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Bitcoin enfrenta semana decisiva: liquidações, Jackson Hole e incertezas no mercado cripto

O Bitcoin inicia a semana com queda após nova máxima histórica e liquidações bilionárias. Veja 5 fatores que podem impactar o preço do BTC nos próximos dias.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira6 min de leitura
BITCOIN

O Bitcoin (BTC) inicia mais uma semana sob forte pressão do mercado. Após atingir uma nova máxima histórica acima de US$ 124.500, a criptomoeda sofreu uma correção expressiva e acumula perdas superiores a US$ 10.000 desde o pico.

Com traders divididos entre a possibilidade de um novo impulso altista ou de uma queda mais acentuada, o mercado observa atentamente indicadores técnicos, liquidações recentes e fatores macroeconômicos que podem influenciar o preço da maior criptomoeda do mundo.

Entre os elementos centrais desta semana estão:

  • A recente liquidação bilionária que derrubou o BTC;
  • O simpósio de Jackson Hole, com discurso de Jerome Powell;
  • O impacto de negociações sobre a guerra na Ucrânia;
  • O risco de término da atual fase de alta;
  • E a curiosa divergência do Coinbase Premium.

Neste artigo, reunimos uma análise completa e aprofundada sobre os 5 fatores-chave que podem definir o rumo do Bitcoin nos próximos dias.

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Liquidação repentina abala estrutura de alta

Na segunda-feira, o mercado de Bitcoin sofreu uma liquidação brusca que interrompeu um fechamento semanal aparentemente estável. Em poucas horas, o BTC perdeu 2% de valor, intensificando uma correção que já ultrapassa US$ 10 mil desde o topo histórico.

Traders veem chances reduzidas de rompimento

De acordo com análises da plataforma Material Indicators, o Bitcoin perdeu suporte importante na média móvel simples (SMA) de 21 dias — um indicativo de fragilidade no curto prazo.

“Isso não garante um colapso, mas reduz drasticamente a probabilidade de rompimento do $BTC nesta semana”, afirmou a equipe em análise publicada no X.

Principais zonas de atenção

  • US$ 112.000 → suporte imediato em caso de queda;
  • US$ 120.000 → nível crítico para reversão altista.

O trader Daan Crypto Trades destacou que movimentos negativos no início da semana podem ser revertidos, mas o desempenho do mercado norte-americano será determinante.

Volume baixo e sinais de distribuição

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Imagem: Seu Crédito Digital/Freepik

O analista conhecido como Roman chamou atenção para o baixo volume das últimas altas, apontando semelhanças com o ciclo de 2021.

“Agora o $BTC caiu US$ 10.000 em relação às máximas anteriores. A falta de volume vem sendo extremamente preocupante nos últimos meses. Para mim é distribuição. Tudo ainda se alinhando como em 2021.”

Vale lembrar que, em 2021, após o topo em US$ 69 mil, o Bitcoin entrou em uma correção de 77%, consolidando um mercado de baixa prolongado.

Manipulação de mercado e compras estratégicas

Movimento suspeito na HTX

Segundo o trader CrypNuevo, a queda recente não foi totalmente orgânica. Ele aponta que a liquidação de mais de US$ 1 bilhão em contratos futuros em apenas 24 horas teria sido resultado de movimentos manipulados.

“O Bitcoin fez nova máxima histórica, mas então um movimento manipulado derrubou o preço. Enquanto o varejo era liquidado, uma mão comprava tudo isso”, afirmou.

Estratégia: parar o trem para comprar mais barato

Um investidor de grande porte teria aproveitado a queda para acumular BTC a preços mais baixos. Essa tática é conhecida como “parar o trem”: derrubar o preço temporariamente para ampliar posições antes da retomada da tendência de alta.

  • Alvo de consolidação: US$ 114.000;
  • Retomada de força: acima de US$ 120.000.

Esse tipo de movimentação reforça a tese de que grandes players seguem acumulando Bitcoin, mesmo diante de volatilidade de curto prazo.

Jackson Hole e o impacto da política monetária

O que esperar do discurso de Jerome Powell

Nesta semana, todos os olhares estarão voltados para o simpósio anual de Jackson Hole, nos Estados Unidos. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, discursará na sexta-feira, trazendo possíveis pistas sobre a política de juros no país.

Segundo a Mosaic Asset, investidores querem entender se o Fed manterá uma postura restritiva diante da inflação ou se reduzirá juros para apoiar o mercado de trabalho.

Dilema do Fed

  • Inflação em alta → exige manutenção de juros elevados;
  • Mercado de trabalho enfraquecido → pressiona por cortes nas taxas.

A decisão impacta diretamente o Bitcoin, já que juros mais baixos favorecem ativos de risco, enquanto taxas elevadas aumentam a atratividade de títulos do governo.

Crise de emprego juvenil preocupa

O relatório The Kobeissi Letter destacou que o subemprego juvenil nos EUA subiu 5 pontos percentuais em dois anos, atingindo níveis semelhantes aos de crises anteriores, como 2001 e 2008.

Isso reforça o argumento de que o Fed está em posição delicada, precisando equilibrar inflação e fragilidade no mercado de trabalho.

Geopolítica: paz na Ucrânia pode mexer com o BTC

Além da política monetária, o mercado acompanha as negociações entre Donald Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

O trader Kobeissi chamou a reunião de “crucial”, destacando que os mercados já estão precificando um possível acordo de paz.

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A resolução do conflito Rússia-Ucrânia teria reflexos imediatos sobre o apetite ao risco global, podendo impulsionar ativos como o Bitcoin em busca de novos patamares.

Ciclos de mercado e risco de fim da tendência atual

O trader Rekt Capital fez um alerta importante: o atual ciclo de alta do Bitcoin pode estar chegando ao fim.

Histórico de tendências

  • Uptrend 1: dura entre 6ª e 8ª semanas;
  • Uptrend 2: geralmente termina entre 5ª e 7ª semanas.

Atualmente, o BTC está na 7ª semana da tendência de descoberta de preço, o que aumenta o risco de correção significativa.

Se essa tendência se estender para a 8ª semana, poderá ser a mais longa já registrada, comparável apenas ao bull market de 2017.

Coinbase Premium sugere demanda forte nos EUA

Apesar da queda recente, o Coinbase Premium — indicador que mede a diferença de preço do BTC entre a Coinbase (mercado dos EUA) e a Binance (mercado global) — voltou a ficar positivo.

Isso indica que investidores norte-americanos seguem comprando, sustentando um diferencial de preço favorável à Coinbase.

O que isso significa?

  • Prêmio positivo: forte demanda institucional nos EUA;
  • Prêmio negativo: pressão vendedora maior no mercado global.

Curiosamente, a última vez que o prêmio ficou negativo foi em 12 de agosto. No dia seguinte, o BTC atingiu sua máxima histórica.

O que esperar do Bitcoin nesta semana?

Reunindo todos os fatores apresentados, o cenário do Bitcoin nesta semana envolve tanto riscos quanto oportunidades:

  • Risco: manipulações de mercado, liquidações e fim da tendência de alta;
  • Oportunidade: discurso do Fed, possível acordo de paz na Ucrânia e demanda institucional nos EUA.

A curto prazo, a faixa entre US$ 112.000 e US$ 120.000 será decisiva para definir se o BTC consolidará antes de retomar a tendência altista ou se abrirá espaço para correções mais profundas.

Considerações finais

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Imagem: Freepik

O Bitcoin enfrenta uma das semanas mais importantes de 2025, marcada por fatores técnicos, macroeconômicos e geopolíticos.

Se por um lado liquidações e baixa de volume apontam para risco de novas quedas, por outro, a forte demanda institucional nos EUA e possíveis avanços em negociações globais podem devolver força ao ativo.

Para os investidores, a palavra-chave desta semana é cautela: manter atenção aos níveis de suporte, acompanhar os desdobramentos de Jackson Hole e observar o comportamento do Coinbase Premium podem ser cruciais para entender os próximos movimentos do Bitcoin.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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