O Bitcoin acaba de alcançar um novo marco em sua trajetória rumo à consolidação como ativo financeiro global. Segundo dados divulgados pela Ark Invest, gestora liderada por Cathie Wood, cerca de 74% de toda a oferta de BTC está agora nas mãos de investidores de longo prazo — o maior percentual em 15 anos.
Esse patamar inédito revela não apenas uma mudança comportamental entre os detentores da criptomoeda, mas também sinaliza um crescente reconhecimento do Bitcoin como reserva de valor confiável, frequentemente chamado de “ouro digital”.
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À medida que grandes investidores mantêm suas posições e resistem à volatilidade, o mercado passa por uma transformação estrutural.
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O que significa ser um “investidor de longo prazo” no universo cripto?
155 dias como critério de consolidação de posições
De acordo com a definição da Ark Invest, um investidor de longo prazo é aquele que mantém seu Bitcoin por pelo menos 155 dias consecutivos.
Esse critério é amplamente aceito na indústria, pois representa um ponto de inflexão estatístico onde os detentores demonstram maior propensão a não venderem seus ativos diante de oscilações de curto prazo.
Perfil resiliente indica maturidade do mercado
A consolidação dessa base de holders também indica uma redução da oferta circulante disponível em bolsas, o que contribui para aumentar a escassez e pressionar positivamente o preço.
O comportamento mais “mão de ferro” dos investidores mostra que o ecossistema amadureceu: o BTC não é mais visto apenas como ativo especulativo, mas como uma reserva estratégica.
A escalada institucional e os ETFs de Bitcoin
ETFs aumentam apelo institucional pela cripto líder
A crescente adoção institucional é um dos principais motores por trás desse fenômeno. A introdução e popularização dos ETFs de Bitcoin, especialmente nos EUA, permitiu que grandes fundos e investidores institucionais acessassem a cripto sem necessidade de custódia direta, simplificando a entrada no mercado.
Entre os principais fundos que já adotam o BTC em sua composição estão o iShares Bitcoin Trust (da BlackRock), o Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund, e o ARKB, da própria Ark Invest. Essas estruturas permitiram bilhões em aportes desde sua aprovação, alterando profundamente a dinâmica de demanda da criptomoeda.
Corporações também aderem ao BTC como tesouro corporativo
Além dos ETFs, empresas estão alocando Bitcoin em seus balanços como forma de diversificação e proteção contra inflação. Ações como as da MicroStrategy, Tesla e, mais recentemente, Sequans Communications S.A., demonstram uma tendência clara: o BTC está migrando dos investidores de varejo para os cofres corporativos.
Ark Invest e a ousada previsão de US$ 1,5 milhão por BTC

Cathie Wood mantém otimismo em trajetória exponencial
Cathie Wood, CEO da Ark Invest, é conhecida por suas previsões ousadas e estratégias de investimento centradas em inovação disruptiva.
Em seu último relatório, ela reiterou sua projeção de que o preço do Bitcoin pode alcançar US$ 1,5 milhão até 2030, impulsionado principalmente por influxos institucionais e reconhecimento global.
Bitcoin como alternativa ao ouro
Um dos principais argumentos da Ark é que o BTC está gradualmente se tornando uma alternativa moderna ao ouro.
Segundo a gestora, caso o Bitcoin capture pelo menos 20% do mercado do metal precioso (estimado em mais de US$ 13 trilhões), o preço da criptomoeda poderia disparar. Hoje, o Bitcoin representa pouco mais de 10% desse montante.
Oferta em queda e liquidez em alta: o paradoxo do Bitcoin
Oferta limitada se torna cada vez mais inacessível
A oferta total de Bitcoin é limitada a 21 milhões de unidades — um princípio imutável do protocolo. Com 19,7 milhões de BTC já minerados até julho de 2025, e uma parte significativa indisponível (perdida ou retida), a oferta líquida em circulação encolhe rapidamente.
Agora, com 74% do suprimento nas mãos de investidores de longo prazo, a liquidez real do ativo continua diminuindo.
Liquidez global por BTC atinge recorde de 12 anos
Apesar da queda na oferta negociável, a liquidez global por unidade de BTC atingiu um recorde histórico, segundo o relatório da Ark. Foram registrados US$ 5,7 milhões em oferta monetária global (M2) por cada Bitcoin em circulação — o maior valor em 12 anos.
Esse indicador mostra o poder de compra relativo de cada unidade da criptomoeda em comparação ao dinheiro tradicional em circulação.
Tendência de preços: Bitcoin mantém suporte e rompe resistências
Suporte sólido entre US$ 96 mil e US$ 99 mil
A análise técnica recente aponta que o Bitcoin conseguiu estabelecer um suporte importante entre US$ 96 mil e US$ 99 mil em junho de 2025. Após várias tentativas, esse patamar foi defendido com sucesso, dando força para uma nova perna de alta.
Recorde histórico de US$ 123 mil e lateralização atual
Na semana passada, o BTC alcançou sua máxima histórica de US$ 123.153, embora atualmente esteja cotado em torno de US$ 119 mil. Essa lateralização pode indicar uma fase de consolidação antes de novos movimentos.
Com a atual escassez de oferta e o aumento da demanda institucional, muitos analistas apontam para uma nova corrida altista no segundo semestre de 2025.
Impactos econômicos e regulatórios no horizonte
Aprovação regulatória de stablecoins reforça confiança
Outro fator relevante no cenário macroeconômico é a recente aprovação do Genius Act, nos EUA, regulamentando as stablecoins.
A legislação, sancionada pelo presidente Donald Trump, aumentou a legitimidade do setor cripto como um todo e fortaleceu a narrativa de segurança jurídica — especialmente para investidores institucionais que demandam previsibilidade.
Juros e política monetária influenciam decisões de alocação
Com a política monetária global entrando em possível ciclo de flexibilização, o apetite por ativos escassos tende a aumentar. Juros mais baixos favorecem investimentos de longo prazo, como ações de tecnologia e Bitcoin. O potencial retorno exponencial da criptomoeda a torna especialmente atraente em ambientes de menor rendimento fixo.
Perspectivas para o Bitcoin no segundo semestre de 2025

Adoção corporativa deve se intensificar
A expectativa é que mais empresas passem a adotar o Bitcoin em suas tesourarias, seguindo o movimento iniciado por grandes corporações. Além de proteção contra desvalorização monetária, o BTC também está se tornando uma ferramenta de posicionamento estratégico para inovação.
ETFs internacionais devem ampliar liquidez
A aprovação de ETFs de Bitcoin em regiões como Ásia, América Latina e Europa deve ampliar ainda mais a base de investidores. A acessibilidade por meio dessas estruturas reguladas pode acelerar a migração de capital institucional para o criptoativo.
Conclusão — Bitcoin caminha para consolidação como ativo global
O novo recorde de 74% da oferta de Bitcoin retida por holders de longo prazo é mais do que uma estatística: é um sinal claro de maturidade e confiança no futuro da criptomoeda. Com apoio institucional crescente, fundamentos robustos e escassez estrutural, o BTC está cada vez mais se firmando como um pilar das finanças modernas.
Se a previsão da Ark Invest se concretizar, o mundo poderá assistir ao nascimento de uma nova classe de ativo reserva global, com o Bitcoin desempenhando um papel semelhante — ou até superior — ao do ouro.

