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Bitcoin dispara acima de US$ 91 mil: Analistas projetam resistências, riscos e potencial de nova alta

Avatar de Tainara Ferreira Tainara Ferreira · · 3 min de leitura
Bitcoin Core

Após um período de consolidação e correções pontuais, o Bitcoin (BTC) iniciou a semana com um salto significativo. Na terça-feira, 22 de abril, a principal criptomoeda do mercado ultrapassou os US$ 91 mil, renovando os maiores patamares desde o “tarifaço” anunciado por Donald Trump no início do mês.

A máxima intradiária chegou a tocar os US$ 91.500, um nível técnico apontado como zona de forte resistência por analistas.

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Estrutura bullish ganha trânsito

Segundo Ana de Mattos, analista parceira da Ripio, o BTC iniciou uma reversão de tendência após atingir a mínima de US$ 74.508 em 7 de abril.

Desde então, acumulou uma alta de aproximadamente 22%, tendo alcançado US$ 89.888 na segunda-feira, véspera do rompimento.

“A zona dos US$ 91.500 é marcada por forte liquidez, podendo desencadear pressão vendedora caso não haja volume suficiente para o rompimento sustentado”, explica Mattos.

O suporte imediato está agora em torno dos US$ 89 mil, com suporte mais robusto na região dos US$ 86 mil, segundo a analista.

Fatores macroeconômicos impulsionam o BTC

Dólar fraco e interesse institucional renovado

Vanessa Oliveira, analista da NovaDAX, aponta que a recente fraqueza do dólar norte-americano tem sido um catalisador para ativos de risco, incluindo o Bitcoin.

Além disso, sinais de que estados norte-americanos estão considerando reservas em BTC aumentaram o interesse de institucionais.

“Esse tipo de notícia é um gatilho poderoso para o apetite por risco, especialmente quando coincide com suporte técnico”, afirma Oliveira.

Recuperação do S&P 500 e disputa Trump-Powell

Outro fator relevante é a recente recuperação do S&P 500, que voltou a subir após liquidações intensas. Isso reforça a correlação entre mercados tradicionais e criptoativos.

Além disso, o embate entre Trump e Jerome Powell sobre a política de juros adiciona uma camada de incerteza ao mercado. Caso Powell ceda à pressão para cortar os juros, isso pode impulsionar ativos como o Bitcoin, altamente sensível à liquidez.

Projeções futuras: Até onde pode ir o BTC?

Mercado Bitcoin
Reprodução: Seu Credito Digital/Freepik

Alvos potenciais e cenários

O rompimento da resistência dos US$ 91 mil pode abrir caminho para novos alvos especulativos. Muitos analistas apontam para a região dos US$ 94 mil como a próxima barreira, com um eventual teste da máxima histórica acima de US$ 109 mil.

Se a tendência de alta for mantida, o BTC pode seguir para uma “onda 3” de Elliot, geralmente a mais explosiva. Nesse caso, valores especulados entre US$ 120 mil e US$ 150 mil entram no radar.

Riscos e sinal de alerta

Apesar do otimismo, os analistas alertam para três principais riscos de curto prazo:

  1. Arrefecimento institucional: a entrada de grandes investidores tem sido irregular.
  2. Liquidez nos EUA: a drenagem de liquidez por parte do Fed pode pressionar o mercado.
  3. Volatilidade macro: decisões políticas imprevisíveis podem mudar o jogo rapidamente.

Considerações finais

O salto do Bitcoin acima dos US$ 91 mil reforça seu papel como ativo de risco em momentos de transição no cenário macroeconômico. Ao mesmo tempo, o mercado deve se manter atento às resistências e à possibilidade de correções abruptas. O atual ciclo de alta está longe de se encerrar, mas avança sob terreno volátil e incerto.

Como sempre, o conselho é claro: diversificação e cautela. A festa pode estar apenas começando, mas os riscos não devem ser ignorados.

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