O Bitcoin (BTC) voltou a ganhar atenção de analistas técnicos e investidores institucionais após se estabilizar em torno dos US$ 106 mil, mesmo após uma semana marcada por volatilidade, tensões geopolíticas e fortes oscilações de preço.
Bitcoin pode subir até US$ 130 mil? Análise de ondas sugere alta explosiva após correção
Análise técnica sugere que o Bitcoin pode subir para US$ 130 mil após completar a onda 2 corretiva. Veja como a contagem de ondas de Elliott projeta uma nova alta.
Agora, uma nova análise baseada na Teoria das Ondas de Elliott aponta que o criptoativo pode estar se preparando para uma alta explosiva até US$ 130.000.
Segundo XForceGlobal, analista técnico especializado em criptomoedas, o recente movimento de correção do Bitcoin forma uma estrutura WXY completa, o que indicaria o fim da onda 2 de um novo ciclo impulsivo. Com isso, o ativo entraria na chamada onda 3, tradicionalmente a mais longa e poderosa de uma sequência de cinco ondas.
Neste artigo, vamos explorar os fundamentos da análise de ondas, interpretar os dados do gráfico de 4 horas, avaliar a plausibilidade de uma alta até US$ 130 mil e entender os fatores técnicos e macroeconômicos que sustentam essa projeção.
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O cenário atual do Bitcoin: estabilidade com cautela

Após testar a região dos US$ 98.200 no último fim de semana — em resposta a conflitos no Oriente Médio — o Bitcoin se recuperou rapidamente, saltando cerca de 8% em apenas dois dias. O movimento foi impulsionado pela perspectiva de um cessar-fogo entre EUA e Irã, o que trouxe alívio ao mercado global.
Apesar disso, o Índice de Medo e Ganância do setor cripto permanece na zona neutra, refletindo a cautela dos investidores. A ausência de um direcionamento claro no curto prazo levou muitos traders a aguardarem confirmações técnicas antes de abrir novas posições.
O que são as Ondas de Elliott e por que elas importam?
A Teoria das Ondas de Elliott é um dos modelos mais respeitados da análise técnica e descreve o comportamento dos preços em ciclos repetitivos de cinco ondas impulsivas (1-2-3-4-5) seguidas por três ondas corretivas (A-B-C).
Estrutura básica:
- Onda 1: Primeiro impulso altista;
- Onda 2: Correção parcial da onda 1;
- Onda 3: Movimento mais explosivo e extenso;
- Onda 4: Nova correção;
- Onda 5: Impulso final antes de um topo maior.
Importância da Onda 3
A Onda 3 é frequentemente a mais longa, forte e relevante do ciclo, com base em padrões históricos dos mercados financeiros. É nela que grandes volumes entram, impulsionados por confirmações técnicas e mudanças de sentimento macroeconômico.
Bitcoin completa correção WXY: o fim da onda 2?
A análise postada por XForceGlobal indica que o topo histórico de US$ 111.814 marcado em 22 de maio marcou o fim da onda 1. Desde então, o Bitcoin teria formado um padrão WXY corretivo, caracterizado por três segmentos ligados:
- W (primeira perna de queda);
- X (retração intermediária);
- Y (perna final da correção).
A retração atingiu o nível de 23,6% a 38,2% de Fibonacci, exatamente dentro da faixa esperada para correções moderadas em um mercado altista. Importante destacar que o preço não chegou a romper os níveis mais profundos (0,618 a 0,886) — algo que caracterizaria uma tendência de baixa mais intensa.
Região de validação: US$ 98.000 a US$ 102.000
Este intervalo é identificado como a zona de término da Onda C, que encerra a estrutura Y. Para que a leitura de alta seja confirmada, será necessário observar uma nova estrutura impulsiva 1-2 dentro da Onda 3, iniciando-se com um rompimento acima dos US$ 111.800.
Projeção: por que US$ 130.000 é um alvo plausível?
Expansão da onda 1 e padrões de proporção
Se a contagem de ondas estiver correta, a Onda 3 tende a superar significativamente o topo da Onda 1. No caso do BTC:
- Onda 1: US$ 73.000 → US$ 111.814 (impulso de US$ 38.814);
- Projeção da Onda 3 (com extensão de 1,618x):
US$ 111.814 + (1,618 x 38.814) ≈ US$ 174.600.
Contudo, o analista aponta US$ 130.000 como primeiro alvo viável, considerando resistência psicológica e zonas técnicas intermediárias. É um objetivo conservador, mas condizente com uma onda 3 de magnitude significativa.
O que o gráfico de 4 horas revela?
O gráfico de velas de 4 horas — preferido por traders para capturar movimentos intermediários — mostra:
- Retração ordenada com baixos volumes de venda;
- Reação imediata acima da zona de US$ 98.000;
- Formação de base ascendente (higher lows);
- Tentativa de rompimento da LTB (linha de tendência de baixa).
Próximos passos técnicos:
- Rompimento claro de US$ 111.800;
- Recuo saudável sem romper US$ 102.000;
- Nova sequência de topos e fundos ascendentes.
Caso esses três eventos se concretizem, o mercado poderá estar nos estágios iniciais de uma nova onda 3, com alvos que superam o ATH anterior.
Fatores macroeconômicos que podem acelerar a onda 3
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Geopolítica, ETFs e juros dos EUA
Além da análise técnica, fatores fundamentais continuam a exercer forte influência sobre o mercado de Bitcoin:
Cessar-fogo no Oriente Médio
- Redução do risco sistêmico;
- Otimismo nas bolsas e nos criptoativos;
- Menor correlação com ativos de risco tradicionais.
ETFs de Bitcoin
- BlackRock, Fidelity e Grayscale continuam registrando entradas líquidas;
- Ampliação da base de investidores institucionais;
- Redução da oferta em circulação (supply shock);
Política monetária dos EUA
- Expectativa de corte de juros até o final de 2025;
- Enfraquecimento do dólar pode impulsionar ativos escassos como o BTC;
- Pressão inflacionária reforça tese de proteção.
E se a análise falhar? Possíveis riscos à tese de alta
Níveis de invalidação e cenário alternativo
Apesar do otimismo técnico, o mercado deve estar atento a níveis de invalidação da contagem de ondas:
- Perda da zona de US$ 98.000 → Enfraquece a estrutura 1-2
- Queda abaixo de US$ 90.000 → Rompe suporte chave da Onda 2
- Falta de volume no rompimento → Pode indicar armadilha de alta
Nesses cenários, o mercado poderia estar entrando em uma consolidação prolongada ou até mesmo em uma reversão macro temporária.
Conclusão: alta a US$ 130 mil é possível, mas requer paciência e validação

A análise técnica baseada na Teoria das Ondas de Elliott sugere que o Bitcoin pode estar às vésperas de um novo rali, com potencial de ultrapassar os US$ 130.000 ainda em 2025. A estrutura WXY corretiva parece estar concluída, e o gráfico de 4 horas indica o início da Onda 3 — historicamente, a mais potente.
No entanto, essa leitura ainda exige confirmações claras, como o rompimento do topo anterior e a formação de uma base sólida de suporte. O cenário macroeconômico favorável, aliado ao fluxo crescente de capital institucional via ETFs, fortalece a tese de alta.
Para investidores, este pode ser um ponto decisivo para posicionamento estratégico — com gestão de risco adequada, atenção aos níveis técnicos e paciência para esperar o desenvolvimento completo da estrutura.
