O governo federal assinou um decreto que torna o uso da biometria obrigatório na concessão de benefícios sociais, reforçando a segurança e o controle no acesso aos programas públicos. A medida, anunciada pelo presidente Lula nesta quarta-feira (23), será implantada de forma gradual, oferecendo um período de adaptação para quem já é beneficiário.
Benefícios sociais passam a exigir biometria para concessão
Biometria passa a ser obrigatória para concessão de benefícios sociais, com foco em segurança e proteção de dados.
Essa nova etapa na digitalização do serviço público integra uma série de ações para modernizar a gestão dos dados do cidadão, reforçando a soberania sobre informações sensíveis, principalmente no que tange à privacidade e à segurança da população. Além da biometria, outras iniciativas que envolvem governança digital e integração de dados na área da saúde foram anunciadas.
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Biometria: tecnologia a favor da segurança e da eficiência

A partir de agora, a comprovação de identidade para acesso a benefícios sociais exigirá obrigatoriamente a autenticação por biometria, que utiliza características únicas do indivíduo, como impressões digitais ou reconhecimento facial. Esse recurso tecnológico visa evitar fraudes e garantir que os recursos públicos cheguem efetivamente aos destinatários corretos.
A implantação do sistema ocorrerá em fases, respeitando um período de adaptação para os atuais beneficiários, o que facilita a transição e evita prejuízos. O governo destaca que essa medida é parte de um esforço contínuo para aprimorar o atendimento e reduzir irregularidades no sistema de assistência social.
Governança digital e proteção de dados: a Nuvem Soberana
Paralelamente à adoção da biometria, o governo lançou uma iniciativa para fortalecer a governança digital, centralizada na utilização da chamada Nuvem Soberana. Trata-se de uma infraestrutura de armazenamento de dados que garante que as informações críticas do cidadão sejam mantidas dentro do território nacional e sob controle de uma empresa pública.
Segundo a ministra da Gestão e Inovação, Ester Dweck, a soberania dos dados é fundamental para assegurar a privacidade e a proteção das informações pessoais. “Se o dado tem algum tipo de criticidade, ele tem que estar dentro do Brasil, dentro da nossa empresa pública. A gente tem que saber onde eles estão fisicamente. Isso garante uma soberania sobre os dados enorme”, explicou.
Essa medida reforça o compromisso do governo com a segurança da informação, alinhando-se às melhores práticas internacionais e à legislação vigente, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Avanços na saúde pública: integração e segurança dos dados
Outro ponto destacado no decreto é a integração dos dados na Rede Nacional de Dados em Saúde e no Prontuário Eletrônico, que permitirá uma visão unificada e segura das informações de saúde da população. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que o sistema será implantado com foco na ética e no respeito à privacidade.
“A melhoria na capacidade de cuidar da saúde passa pela integração dos dados, mas sempre com segurança para a população. Outros órgãos do governo poderão utilizar esses dados, dentro do que a LGPD determina, para fortalecer as ações públicas”, afirmou.
Essa iniciativa deve agilizar diagnósticos, tratamentos e o planejamento de políticas públicas, beneficiando diretamente os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Novos aplicativos facilitam acesso e autenticidade
Além das medidas sobre biometria e governança, o governo lançou dois novos aplicativos que ampliam a digitalização dos serviços públicos:
- Meu Imóvel Rural: centraliza informações sobre propriedades rurais, reunindo dados cadastrais e eventuais pendências em um único ambiente digital, facilitando a gestão pelos proprietários e órgãos fiscalizadores.
- Validação da Carteira Nacional de Identidade: aplicativo que permite a checagem da autenticidade da CNH e de outros documentos de identidade, proporcionando maior segurança e confiabilidade no uso desses documentos digitais.
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Esses aplicativos fazem parte do pacote de modernização do governo para garantir mais transparência e agilidade no acesso a serviços públicos.
O que muda para os beneficiários?

Para os cidadãos que recebem benefícios sociais, a adoção da biometria significa uma maior segurança no processo de concessão e na manutenção do direito aos auxílios. Embora a tecnologia exija um processo inicial de cadastro biométrico, a expectativa é que, com o tempo, o sistema se torne mais eficiente, reduzindo fraudes e agilizando liberações.
A gradualidade na implementação evita transtornos, permitindo que os beneficiários se adaptem ao novo sistema sem perder seus direitos durante o período de transição.
Desafios e perspectivas futuras
A introdução da biometria e das novas ferramentas digitais representa um avanço tecnológico significativo, mas também traz desafios, principalmente relacionados à inclusão digital e à proteção dos dados sensíveis. O governo afirma estar atento a essas questões, adotando medidas para garantir que todas as pessoas, inclusive as que têm dificuldades de acesso à tecnologia, possam usufruir dos benefícios de forma plena e segura.
Além disso, a consolidação da Nuvem Soberana e a integração dos dados de saúde reforçam a necessidade de uma governança ética e transparente, que respeite os direitos dos cidadãos e contribua para políticas públicas mais eficientes.
Com informações de: Radioagência Nacional
