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Bitcoin recua e perde US$ 71 mil em meio a queda do setor tech

Bitcoin cai quase 8%, fica abaixo de US$ 71 mil e arrasta criptomoedas em meio a liquidez reduzida e queda global de ações.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
Bitcoin

O Bitcoin voltou a sofrer forte pressão nesta quinta-feira, registrando uma queda próxima de 8% e renovando mínimas abaixo de US$ 71 mil. O movimento ocorre em um ambiente de liquidez reduzida, venda generalizada de ativos de risco e aumento das tensões nos mercados globais, especialmente no setor de tecnologia.

Por volta de 00h22 (horário de Brasília), a criptomoeda era negociada a cerca de US$ 70.533, permanecendo no menor nível desde o início de novembro de 2024. O recuo reforça uma sequência negativa: o bitcoin caiu em sete das últimas oito sessões e já acumula uma desvalorização superior a 40% desde o pico histórico próximo de US$ 126 mil, alcançado em outubro.

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Liquidez reduzida amplifica a queda do bitcoin

Relatórios recentes apontam que a liquidez no mercado de criptomoedas está significativamente menor, o que amplia a volatilidade e intensifica movimentos bruscos de preço. Em cenários assim, pequenas ordens de venda podem provocar quedas desproporcionais, especialmente quando níveis técnicos amplamente acompanhados são rompidos.

Foi exatamente esse o caso após o bitcoin perder o patamar de US$ 75 mil. A quebra desse nível acionou ordens automáticas de stop-loss e levou a uma cascata de liquidações forçadas, sobretudo no mercado de derivativos, onde muitos investidores operam com alavancagem elevada.

Venda global de ações de tecnologia pressiona ativos de risco

A queda do bitcoin ocorreu em paralelo a uma forte liquidação de ações de tecnologia ao redor do mundo. Investidores reagiram negativamente a preocupações sobre o ritmo de adoção da inteligência artificial e ao aumento expressivo dos gastos de capital por grandes empresas do setor, fatores que passaram a pesar nas avaliações.

As perdas nas bolsas dos Estados Unidos se espalharam rapidamente para os mercados asiáticos e reforçaram o movimento de aversão ao risco. Nesse contexto, as criptomoedas voltaram a se comportar de forma semelhante às ações de alto crescimento, algo que tem se tornado mais frequente em períodos de estresse financeiro.

Liquidações superam US$ 770 milhões em 24 horas

O desmonte acelerado de posições alavancadas agravou ainda mais a queda. Dados da CoinGlass mostram que quase US$ 770 milhões em posições de criptomoedas foram liquidados nas últimas 24 horas.

Essas liquidações forçadas costumam criar um efeito dominó: à medida que posições são encerradas automaticamente, novas ordens de venda entram no mercado, pressionando ainda mais os preços e alimentando a volatilidade.

Pressões macroeconômicas aumentam aversão ao risco

Além do estresse nos mercados acionários, fatores macroeconômicos também contribuíram para o enfraquecimento das criptomoedas. O fortalecimento do dólar americano e a alta dos rendimentos dos títulos globais reduziram o apetite por ativos considerados mais especulativos.

Esse cenário afeta não apenas criptomoedas, mas também outras classes de ativos. Metais preciosos, tradicionalmente vistos como reserva de valor, também sofreram perdas relevantes, sinalizando condições de liquidez frágeis de forma generalizada.

Ouro e prata também recuam com estresse de liquidez

A prata liderou as perdas entre os metais, com queda próxima de 17% nas negociações asiáticas, apagando ganhos recentes e apresentando oscilações incomuns. O ouro também recuou, apesar de seu histórico como ativo defensivo, reforçando a percepção de que investidores estão buscando liquidez imediata em detrimento de proteção de longo prazo.

Altcoins acompanham o movimento de queda

A pressão não ficou restrita ao bitcoin. As principais altcoins também registraram quedas expressivas em meio à venda generalizada.

O Ethereum, segunda maior criptomoeda do mundo, caiu 7,4%, sendo negociado próximo de US$ 2.098. Já o XRP teve uma das maiores quedas do dia, despencando cerca de 10%, para US$ 1,42.

Outros ativos relevantes também recuaram:

  • Solana: queda de aproximadamente 6%
  • Cardano: recuo de 5%
  • Polygon: perda de 3,2%

Entre os tokens meme, Dogecoin caiu cerca de 6%, enquanto o token $TRUMP recuou 3,5%, acompanhando o movimento de aversão ao risco.

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Correlação com ações cresce em momentos de estresse

O episódio reforça uma tendência observada nos últimos anos: em momentos de tensão nos mercados globais, criptomoedas passam a se comportar de forma semelhante a ações de crescimento, perdendo o status de descorrelação que muitos investidores esperavam.

Essa dinâmica tem implicações importantes para o investidor brasileiro, especialmente para quem utiliza criptoativos como diversificação de carteira. Em períodos de liquidez apertada, a proteção esperada pode não se concretizar.

Inteligência artificial e estratégias quantitativas ganham espaço

Enquanto o mercado enfrenta forte volatilidade, cresce o uso de ferramentas baseadas em inteligência artificial para seleção de ativos e construção de carteiras. Plataformas como a Investing.com vêm apostando em modelos quantitativos que analisam grandes volumes de dados para identificar oportunidades mesmo em cenários adversos.

Segundo dados divulgados pela empresa, estratégias baseadas em IA conseguiram superar índices de referência em parte relevante das carteiras globais no acumulado recente, especialmente no setor de tecnologia. Ainda assim, especialistas alertam que nenhuma estratégia elimina totalmente os riscos em ambientes de estresse sistêmico.

O que esperar do mercado cripto daqui para frente

O comportamento do bitcoin nos próximos dias deve depender, sobretudo, da evolução da liquidez global, do desempenho das ações de tecnologia e da trajetória do dólar e dos juros internacionais. Enquanto esses fatores permanecerem pressionados, a volatilidade tende a continuar elevada.

Para o investidor, o momento reforça a importância de gestão de risco, cautela com alavancagem e compreensão de que, em cenários de estresse, diferentes classes de ativos podem cair simultaneamente.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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