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Bilionário desaparece e seu banco entra em crise; entenda o caso

Sumiço de famoso bilionário do setor financeiro foi comunicado por sua própria empresa, o que fez as ações despencarem. Entenda o caso!

João Renato Ferreira da SilvaPor João Renato Ferreira da Silva2 min de leitura
Gripe aviária

O banqueiro bilionário Bao Fan, um dos maiores nomes da indústria da tecnologia da China, está desaparecido há mais de duas semanas. A informação foi divulgada por seu próprio banco de investimentos, China Renaissance, o que fez as ações da empresa caírem cerca de 30% após o comunicado.

As primeiras suspeitas em torno do desaparecimento de Fan especulavam sobre uma possível prisão do executivo pelo governo chinês, o que não é incomum no setor financeiro do país. No domingo (26), a empresa confirmou que ele estava “cooperando com uma investigação realizada por certas autoridades”.

O caso do bilionário Bao Fan e outros desaparecimentos

Se as suspeitas da atuação do governo no sumiço de Fan se confirmarem por completo, essa não será a primeira vez. Isso porque o bilionário seria mais um em uma série de nomes do setor financeiro chinês que desapareceram durante investigações de corrupção conduzidas pelo Estado.

Em reportagem sobre o caso, a BBC cita três nomes dos últimos anos. São os empresários Guo Guangchang (desaparecido por dias em 2015), Xiao Jianhua (preso em 2017) e Jack Ma (afastado por meses em 2020).

Em suma, analistas internacionais consideram que o Partido Comunista Chinês adota essa prática para garantir que a atuação de grandes empresas do país, como a do bilionário Bao Fan, esteja alinhada com as políticas do governo.

Crise na China Renaissance

De acordo com a agência Caixin, em setembro de 2022, o então presidente da China Renaissance, Cong Lin, também foi preso. Ele estava sendo investigado por seu trabalho anterior no banco estatal ICBC. Assim, investidores próximos acreditam que as duas investigações estão relacionadas.

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“Não sabemos se eles estão detidos em um hotel ou se estão em algum tipo de cela prisional”, disse o coordenador de pesquisa e defesa do DDHC (Defensores de Direitos Humanos Chineses), William Nee, à agência DW.

Em 17 de fevereiro, após o desaparecimento do bilionário, as ações da China Renaissance chegaram a cair 50% na Bolsa de Valores de Hong Kong. Ao final do dia, fecharam com uma queda de 28%.

Imagem: Golden Dayz / Shutterstock.com

João Renato Ferreira da Silva

Autor

João Renato Ferreira da Silva

Formado em Jornalismo e estudante de Letras na Universidade Estadual de Londrina (UEL).

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