O Bitcoin (BTC), a principal criptomoeda do mundo, finalmente rompeu a barreira psicológica e histórica dos US$ 100 mil. O movimento, aguardado com ansiedade por analistas, investidores e entusiastas do mercado cripto, vem acompanhado de uma confluência de fatores que estão transformando o BTC em um verdadeiro “ativo institucional”.
BlackRock impulsiona Bitcoin acima de US$ 100 mil com aportes recordes em ETFs
O Bitcoin mantém-se acima de US$ 100 mil, impulsionado por aportes institucionais em ETFs liderados pela BlackRock. Saiba mais sobre o cenário atual do mercado!
Entre os principais protagonistas dessa escalada está a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, cujos aportes em ETFs de Bitcoin têm sustentado o rally recente e influenciado o comportamento de outros grandes investidores.
Neste artigo, exploramos em profundidade:
- A atuação da BlackRock e seu impacto no mercado;
- A dinâmica dos ETFs de Bitcoin nos EUA;
- A análise técnica por trás da consolidação acima dos US$ 100 mil;
- Os fundamentos macroeconômicos que dão suporte à alta;
- E as perspectivas futuras para o preço do Bitcoin.
Leia mais:
Investimentos institucionais e ETFs: o novo pilar de sustentação do Bitcoin

No cenário atual, o destaque absoluto fica por conta do ETF iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock. Em apenas um dia, o fundo registrou entradas líquidas de US$ 232,9 milhões, tornando-se o líder entre os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos.
Desde sua aprovação pela SEC (Securities and Exchange Commission) em janeiro de 2024, o IBIT tem mostrado um desempenho consistente, acumulando mais de US$ 20 bilhões em ativos sob gestão (AUM). A confiança da BlackRock neste mercado é interpretada como um selo de validação institucional que arrasta outros players.
Crescimento exponencial dos ETFs nos EUA
O mercado de ETFs nos EUA ultrapassou US$ 400 bilhões em entradas líquidas no acumulado de 2025, segundo dados da Bloomberg. Somente os ETFs de Bitcoin concentraram mais de US$ 50 bilhões em entradas desde o início do ano.
A tendência indica que estamos diante de um novo paradigma, em que o acesso regulamentado via ETFs permite que fundos de pensão, family offices, seguradoras e bancos participem do mercado de criptomoedas sem precisar comprar ou custodiar ativos diretamente.
Outros ETFs relevantes no mercado
Embora a BlackRock lidere em volume, outros ETFs também se destacam:
- Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC);
- ARK 21Shares Bitcoin ETF (ARKB);
- Bitwise Bitcoin ETF (BITB).
Esses fundos ajudam a compor o novo ecossistema institucional de Bitcoin, ampliando a liquidez e a estabilidade do mercado.
Análise técnica: Bitcoin consolida acima de US$ 100 mil
Com a ultrapassagem da marca de US$ 100 mil, o Bitcoin entrou em zona de descoberta de preço, o que torna as resistências mais especulativas. No momento:
- Suporte imediato: US$ 103.500
- Próxima resistência: US$ 108.200
A capacidade de o BTC se manter acima do suporte de US$ 100 mil tem atraído ainda mais compradores e impulsionado novos aportes institucionais.
Indicadores técnicos apontam para continuidade da alta
Diversos indicadores reforçam a tendência altista:
- Canal Donchian: Em expansão, com máximas e mínimas ascendentes.
- Parabolic SAR: Mantido abaixo da curva de preço, sinalizando tendência de alta.
- Oscilador Klinger: Acima da linha zero e da média de sinal, ainda que com leve divergência de momentum.
Volume e liquidez aumentam com ETFs
A liquidez do mercado de Bitcoin atingiu recordes históricos com os ETFs spot, tornando as movimentações mais previsíveis e menos voláteis. O número de contratos futuros abertos também cresceu, indicando forte interesse especulativo institucional.
Macroeconomia: um ciclo de afrouxamento monetário à vista
A expectativa de que o Federal Reserve possa iniciar cortes nas taxas de juros ainda em 2025 está alimentando o apetite por ativos de risco. Com inflação sob controle e sinais de desaceleração econômica, o ambiente torna-se favorável para ativos como Bitcoin.
Recentes avanços diplomáticos, incluindo um novo acordo comercial entre Estados Unidos e China, reduziram a percepção de risco global. Isso reverte parte do movimento “fly to quality” que beneficiava apenas ouro e dólar, permitindo que o BTC se beneficie da busca por retorno.
Com o sistema bancário dos EUA mais estabilizado após crises regionais em 2023 e 2024, o temor de colapsos financeiros diminuiu. O Bitcoin passa a ser visto menos como hedge contra catástrofes e mais como ativo de crescimento e diversificação.
Adoção institucional ganha novo fôlego
Companhias como MicroStrategy, Tesla e Block (ex-Square) mantêm suas estratégias de aquisição de Bitcoin. Além disso, multinacionais de tecnologia, como Google e Meta, já discutem internamente a utilização de criptomoedas para pagamentos de serviços digitais.
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Fundos soberanos exploram o Bitcoin
O fundo soberano da Noruega (Norges Bank) e o fundo de pensão do Japão (GPIF) estudam a possibilidade de alocar frações de seus portfólios em ETFs de Bitcoin, o que pode abrir uma nova fronteira de demanda institucional.
Riscos e pontos de atenção
O RSI (Relative Strength Index) de curto prazo está em níveis de sobrecompra, o que pode gerar pequenas correções ou realizações pontuais. Correções para a faixa de US$ 95 mil não seriam sinais de reversão, mas sim ajustes naturais.
Apesar do avanço dos ETFs, ainda há incertezas sobre regulações futuras. A SEC pode adotar uma postura mais dura diante de altcoins, plataformas DeFi e stablecoins, o que afetaria o sentimento geral do mercado.
A liquidez dos ETFs é vantajosa, mas também cria uma dependência. Caso as entradas se revertam para saídas, o preço do Bitcoin pode sofrer pressão significativa em curto prazo.
Projeções para o Bitcoin em 2025 e 2026
Com base em modelos como Stock-to-Flow, regressão logarítmica e valor de mercado realizado (MVRV), analistas projetam que o Bitcoin pode atingir entre US$ 135 mil e US$ 160 mil até o final de 2025.
O halving de abril de 2024 reduziu a recompensa dos mineradores para 3,125 BTC por bloco, o que aumenta a escassez e pressiona o preço para cima em um contexto de forte demanda institucional.
A adoção por países em desenvolvimento, especialmente na África e América Latina, somada à criação de legislações mais claras nos EUA e União Europeia, deve consolidar o Bitcoin como uma classe de ativo global.
Considerações finais

A marca dos US$ 100 mil para o Bitcoin não é apenas simbólica. Ela representa a entrada definitiva da criptomoeda no universo financeiro tradicional, impulsionada por ETFs como o da BlackRock, apoio macroeconômico, fundamentos técnicos sólidos e crescente participação institucional.
Embora existam riscos e pontos de cautela, o horizonte de médio e longo prazo permanece otimista. O Bitcoin não é mais uma aposta alternativa: é uma peça central no tabuleiro global de investimentos.
