O Bitcoin (BTC) voltou a fazer história. No dia 21 de maio de 2025, a maior criptomoeda do mundo atingiu um novo recorde de preço, próximo dos US$ 110 mil, consolidando-se como um dos ativos mais valiosos do planeta.
Bitcoin alcança novo patamar histórico e supera Amazon e Google em valor de mercado
Bitcoin atinge novo recorde histórico de preço e se torna o 5º ativo mais valioso do mundo, superando Amazon e Google. Entenda como!
Com uma capitalização de mercado superior a US$ 2,1 trilhões, o BTC deixou para trás gigantes corporativos como Amazon e Alphabet (controladora do Google), garantindo seu lugar entre os cinco ativos de maior valor de mercado global.
Este movimento é mais do que simbólico: marca uma nova fase na trajetória do Bitcoin como protagonista no sistema financeiro global.
A criptomoeda não apenas reafirma sua posição como uma classe de ativo legítima, mas também ganha terreno frente a tradicionais potências corporativas e até mesmo frente a reservas de valor históricas, como o ouro.
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A valorização histórica do Bitcoin: Números que impressionam
Na terça-feira, 21 de maio, o Bitcoin rompeu resistências anteriores e atingiu o valor de US$ 109.570, com uma valorização de 3% em 24 horas e 25% no acumulado de 30 dias.
Este movimento de alta acelerou o fluxo de capital para o ativo, elevando sua capitalização de mercado para aproximadamente US$ 2,182 trilhões, de acordo com dados da Companies Market Cap.
Top 5 ativos globais
Com essa nova marca, o BTC ultrapassou empresas como:
- Amazon, avaliada em cerca de US$ 1,9 trilhão;
- Alphabet (Google), que tem capitalização próxima a US$ 2 trilhões.
Agora, o Bitcoin se encontra atrás apenas de:
- Ouro – mais de US$ 22 trilhões em capitalização;
- Apple – US$ 2,9 trilhões;
- Microsoft – US$ 2,8 trilhões;
- NVIDIA – US$ 2,3 trilhões.
Por que o Bitcoin está subindo tanto?

O principal motor dessa alta tem sido uma forte pressão de compra institucional, alimentada por mudanças regulatórias positivas nos Estados Unidos, que deram novo fôlego à adoção de criptomoedas. Além disso, a expectativa de novos ETFs de Bitcoin à vista continua aquecendo o mercado.
O ambiente regulatório nos Estados Unidos, historicamente ambíguo e hostil às criptomoedas, tem se tornado mais acolhedor para ativos digitais. A sinalização de apoio institucional e a aprovação de produtos financeiros vinculados ao BTC contribuíram para a legitimidade e atração de investidores institucionais.
Análises do mercado: O que dizem os especialistas
Durante uma mesa redonda realizada em fevereiro de 2025, Gracy Chen, Diretora Geral da corretora Bitget, comentou que o papel do Bitcoin continua a evoluir. Para ela, a criptomoeda ainda é o “ouro digital”, mas com um diferencial: tem potencial de superar o ouro em capitalização de mercado, pelo menos temporariamente.
“O Bitcoin definitivamente superará o ouro em termos de capitalização de mercado, talvez este ano ou nos próximos anos”, afirmou Chen.
Ela acredita que com o atual impulso institucional, novas aplicações no mundo real e avanços regulatórios, o BTC poderá multiplicar de duas a três vezes seu valor atual.
Antoni Trenchev (Nexo): Rumo aos US$ 150 mil em 2025
O cofundador da plataforma Nexo, Antoni Trenchev, também compartilhou sua visão sobre o momento do BTC. Para ele, o rompimento do topo anterior marca a entrada em uma nova fase de “descoberta de preço”, onde não há resistências claras.
“Com a superação do recorde anterior e um salto de 50% desde as mínimas de abril, o Bitcoin entra em território desconhecido com vento favorável institucional e um ambiente regulatório mais claro”, comentou Trenchev.
Ele também destacou que estamos no quarto ano do ciclo de halving — um período historicamente propício para altas expressivas — e que uma meta de US$ 150 mil em 2025 está no radar.
Bitcoin: de ativo anti-risco a integrante do sistema financeiro tradicional
O BTC, que durante anos foi visto como um ativo anti-establishment e de refúgio em tempos de crise, agora está se integrando cada vez mais ao mercado tradicional.
Chen aponta que o Bitcoin hoje possui correlação mais forte com o mercado de ações dos EUA, comportamento esse evidenciado após a aprovação dos primeiros ETFs spot no início de 2024.
“Nos primeiros dias, o Bitcoin era considerado um ativo de refúgio. Hoje, ele é mais visto como um ativo de risco, ainda que com características únicas”, concluiu Chen.
O impacto do halving de 2024 no novo ciclo do Bitcoin
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O halving do Bitcoin, ocorrido em abril de 2024, reduziu pela metade as recompensas por bloco minerado. Historicamente, esse evento sempre desencadeou ciclos de alta nos 12 a 18 meses seguintes. O mercado parece estar seguindo esse padrão mais uma vez.
Este evento cortou a emissão de novos BTCs, aumentando a escassez do ativo em um contexto de crescente demanda institucional e popular. Isso cria uma pressão natural para valorização de longo prazo, dado o modelo de oferta limitada.
Bitcoin vs. Ouro: uma nova disputa por hegemonia financeira

Com uma capitalização de mercado de mais de US$ 22 trilhões, o ouro continua sendo o ativo mais valioso do planeta. No entanto, com a atual valorização do Bitcoin e o crescimento do interesse institucional, o BTC já representa quase 10% do valor total do ouro — uma marca impressionante para um ativo com pouco mais de 15 anos de existência.
Vantagens tecnológicas do BTC sobre o ouro
- Portabilidade: Bitcoin pode ser transferido em minutos globalmente;
- Transparência: Todo o histórico de transações é auditável;
- Escassez programada: A emissão é previsível e limitada a 21 milhões de unidades.
Expectativas para o futuro: onde o Bitcoin pode chegar?
Analistas como Antoni Trenchev e estrategistas de mercado apontam que, caso o cenário macroeconômico continue favorável, o Bitcoin pode atingir valores entre US$ 150 mil e US$ 200 mil até o final de 2025.
Esse crescimento pode ser impulsionado por:
- A entrada contínua de fundos institucionais;
- Lançamento de novos ETFs em mercados globais;
- Regulações mais claras e favoráveis em grandes economias;
- Diminuição da oferta após o halving.
Riscos no radar
Apesar do otimismo, o mercado segue atento a riscos, como:
- Possíveis mudanças de postura regulatória;
- Volatilidade associada à geopolítica e política monetária;
- Realizações de lucro em picos de preço.
Conclusão: Bitcoin no centro do sistema financeiro global
O que antes era tratado com ceticismo por economistas tradicionais e líderes financeiros, hoje se concretiza como uma das principais forças do mercado global. O Bitcoin não apenas sobreviveu a bolhas e proibições, como se consolidou como um ativo institucional.
Ao ultrapassar gigantes como Amazon e Google, o BTC não só demonstra força de mercado, mas também capacidade de adaptação, crescimento e relevância estrutural. Se mantiver o atual ritmo, poderá em breve desafiar os principais tronos do mercado financeiro global — incluindo o ouro.
