O governo federal prorrogou para 31 de dezembro de 2026 o prazo para que beneficiários do Bolsa Família e de outros programas sociais realizem o cadastro biométrico obrigatório. A medida tem como objetivo aumentar a segurança dos pagamentos, evitar fraudes e integrar os dados dos cidadãos ao novo sistema de identificação nacional.
Cadastro biométrico será exigido para manter Bolsa Família
Beneficiários do Bolsa Família terão até dezembro de 2026 para cadastrar biometria e manter pagamentos. Saiba como emitir a CIN.
A exigência vale para inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal) e também alcança quem recebe benefícios como salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária, pensão por morte, seguro-desemprego e abono salarial.
O cadastramento será feito gratuitamente por meio da emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substituirá gradualmente o antigo RG em todo o país.
O que muda?
Leia mais: INSS adotará biometria da CIN em novos benefícios a partir de 2027
A principal mudança é que os beneficiários precisarão ter biometria cadastrada para continuar acessando pagamentos e benefícios sociais vinculados ao CPF.
Na prática, o governo pretende unificar os registros civis brasileiros em um único banco nacional de dados. A CIN utiliza o CPF como número único de identificação, reduzindo duplicidades e dificultando fraudes cadastrais.
A exigência da biometria já vinha sendo discutida desde 2024, mas o prazo inicial terminaria em maio de 2026. Com a prorrogação, milhões de brasileiros ganharam mais tempo para regularizar a situação.
Quem precisa fazer?
O procedimento será obrigatório para:
- Beneficiários do Bolsa Família;
- Famílias inscritas no CadÚnico;
- Trabalhadores que recebem abono salarial;
- Pessoas que solicitam seguro-desemprego;
- Beneficiários de salário-maternidade;
- Segurados que recebem benefício por incapacidade;
- Pensionistas do INSS.
Mesmo quem já possui RG antigo poderá precisar emitir a nova CIN para registrar a biometria no sistema nacional.
O que é a CIN?
A Carteira de Identidade Nacional é o novo modelo de documento civil adotado no Brasil. Ela substitui o RG estadual tradicional e utiliza o CPF como identificação única.
Entre as principais vantagens da CIN estão:
Integração digital
O documento pode ser acessado digitalmente pelo aplicativo Gov.br após a emissão física.
Maior segurança
A biometria facial e digital reduz riscos de fraude em benefícios sociais, aposentadorias e serviços públicos.
Como emitir?
O processo é gratuito para a primeira via da Carteira de Identidade Nacional.
Acesse o portal oficial do seu estado
Cada estado possui sistema próprio de emissão da CIN. O cidadão deve acessar o portal oficial do instituto de identificação estadual ou da Polícia Civil responsável pelo serviço.
No site, será possível:
- Agendar atendimento;
- Escolher posto de emissão;
- Selecionar data e horário;
- Consultar documentos exigidos.
Compareça ao posto de atendimento
No dia agendado, será realizada:
- Coleta das digitais;
- Fotografia facial;
- Conferência documental;
- Validação do CPF.
Leve os documentos obrigatórios
Os principais documentos exigidos são:
Para solteiros
- Certidão de nascimento original.
Para casados
- Certidão de casamento original.
Também pode ser solicitado:
- CPF regularizado;
- Comprovante de residência;
- Documento antigo com foto.
O que acontece?
Quem não realizar o cadastramento até o fim de 2026 poderá enfrentar bloqueios temporários nos pagamentos até regularizar a situação.
O objetivo do governo não é cancelar automaticamente os benefícios, mas impedir inconsistências cadastrais e pagamentos indevidos.
Especialistas em políticas públicas alertam que manter o CadÚnico atualizado continuará sendo essencial mesmo após a biometria.
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CadÚnico atualizado
Além da biometria, famílias do Bolsa Família precisam manter os dados do CadÚnico atualizados a cada dois anos ou sempre que houver mudanças na composição familiar.
Devem ser informadas alterações como:
- Mudança de endereço;
- Nascimento de filhos;
- Alteração de renda;
- Mudança de escola das crianças;
- Falecimento de integrante da família.
A falta de atualização pode provocar bloqueio, suspensão ou cancelamento do benefício.
Novo RG já foi emitido para milhões de brasileiros
A emissão da CIN vem crescendo rapidamente no Brasil. Dados divulgados pelo governo federal mostram que dezenas de milhões de brasileiros já solicitaram o novo documento.
A expectativa é que a substituição do RG tradicional aconteça gradualmente nos próximos anos, acompanhando a digitalização dos serviços públicos.
Biometria já cadastrada
Em muitos estados, o cidadão consegue verificar a situação pelo:
- Portal estadual de identificação;
- Aplicativo Gov.br;
- Atendimento do CadÚnico;
- CRAS da cidade.
Quem já possui biometria cadastrada em documentos recentes poderá ter parte das informações reaproveitadas, dependendo das regras estaduais.
Governo quer reduzir fraudes em benefícios sociais
A integração biométrica faz parte de um conjunto de medidas adotadas pelo governo federal para aumentar o controle sobre programas sociais.
Nos últimos anos, órgãos de fiscalização identificaram pagamentos indevidos ligados a:
- Cadastros duplicados;
- Uso de documentos falsos;
- Dados desatualizados;
- Fraudes previdenciárias.
Com a biometria integrada nacionalmente, a expectativa é tornar a identificação mais segura e agilizar serviços públicos.
Considerações finais
O cadastro biométrico obrigatório representa uma nova etapa da modernização dos programas sociais brasileiros. Beneficiários do Bolsa Família e de outros auxílios terão até 31 de dezembro de 2026 para emitir a Carteira de Identidade Nacional e registrar suas digitais e fotografia.
Embora o prazo tenha sido ampliado, especialistas recomendam não deixar o procedimento para última hora, já que a procura pelos postos de emissão pode aumentar nos próximos meses.
Manter o CadÚnico atualizado e possuir a biometria regularizada será fundamental para evitar bloqueios e garantir continuidade no recebimento dos benefícios sociais.
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