também reduziram os limites nas principais vias, mostra que menos velocidade significa menos mortes. A iniciativa de Belo Horizonte segue essa mesma linha.

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Comunicação com os motoristas será essencial

Apesar da medida estar em vigor, o sucesso da nova velocidade dependerá, em grande parte, da adesão consciente dos motoristas. Para isso, a PBH e a BHTrans devem continuar investindo em campanhas educativas, alertando sobre os benefícios da redução de velocidade e os riscos de desrespeitá-la.

Além da sinalização física, o uso de meios digitais, redes sociais e rádios locais pode ser uma estratégia eficiente para alcançar um público mais amplo e garantir o cumprimento da norma.

Mais que uma norma, um passo para a cultura de paz no trânsito

A nova regra não deve ser vista apenas como uma imposição, mas como parte de uma mudança cultural necessária. O trânsito urbano precisa deixar de ser um campo de disputa para se tornar um espaço de convivência segura, onde todos — motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres — tenham seu direito à vida respeitado.

Ao optar por medidas que priorizam a segurança em vez da velocidade, a cidade avança em direção a um modelo mais humano e sustentável de mobilidade.

Próximos passos

Veículos trafegam por rodovia velocidade
imagem: Facundo Florit / Shutterstock.com

A PBH ainda não informou se outras vias da capital também passarão por ajustes semelhantes, mas já sinalizou que ações de segurança viária continuarão sendo prioridade em sua gestão.

A expectativa é que resultados positivos na Via Expressa possam inspirar novos projetos e políticas públicas voltadas à preservação de vidas no trânsito.

Com informações de: O TEMPO

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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