A recente performance do Bitcoin (BTC), mesmo diante de uma queda acumulada no ano, tem despertado otimismo entre analistas e investidores.
Bitcoin rumo a US$ 155 mil? Analistas apontam paralelos com o ouro em novo ciclo de alta
Especialistas apontam que o Bitcoin pode seguir os passos do ouro e ultrapassar os US$ 150 mil em meio à crise macroeconômica. Análises destacam robustez do ativo digital como reserva de valor.
Enquanto o ouro bate recordes históricos, o ativo digital começa a ser visto como um espelho financeiro com potencial semelhante, podendo atingir US$ 155 mil em um novo ciclo de valorização.
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A consolidação do ouro e o “atraso” do Bitcoin

O metal precioso tem sido um dos grandes vencedores de 2025. Com o par XAU/USD renovando recordes históricos e atingindo recentemente a marca de US$ 3.300 por onça, o ouro consolida seu papel como porto seguro em momentos de turbulência.
Enquanto isso, o Bitcoin, considerado por muitos o “ouro digital”, acumula uma queda de cerca de 9,3% no ano. A criptomoeda, que chegou a recuar para US$ 75 mil em momentos de maior pressão vendedora, agora estabiliza em torno dos US$ 85 mil.
A conta de análise Cryptollica, em publicção no X, destacou a semelhança estrutural entre os dois ativos e sugeriu que o BTC/USD deve romper sua zona de consolidação atual e seguir rumo à marca de US$ 155 mil no médio prazo.
“Meta de médio prazo para o Bitcoin: US$ 155 mil”, publicou o perfil especializado.
Fatores que podem impulsionar o preço do Bitcoin
O recuo no DXY — índice que mede a força do dólar em relação a uma cesta de moedas estrangeiras — é frequentemente visto como um sinal favorável para ativos como o Bitcoin. A perda de força do dólar tende a redirecionar capitais para ativos não soberanos.
O crescimento da base monetária global M2, que inclui dinheiro em espécie, depósitos bancários e alguns tipos de investimentos, tem sido outro elemento catalisador. Históricos de ciclos anteriores mostram que aumentos no M2 estão fortemente correlacionados com altas no preço do Bitcoin.
A estrutura técnica observada nos gráficos diários do BTC/USD aponta uma consolidação em formato de cunha, padrão clássico que costuma anteceder rompimentos bruscos. Se confirmado, o breakout pode levar o ativo a testar patamares inexplorados.
Glassnode destaca robustez do Bitcoin em cenário crítico
A Glassnode, renomada empresa de análise on-chain, reforçou a tese da resiliência do Bitcoin frente ao caos macroeconômico. Em seu boletim mais recente, a empresa aponta que tanto o ouro quanto o BTC se destacam como “ativos duros”.
“Em meio à turbulência, o desempenho dos ativos duros continua notavelmente impressionante”, diz o relatório.
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+311 mil seguidores
A empresa relembra que, em crises passadas, o Bitcoin costumava despencar mais de 50%. No entanto, na recente queda causada por tensões geopolíticas e pela guerra comercial entre EUA e China, o recuo foi limitado a cerca de 30%.
“Isso demonstra uma robustez crescente do Bitcoin como reserva de valor.”
Bitcoin como ativo de reserva global

Ao longo dos anos, o Bitcoin passou de um ativo especulativo para uma ferramenta de proteção patrimonial. Atualmente, instituições financeiras, fundos soberanos e mesmo governos estão mais atentos ao seu potencial como reserva de valor.
A narrativa do “ouro digital” encontra novo fôlego conforme os desempenhos de ambos convergem em robustez, mesmo que em tempos diferentes. Isso fortalece a visão de que o Bitcoin pode sim atingir e sustentar valores acima de US$ 100 mil.
Considerações finais: Rumo aos seis dígitos
As perspectivas para o Bitcoin seguem otimistas entre analistas, mesmo com a volatilidade persistente. A previsão de US$ 155 mil, ainda que ousada, se baseia em fundamentos macroeconômicos sólidos e em um novo ciclo de consolidação da criptomoeda como reserva de valor global.
O paralelo com o ouro é cada vez mais convincente: se o metal físico sobe diante de crises, seu equivalente digital está demonstrando capacidade semelhante, e com potencial ainda mais explosivo.
